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sábado, 29 de março de 2014

Cine MSMJ - Medianeras



Filme "Medianeras"
 [Buenos Aires na Era do Amor Virtual], 2011. Filme argentino, que conta as histórias de Martín e Mariana. Ambos vivem na grande metrópole Buenos Aires, cercados por milhões de habitantes, porém, se sentem sozinhos. Martín usa a internet como válvula de escape. Mariana, cuja profissão é vitrinista, sonha em ser notada como os os seus manequins. É a solidão urbana sendo vivenciada e contada por seus protagonistas.




"A internet me aproximou do mundo, mas me distanciou da vida." - Martín

"Se mesmo sabendo quem eu procuro não consigo achar, como vou achar quem eu procuro se não sei quem é?" - Mariana




'Medianeras' chega a parecer um documentário, por retratar tão fielmente a realidade que vivemos hoje. Morando em uma metrópole ou não, estamos rodeados por pessoas e ainda assim, nos sentimos sozinhos. A internet, que se tornou parte das nossas vidas nos pelos menos últimos 10 anos, mudou nossa forma de interagir com o mundo. Podemos fazer tudo pela internet, porém, como o próprio protagonista diz "A internet me aproximou do mundo, mas me distanciou da vida". Se nos sentimos sós na vida real, nem sempre na internet é diferente. Apesar de toda a facilidade de acesso a inúmeras redes sociais e incontáveis perfis virtuais, invés de nos aproximarmos das pessoas, estamos na verdade cada vez mais distantes, criando relações superficiais - quer aceitemos isto ou não. O filme em si não é uma crítica à internet, mas um retrato fidedigno deste 'fenômeno tecnológico'. Os protagonistas Martín e Mariana são praticamente vizinhos, frequentam os mesmos lugares, possuem gostos parecidos, mas não se conhecem, se esbarram pelas ruas mas não se veem. Isto te soa familiar?!

Outro ponto que vale comentar é a fotografia do filme: Com cores frias e mostrando uma Buenos Aires imperfeita (em nenhum momento se atém a mostrar os pontos turísticos), a arquitetura é usada como metáfora durante o filme, assim como o seu próprio título: 'Medianeras'.


***

terça-feira, 11 de junho de 2013

10 namorados perfeitos do cinema

Quem nunca assistiu um filme e se apaixonou pelo personagem?
Quem já ficou sonhando em como seria legal namorar o tal cara na vida real?

Para o dia dos namorados deste ano, criamos uma listinha de casais que o cinema nos trouxe de melhor. Se você está ou não namorando, não importa, sonhar é mais do que permitido!

* Aviso: Há spoilers neste post. 


- Christian, do filme 'Moulin Rouge'



Só a imagem acima, com a legenda que diz "obrigado por me curar de minha ridícula obsessão pelo amor" já resumiria a ideia de usar o lindo do Christian como exemplo de namorado perfeito, mas vamos falar mais sobre esse lindo e contagiante filme. Christian, recém-chegado em Paris, conhece o Moulin Rouge e sua estrela linda e hipnótica, Satine, vivida por Nicole Kidman. O que faz dele tão perfeito? Simples: o fato de enfrentar interesses alheios aos dois e criar um musical todo inspirado na sua musa! Vai dizer que você não iria gostar disso?


- Carl, do filme 'Up – Altas Aventuras'


Tá, eu sei que se trata de um personagem irreal, principalmente por não ser nem uma pessoa com carne, osso e alma que o interpreta. Mas quem não gostaria de um "eterno namorado", que se apaixona ainda criança até que a morte os separe e que, mesmo depois de velhinho e ranzinza com tudo e todos, se dispusesse a carregar A CASA pro lugar dos sonhos da amada?


- Idgie, do filme 'Tomates Verdes Fritos'


Aqui não tem namorado perfeito, mas namoradas também comemoram o Dia dos Namorados, né?! Pois bem, a relação de Idgie com Ruth não é explicitamente tratada nesse belíssimo filme, um clássico das tardes globais também, mas em meio aos tomates fritos e a desconfiança de toda uma vila, o carinho e a proteção, principalmente de Idgie com Ruth faz das duas um bonito par de namoradas do cinema.


- Garrett, do filme 'Amor à Distância'


Interpretado por Justin Long, Garrett é o namorado da Drew Barrymore, onde ambos vivem um relacionamento à distância. Além de lindo e charmoso, é divertido, parceiro e com bom gosto musical. Todas estas qualidades já costumam ganhar a simpatia de qualquer mulher, porém, o que faz ele estar aqui nesta lista é o fato do cara lutar pelo namoro até o fim! Age com maturidade, respeitando os sonhos e a vida da namorada, dá um up na sua própria vida e ainda assim, consegue com que fiquem juntos.
PS.: Quem já viveu um namoro à distância, sabe das inúmeras dificuldades... Como não sonhar com um cara desses?!?


- Edward, do filme 'Edward Mãos de Tesoura'


Aqui, a problemática está nas mãos – literalmente – de Edward. Nem preciso fazer uma sinopse do filme, afinal, a Sessão da Tarde, por anos, nos permitiu saber o começo, o meio e o fim da obra de Tim Burton. O fato de associar o moço (vivido pelo – suspiro profundo – muso Johnny Depp) que teve as mãos substituídas por tesouras afiadas e mantido em segredo do mundo é que ele tenta superar suas próprias diferenças, atitude incomum nos seres humanos ‘normais’, que sempre reparam nos outros antes de si mesmos, para que consiga conquistar sua paixão.


- Jack, do filme 'O segredo de Brokeback Mountain'


O namorado que toda mulher gostaria de ter, pois é lindo, carinhoso e gentil, mas que numa aproximação com o até então amigo Ennie Del Mar (vivido pelo lindo e saudoso Heath Ledger), se mostra um namorado perfeito para um homem, por ser lindo, carinhoso, gentil e... caçador! Pra quem não viu, já adianto: filme triste, mas com atuações tão viscerais e marcantes que me fizeram incluí-lo nesse especial.


- Ferris Bueller, do filme 'Curtindo a Vida Adoidado'


Se você passou dos 20 anos, certamente sabe que o Ferris era o cara mais COOL do mundo!!! Clássico dos anos 80, todos se recordam do garoto que matou um dia de aula para viver a vida. Mas ele não ficou trancado no quarto assistindo 'vale a pena ver de novo' ou jogando video game. Ele foi viver de verdade! 'Diversão com êxito' é o seu nome: aprontou de tudo e ainda se saiu bem em todas. Na trama, ele namora a Sloane e carrega junto seu amigo Cameron. É o namorado perfeito porque é o namorado bróder. Se todo mundo queria ser amigo do Ferris no filme, imagine ser a amiga e mulher a quem ele chama de 'minha', hã? hahaha


- Lars , do filme 'A Garota Ideal'


Já vimos Ryan Gosling ser o "garoto ideal" em "Diário de uma Paixão" (já bem popular nas listinhas de filme pro Dia dos Namorados), mas nesse filme ele vai além... seu personagem é extremamente introvertido e tem uma vida um tanto enfadonha, até conhecer uma namorada pela Internet. O problema é que ela não seria uma garota ‘de verdade’, pois seu irmão, a esposa do irmão e A CIDADE TODA a vêem como uma réplica humana, feita de silicone! Lars, no entanto, nem se abala e continua amando a moça do jeito que ela é, sem medo de ser feliz à sua maneira. Olha que prova de amor!


- Wall – E, do filme 'Wall – E'


Com a ideia de falar de casais fora do eixo comum, nada melhor do que um robô old school se apaixonar por uma robô moderninha! E melhor, salvar o mundo por ela! Junto com uma – até então, impossível – simpática baratinha, o robô galã parte rumo a uma aventura para salvar a última planta da Terra, e claro, fazer com que Eva se salve também. Muito amor na era da tecnologia de automação, né?!

- Eric, do filme Julie & Julia


Ele não é o cara mais lindo do mundo. Ele nem aparece muito no filme. Mas merece ser lembrado e muito. Eric é o namorado de Julie, uma jornalista na crise dos 30 que sonha em ser escritora. Para realizar seu sonho decide escrever um blog em que conta suas aventuras cozinhando uma receita por dia do livro de Juila Child. Durante todos os 300 e poucos dias está lá, do seu lado, Eric. Ela transforma a vida deles numa loucura, gasta o que não têm para comprar os ingredientes, tem crises de choro e existenciais e ele continua lá, do lado dela. Quer exemplo melhor de apoio? Nada de cara que foge correndo na primeira vez que vê a namorada chorando perdida, sem saber o que quer da vida. Eric é o cara que diz, estou com você, vamos lá. É amor!


Esses são exemplos de casais que merecem uma atenção por serem simplesmente lindos, mesmo com algo de 'diferente' neles. Qual seria o seu 'namoradinho perfeito do cinema'? Mandem sugestões de filmes com casais interessantes! Gostamos de filmes violentos, de máfia, de pancada, mas de vez em quando é bom ver filmes onde existam os famosos beijos de Fim.



* Este post contou com 70% de colaboração da amiga Danieli Corrêa. Nosso muito obrigada!! =*

terça-feira, 26 de março de 2013

OST - The Tarantino Collection

Este mês decidimos juntar duas paixões para fazer nossas indicações por aqui: cinema e música. Aposto que não sou a única apaixonada por trilhas sonoras neste mundo. Um dos motivos principais: conhecer novas bandas e artistas. Por isso gosto quando além das músicas especialmente compostas para a trilha, os diretores incluem outras, nos fazendo ouvir músicas que gostamos ou nos apresentando novos artistas.

Nesta linha, meu preferido é Tarantino. Sou apaixonada pelo cinema que ele faz e pela sua escolha de trilhas. Já tive vontade de indicar seus filmes aqui, mas confesso que sua fama está tão alta que achei besteira: tenho a sensação de que TODO mundo conhece e gosta de Tarantino. Assim, a opção de indicar a trilha sonora junto foi perfeita, porque posso indicar tudo do cara.

Cronologicamente, trago pra vocês o filme e uma música adorada da trilha:

Reservoir Dogs (1992) - No Brasil "Cães de aluguel" é até hoje considerado o melhor filme independente já feito. Tarantino já mostrava sua tendência de fazer referências a filmes antigos e na época até se levantou uma ideia de plágio, mas nenhum cineasta ou autor processou. Parece que todo mundo entendeu qual era a proposta do cara e isso virou sua marca. Há cenas quase iguais e Tarantino entrega qual foi o filme inspiração. O filme mostra o antes e o depois de um roubo de diamantes realizado por cinco caras que não se conhecem e se tratam por codinomes de cores. Isso já dá o ar sarcástico que a narrativa traz. Outros elementos sempre presente na obra de Tarantino também aparecem, como violência e narrativa não linear. Ah, e a leve participação do diretor também!


O segundo filme dispensa muitos comentários, Pulp Fiction (1994) fez o diretor cair na graça de todo mundo que gosta um pouquinho mais de cinema e se arrisca a assistir um ou outro filme B. Cenas inesquecíveis como o discurso do personagem de Samuel L. Jackson (que até enjoou de tanto que o povo repetia) e John Travalta com Uma Thrumam dançando daquele jeitinho que todo mundo passou a dançar nos anos 90. Esta é com certeza a trilha mais conhecida de Tarantino.


Adaptado do romance Pum Punch de Elmore Leonard, Jackie Brown (1997) é um dos meus filmes preferidos de Tarantino. Tem todos os elementos comuns, mas com reviravoltas que envolvem dinheiro, armas, roubo, traição e tornam o filme intrigante até o final. A trilha sonora tem papel importante na história e pessoalmente recomendo as 17 faixas integrantes do álbum, com alguns bons diálogos do filme, claro. Mas, como tudo é bom, ficamos com a mais famosinha.


 Chegamos então ao momento pop de Tarantino, naquele filme que todos assistiram, da minha sobrinha à minha mãe e aí você já sabe que seu diretor querido não é mais tão underground assim. Kill Bill Vol. I e II conseguiu mais que isso, conseguiu ser pop, assistido pela geral e manter o ar independente com os elementos tradicionais do cinema de Tarantino. O discurso final de Bill, sobre o superman é uma crítica tão forte e tão verdadeira que não tem como não ficar refletindo sobre isso depois. A trilha, que saiu como Kill Bill Vol. III é novamente impressionante e rolou uma dúvida aqui sobre qual escolher, mas fiquei com as rocks grrrls cantando descalças (no filme porque aqui elas estão em cima do salto).


Em 2007 o diretor participou do projeto Grindhouse junto com Roberto Rodriguez, onde foi responsável pelo filme Death Proof. A história de um ex-doublê que se considera a prova de morte até encontrar garotas que tão loucas quanto ele. Com muito foco nos clichês e nas cenas exageradas, é um filme irônico e divertido. A trilha sonora é até hoje um dos meus álbuns para se ouvir no carro, indo pra balada. Presente especial foi ter me apresentado Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich.


Aí o cara faz um filme redenção que nos permite a morte do tirano e você se vê torcendo muito por um grupo de psicopatas loucos que estão vingando todas as vítimas do nazismo com uma crueldade de igual nível. Com um plus de ter o Brad dando o seu habitual show de interpretação. Bastardos Inglórios (2009) é o líder de bilheteria entre os filmes de Tarantino, ganhou vários prêmios, teve 8 indicações ao Oscar e ainda levou a estatueta de melhor ator coadjuvante com Christoph Waltz no papel do nazista Hans Landa.


O aclamado Django Unchained (2012) eu ainda não assisti, não posso dizer nada. Mas olha só, isso é só dos filmes em que ele é o diretor, fora os que participou como produtor, roteirista, ator... Tem muito coisa boa em filme e música por aí. 



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Coisas belas e sujas


Lançado em 2003, dez anos atrás, é bem possível que muitos já o tenham assistido. Insisto porque é um dos filmes que coloquei na lista "facada no coração". 

Sem trocadilhos com o cerne da trama que envolve tráfico de órgãos, Coisas belas e sujas, conta a história de dois imigrantes em Londres lutando para viver na clandestinidade e sonhando com a possibilidade de legalização de suas vidas na terra da rainha.

Okwe (Chiwetel Ejiofor) é um nigeriano que fugiu de seu país por questões políticas. Dirige um táxi de dia e de noite trabalha num pequeno hotel com a camareira Senay (Audrey Tautou), uma turca que fez o pedido de legalização e por isso não poderia trabalhar ou abrigar Okwe em seu apartamento, mesmo que o usem em horários diferentes.


O filme começa mostrando todos os problemas, descasos e violências que enfrentam na vida clandestina, mas é quando Okwe descobre que no hotel acontecem estranhas cirurgias para retirada e venda de órgãos de imigrantes desesperados, que se desenrola a parte mais tensa da história. 

Por um lado, o filme nos mostra uma face européia que ninguém quer ver, mas que sabemos ser possível. Neste lado é que vemos as coisas mais sujas que algumas pessoas são capazes de fazer a qualquer outra, pelo simples fato de poderem abusar de sua vulnerabilidade. 

Por outro, mostra exatamente o contrário - a capacidade que temos de enfrentar estas situações e reconstruir a vida. 


Um filme forte, que por vezes me fez ter vontade de entrar na tela e estrangular algumas personagens. Mas valeu a pena pela sensação boa que o final me trouxe. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Cine MSMJ: Toda forma de amor



Esse filme apareceu na minha frente num dia de tédio correndo os canais sem muita esperança de encontrar algo. Mas encontrei-o e ele me surpreendeu. Entrou fácil para minha lista de filmes-preferidos-preciso-ver-de-novo.

Toda forma de amor (Beginners, Mike Mills, 2010) conta a história de Oliver (Ewan McGregor) um cara comum vivendo rotineiramente até que é surpreendido por duas notícias bombásticas: seu pai está com câncer e é gay. 



A partir daí a história se desenrola entre aprender a lidar com o pai, com o namorado do pai, com sua vida e com todos os sentimentos que a situação lhe traz. Em contraponto, vemos o desenrolar de seu relacionamento com a atriz Anna (Mélanie Laurent). Nessa confusão de emoções fortes, até o cachorrinho de Oliver e sua relação com o bichinho é importante. 


O filme é sensível e trata com naturalidade as questões que perturbam as personagens, todas elas permeadas pela forma como amam e como lidam com o amor. 

Particularmente gostei do filme por ter aquela mensagem de que tudo é muito mais simples do que imaginamos, só precisa ser enfrentado. 


Além disso, tem no currículo o Globo de Ouro e o Oscar de melhor Ator Coadjuvante de 2012, para Christopher Plummer que interpreta Hal, o pai de Oliver. 

Um filme perfeito para aqueles dias em que se quer algo leve, engraçado e inteligente. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cine MSMJ - El Pasado



"A separação também pode ser parte de uma história de amor"


Filme 'O Passado' [El Pasado], 2007, direção de Hector Babenco.
"O Passado" conta a história de Rimini [Gael García Bernal] e Sofia [Analía Couceyro]: Amor adolescente que lhes rendeu um casamento que durou por 12 anos, mas que teve um fim. Um dos dois segue sua própria vida. O outro não.                                                                                                                                                                       
Minha opinião: Este é o tipo de filme que costumo classificar como Lado B, ou seja, aqueles que não possuem finais óbvios ou história clichê [são os meus favoritos]. O filme? Tem uma certa tensão, cenas de sexo [não recomendo assistir perto de alguém com quem não se sinta à vontade], daqueles que prendem a sua atenção do início ao fim e, após assisti-lo, te faz refletir sobre valores, sobre sua vida ou até sobre histórias amorosas de amigos. Enfim, a questão X do 'Passado' é sobre o fim de um relacionamento. E mostra o que vem após 'o término', afinal, como diz a frase acima, a separação também pode ser parte de uma história de amor...


Quando um namoro intenso ou um casamento [não importa o rótulo] acaba, seria saudável se apenas sobrassem as lembranças da conquista, os sorrisos - a parte feliz. Mas depois que duas pessoas se separam, sempre (ou na maioria das vezes) há uma continuação daquela história, e que nem sempre é das mais amigáveis. Entra a cena 2: as brigas, quem fica com o quê, ciúme irracional, telefonemas a fim de resolver pendências [que só trazem chateações]... Quem nunca se viu em uma situação parecida?!
Um ponto legal do filme é ter mostrado individualmente como cada um reagiu e ambos diferentemente. Talvez você se identifique um pouco com "A". Ou em outras situações da sua vida, se enxergue sendo o "B". Ou apenas se compadeça de um e não do outro [por algum motivo particular]... 

Dizem que apenas conhecemos uma pessoa quando terminamos com ela. Eu acredito cada vez mais nisso. 

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Cine MSMJ: Dark Shadows



Tim Burton é Tim Burton e originais assim constumam ser igual Maluf: quem não gosta odeia, quem gosta ama. Não há meio termo. Sobre Tim, estou no grupo dos apaixonados. Então se é Tim Burton eu assisto, não preciso de mais nada. 





Para somar, Dark Shadows vem em parceria com seus atores preferidos: Johnny Deep e Helena Boham Carter. Só um deles já é um show de interpretação, os dois juntos é um megashow. Num filme de Tim Burton? É até sacanagem! 


A história começa no ano de 1752, contando a vida da família de Barnabás (Deep). Os pais se mudam com seu filhinho para a América para começar uma nova vida. Os negócios prosperam e os Collins tornam-se os donos da cidade. Neste contexto, Barnabás se apaixona, partindo o coração da empregada da mansão, Angelique (Eva Green), uma bruxa poderosa que irá atrás de sua vingança transfomando Barnabás em um vampiro. 


O filme está classificado em alguns lugares como terror, em outros como comédia. Meu pensamento foi "bom é uma comédia Tim Burton né? deve dar medo". Mas qual não foi a minha surpresa ao até perder o fôlego de tanto rir no cinema. 


Por isso super recomendo este filme: estética e humor característicos e de primeira, interpretações sensacionais e a certeza de descontração garantida ou seu dinheiro de volta! 


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Cine MSMJ - Martian Child

"E uma das coisas que eu aprendi sobre fantasia, na minha vida, é que pode ser uma técnica de sobrevivência. Funciona como um mecanismo de fuga, uma maneira de lidar com os problemas que são maiores que você, maiores do que você é capaz de lidar."


Filme 'Ensinando a Viver' [Martian Child], 2007. David Gordon [interpretado por John Cusack]  foi uma criança que se sentia solitária e excluída. Cresceu sonhando com o dia em que ET's viriam buscá-lo e levá-lo de volta para casa. Tamanha imaginação o tornou um escritor de ficção científica de sucesso em sua vida adulta. Porém, David ainda se sentindo só, opta por adotar uma criança. No centro de adoção, depara-se com uma tanto quanto especial: um garoto sem muitos amigos, com manias esquisistas e que acredita piamente ter vindo de Marte! Dennis [interpretado por Bobby Coleman], o menino "marciano", chama a atenção de David por viver fielmente num mundo de fantasias e assim remetê-lo à sua infância. 


O menino é uma graça!! Por isso, vou apelar: não deixe de ver este vídeo. ;)



Minha opinião: Antes de mais nada, acho uma pena terem traduzido o nome original para 'Ensinando a Viver'. Te faz pensar que é um filme de auto-ajuda ou de desgraça, ou bobinho e dispensável, ou qualquer outra coisa que 'Martian Child' não é! Este é um dos meus filmes preferidos porque traz à tona certas reflexões: o fato de como uma criança pode mudar a forma como encaramos a vida e sobre a pressão que às vezes nos colocam para sermos quem não somos... entrando na questão 'Aceitação x Amor', de forma leve e bem abordada. Diálogos simples, inteligentes e até divertidos. Recomendo. :)


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cine MSMJ: O Balão Branco



Este é o filme mais ingênuo, simples e tenso que já assisti. Conta a história de um menina que, durante as festas do ano novo persa, deseja comemorar comprando um peixinho dourado. Seu pedido é negado, pois a família tinha peixinhos dourados na fonte do pátio e o valor era alto. Mas ela não se dá por vencida e tenta, como pode, satisfazer o seu desejo. 




Com a ajuda do irmão, Razieh passa o dia na saga de conseguir seu peixinho dourado. Durante toda sua busca, a sensação de que algo muito ruím acontecerá, de que alguma maldade será feita às crianças, vai crescendo. É um dia especial, crianças comuns com um desejo simples, a tensão entre o que poderá acontecer e o desejo de que ela apenas consiga seu peixinho e volte para casa domina quem assiste. 


A direção é de Jafar Panahi que fez um filme iraniano poético, contradizendo a fama do cinema iraniano de ser tão difícil de digerir que só super intelectuais ou estudantes universitários querendo pagar de inteligentes que aguentam assistir. Eu, como amo ouvir outras sonoridades, ainda considero o idioma persa um toque a mais neste conto. 


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cine MSMJ - Elizabethtown


"Eu sou difícil de ser lembrada mas impossível de se esquecer"

"Todos são menos misteriosos do que pensam que são"
"Você tem 5 minutos para mergulhar na tristeza profunda. Aproveite-a, desfrute-a, descarte-a... e prossiga"
"Algumas músicas precisam de ar. Abra sua janela"

"Tristeza é mais fácil, porque é desistência"

"Descobri que leva tempo para se tornar engraçada... e leva tempo para extrair alegria da vida"





Filme 'Elizabethtown' [Tudo Acontece em Elizabethtown], 2005. Do diretor e roteirista Cameron Crowe [mesmo diretor de Quase Famosos e Vanilla Sky]. Começa com a história de Drew Baylor, que passa anos da sua vida dedicando-se a um projeto e que no final fracassa consideravelmente. Diante de tal situação, Drew desiste da vida e planeja suicidar-se. Porém, algo inesperado acontece e que faz com que ele tenha que adiar seus planos de suicídio por uns dias. E é nesse 'meio tempo' que ele conhece Claire Colburn. Claire, uma comissária de bordo de bem com a vida e que mostra à Drew a descoberta da beleza que é viver cada dia como se fosse o último.


Minha opinião: Elizabethtown é um filme que costuma passar despercebido por parte da maioria das pessoas. De fato, não é um filme pretencioso. A história também não se concentra em um romance bonitinho. É muito mais do que isso. Trata das fraquezas do ser humano com clareza, trazendo uma mensagem positiva e melhor: sem cair no clichê. O diálogo entre as duas personagens principais é tão rico, que é impossível acompanhar e não se deixar cair em momentos de reflexão sobre sua própria vida. Afinal, quem nunca fracassou? Quem nunca passou por momentos como o Drew [interpretado por Orlando Bloom]? Ou quem nunca em sua vida foi um pouco da Claire [interpretado por Kirsten Dunst] consigo mesmo ou uma 'Claire' na vida de outras pessoas?
A trilha sonora é também de extremo bom gosto [mistura pop, instrumental, rock e folk]. Tão bem escolhida que quando as palavras somem, a música fala pelas personagens... 
Tudo isto faz com que Elizabethtown seja um dos meus filmes preferidos. Sempre que a vida toma um rumo estranho, eu o assisto. E nunca me arrependo do tempo dedicado. ;)


"Quer ser uma pessoa grande? Então tenha a coragem de fracassar espetacularmente e dar a volta por cima! Faça as pessoas se perguntarem porquê você ainda está sorrindo."

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cine MSMJ: A invenção de Hugo Cabret


Um dos grandes vencedores do Oscar 2012, levando 5 estatuetas - efeitos visuais, fotografia, direção de arte, mixagem e edição de som - Hugo chegou aos meus olhos quando assisti a cerimônia do prêmio. Uma semana depois estava Micaela no cinema para conferir o filme de Martin Scorsese. 
Gostei da beleza ingênua do filme, uma sensibilidade que sempre me encanta por ser tão difícil de encontrar na vida real. Mais estranho é que também são poucos os filmes que conseguem exibi-la, parando um minuto antes da coisa se tornar pedante ou dramática demais. Hugo conseguiu e eu o assisti sorrindo. 

Hugo é um menino que vive numa estação de trem, mais especificamente no relógio e dá sentido a sua vida querendo consertar a única lembrança que tem de seu pai. Nessa jornada, ele descobre a amizade de Isabelle e com ela começa uma vigem pelas suas lembranças e as do tio de Isabelle. 
A grande sacada é que a história usa isso para nos contar uma parte do cinema já esquecida, dos princípios desta arte. George Mèliés, tio de Isabelle, é real. O cineasta francês fez mais de 500 filmes e é considerado um dos precursores do cinema e dos efeitos especiais. 
A única crítica que faço ao filme é que tem algumas cenas desnecessárias, que fazem a narrativa ser densa e aumentam a ansiedade pelo desfecho, cansando. Ah e não precisa ser visto em 3D, o melhor é a história. 



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cine MSMJ - Beijos e Tiros


No meu momento obsessão por Robert Downey Jr., fui procurar por mais filmes desse talentoso ator que conseguiu dar a volta por cima no vício das drogas e continua nos prestigiando com suas atuações ímpares. Em meio a tantos filmes, me deparei com Beijos e Tiros (Kiss Kiss Bang Bang), feito antes mesmo dos blockbusters Iron Man e Sherlock Holmes.

Beijos e Tiros (Kiss Kiss Bang Bang) é um filme de 2005, dirigido por Shane Black e traz rostos bastante familiares das telonas: Robert Downey Jr., Val Kilmer e Michelle Monaghan.

Harry Lockhart (Downey Jr.) narra seu percurso de quando ele cometeu um roubo fracassado e na fuga acaba entrando em um teste para atores, onde inusitadamente ele é aprovado e enviado para Hollywood. Para tal papel, Lockhart começa seu preparo com o detetive profissional Gay Perry (Kilmer) e se vê em meio a uma complicada trama que envolvem assassinatos.

A narrativa é rápida, cheia de informações que até podem confundir por serem jogadas ao espectador em demasia, mas se fazem realmente necessárias e você tem que prestar atenção para não perder os detalhes. Essa mistura de ação e comédia me surpreendeu por mostrar uma boa combinação, antes inimaginável, entre o sumido Val Kilmer e o renascido Robert Downey Jr.


Se você ainda não viu, procure dar uma chance a esse filme, vale a pena. :)

terça-feira, 27 de março de 2012

Cine MSMJ - Série 'The IT Crowd'

O assunto hoje é SÉRIE!

Difícil conhecer alguém que não acompanhe alguma. Há tantas, que a lista chega a parecer infinita! E para alegria geral, nesta infinidade o que não tem faltado é qualidade e originalidade.

Porém, eu sou chata com séries [Oh, really?] assim como sou com filmes. Tem muita produção boa, de fato, que entretanto não me envolve ao ponto de me deixar ansiosa pelo próximo episódio. Mas quando me apaixono por alguma, hmmmm, pronto, é vício sério!

E hoje vou falar da minha número 1, preferida e queridinha: The IT Crowd.

"Have you tried turning it off and on again?"

Gênero: Comédia. Ambiente: Área de TI da empresa. Daí você pensa 'Tecnologia da Informação e comédia?' e conclui que as duas aparentemente não podem andar juntas. Mas surpreendentemente dá certo! E como! Situações das mais absurdas, hilárias, que arranca gargalhadas e crises de riso. Humor tipicamente britânico, inteligente, não tem pra ninguém.

Jen
Composta por três personagens principais: Jen, a gerente que não entende absolutamente nada de computadores; Moss e Roy, dois geeks que prestam suporte técnico à empresa, e que não são lá muito bem tratados pela 'galere'. E os coadjuvantes: Denholm Reynholm, o boss bizarro; e Richmond, que faz parte da trupe, e compete na bizarrice. 
 


Moss

Curiosidades: A série teve início em 2006 e interrompeu suas gravações em 2010 [infelizmente]. Há burburinhos de que voltará em 2012 [tomaras]. São apenas 4 temporadas, com 6 episódios cada e que duram aproximadamente 20 min. Já ganhou prêmios como melhor sitcom pela British Academy of Film and Television ArtsEmmy Awards. 





Notas:

Roy
- Quando falo desta série, me perguntam se tem a ver com The Big Bang Theory. Sinceramente, eu acho que o formato e as piadas, são completamente diferentes do mundo TBBT. Por outro lado, já vi gente falando que estão na mesma linha. Não consigo ver isso, até porque, geeks e nerds não são a mesma coisa, apesar de terem um ou outro ponto em comum. Enfim, vou deixar as comparações pra lá. 

- O primeiro episódio [ao meu ver] não define a série tão bem e pode decepcionar um pouco. Acho que a partir do 2º é que dá para ter uma ideia de como ela é. =)

- Eu adoro The IT Crowd, acho super engraçado, mas ao mesmo tempo, prefiro que as pessoas não criem altas expectativas, caso se interessem pela série. Expectativas geralmente atrapalham. Certo?!

Quem se arriscar, espero que se divirta. Dois amigos meus já se tornaram tão fãs quanto eu. Haha, quem mais?


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cine MSMJ: Estamos juntos


O filme de Toni Venturi, foi lançado em 2011 depois de cerca de 7 anos entre a primeira ideia até o pré lançamento em junho, aqui no meu vilarejo, já que assim como muitos dos filmes nacionais atuais, teve financiamento do Pólo Cinematográfico de Paulínia.
A trama envolve os planos e anseios de uma médica residente que vem para São Paulo atrás de sua carreira e de liberdade, mas se depara com diversas outras formas de viver que a cidade oferece, juntamente com a descoberta de que está doente. Recheado de reflexões das personagens sobre a vida e sobre a cidade, e de relações intensas entre as personagens, o filme é capaz de mexer com as emoções e as dúvidas de qualquer um. 


Leandra Leal no papel da médica Carmem está impecável, apresentando o turbilhão em que sua personagem se envolve de forma realista. Show a parte é a interpretação de Cauã Raymond como o melhor amigo de Carmem, que também vem para a metrópole atrás de liberdade e do amor. 
Pensei em colocar o trailer aqui para vocês, mas neste ponto a produção pecou e contou quase que tudo do filme. Como detesto trailer que estraga os pequenos prazeres do filme, fiquemos com um vídeo em que  Leandra fala sobre sua personagem e sobre o filme. 



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cine MSMJ - Antes do Amanhecer


"Acredito que se há algum Deus, ele não estaria em nenhum de nós. Não em você ou em mim, mas nesse espaço entre nós... Se há algum tipo de magia no mundo, ela deve estar na tentativa de compreender alguém e compartilhar algo."

Filme 'Antes do Amanhecer' [Before Sunrise], 1995. Dois jovens se conhecem por acaso num trem para Viena e começam a conversar. Porém, o rapaz tem que embarcar para os EUA no dia seguinte e ela segue rumo a Paris. Então, ele a convence a desembarcar em Viena e ambos tentam aproveitar ao máximo o pouco tempo que lhes resta.


Minha opinião: Este filme tem alguma coisa que me encanta. E acho que é justamente o fato de como encontrar uma pessoa do nada, pode simplesmente mudar toda a sua vida. Não qualquer pessoa, mas aquela com quem você consegue conversar por horas e horas sem enjoar e fica até abismado em como o papo flui tão bem, como se fossem velhos conhecidos. Mais do que uma amizade, amor. Histórias assim realmente acontecem na vida real... 
Este filme tem uma continuação, o 'Antes do Pôr-do-Sol', e há boatos de que haverá o 3º longa em breve. [estou no aguardo!!!]

*Ah, o filme é diálogo do início ao fim e ''talvez'' não seja do tipo que agrade muito o público masculino. Porém, é um diálogo bom, envolvente! Fica a dica. ;)




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cine MSMJ - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


"O Fabuloso Destino de Amélie, é um filme francês dirigido por Jean-Pierre Jeunet em 2001. Conta a história de uma jovem que se muda do subúrbio, onde morava com a família, para Paris, para trabalhar como garçonete. Ela encontra uma caixinha cheia de itens pessoais escondida no banheiro de sua casa e decide entregá-la ao antigo dono, revendo pequenos conceitos que mudarão sua vida."






Estava um dia de bobeira em casa e comecei a procurar um filme, eis  que a capa de um me chamou muita atenção, pela expressão e o olhar forte da atriz. Resolvi então assistir o tão comentado e premiado, "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain " e me apaixonei.



A história da menina que teve problemas de relacionamento quando pequena, pela falta de contato com outras crianças e a educação rígida de seus pais. Detalhes que fizeram Amélie criar seu próprio mundo.




Um mundo cheio de cores, formas, felicidade e VIDA, onde o simples é tão SIMPLES e que pequenos gestos e atitudes podem transformar para sempre o destino de uma pessoa. Ela nos faz acreditar que nunca é tarde demais para mudar, aprender e amar.



Destaques para a trilha sonora e a fotografia que são fascinantes, como também Audrey Tautou, que interpreta com muito carisma e simpatia Amélie Poulain.


Trecho do filme em que mostra a falta que faz um abraço.