sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Muitos chinelos para você



Conversando como faríamos o post de fim de ano, naquelas nossas conversas infindáveis que vocês tanto acompanham, percebemos que o mundo está carente de motivos para acreditar que ainda vale a pena. Tanto que quando olhamos uma imagem como esta, é normal surgirem DO NADA alguns ciscos nos olhos e uma coceira estranha na garganta. 

Por isso, em 2013, desejamos que vocês tenham muitos chinelos. Chinelos para doar a quem precisa mais do que nós. Chinelos para descansar os pés maltratados depois de um dia inteiro de trabalho. Chinelos para andar na areia. Chinelos para matar as baratas do caminho e até para pagar de cool na frente de gringo. Porque acreditamos que sim, é só olhar por lado que saberemos, ainda vale a pena.

Beijos, até 2013! 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Tsunami

A dica de livro deste mês é o livro de contos da nossa entrevistada Lara Fidelis. Tsunami está recheado de contos que falam de "emoções, sentimentos, paixões, ódios, vazios...", como bem descreve a autora.

Para cada conto, o fotógrafo Maurício Ercolin teve o cuidado de produzir uma imagem exclusiva, que são as que ilustram o livro.

Este é o primeiro livro da autora que já promete outros! E o melhor, ela doou dois livros para os leitores!! Por isso, se gostou da dica e quiser participar de um sorteio siga as instruções:

1. Leia o regulamento;

2. Curta a fanpage do blog;

3. Entre na aba "Promoções" e clique em "Quero participar!"

sábado, 15 de dezembro de 2012

A Lagarta de Fogo: Lara Fidelis


Mica: Lara já é tradição começarmos com o entrevistado fazendo um resuminho de si mesmo, para introduzir aos leitores. Então, conta pra gente, quem é Lara Fidelis?

Lara: Lara Fidelis é uma sonhadora. Uma pisciana que vive com a cabeça nas nuvens e os pés nas quinas dos móveis. E, de tanto sonhar, aprendeu a colocar seus devaneios no papel. Da poesia infantil, passou para os diários adolescentes, depois para o jornalismo, até criar coragem de mostrar seus textos para o mundo e lançar seu primeiro livro.


Mica: E como isso aconteceu, lançar um livro? 

Lara: Eu escrevo desde que me conheço por gente. Fui criada no meio de livros. Filha de pais jornalistas e também escritores. Meu pai tem mais de 30 livros lançados e foi indicado para o Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura. Na verdade, eu sempre sonhei em ser médica, mas minha avó era enfermeira e me fez acreditar que era uma profissão muito sofrida. Quando parei para pensar o que fazer, percebi que o que eu fazia de melhor era ler e escrever, o que acabou me levando para o jornalismo. Meus pais não me influenciaram diretamente, mas crescer numa redação de jornal acabou me tornando uma apaixonada pelas letras e pelas notícias. Eu sempre tive meus caderninhos, escrevia em todo papel que encontrava. Mas nunca tive coragem de mostrar para o mundo. Então, num momento em que senti grande necessidade de mudar minha vida, comecei a fazer uma oficina literária. E lá comecei, enfim, a dividir meus rabiscos com as pessoas. Ao perceber que gostavam do que escrevia, inscrevi-me num concurso chamado Mapa Cultural Paulista. Mandei dois textos. Um foi finalista e o outro, vencedor. A partir daí, a ideia de lançar um livro se tornou ideia fixa.

Kelly: Então, a história do seu livro recém lançado 'Tsunami' era algo que você já tinha em mente por anos, ou simplesmente surgiu uma inspiração e você se dedicou/entregou à ela?

Lara: A ideia já existia desde que venci o Mapa Cultural Paulista, em 2007/2008. Na verdade, acho que sempre existiu. Mas lançar um livro no Brasil é algo complicado. As grandes editoras dificilmente investem nos novatos. E eu não queria pagar para publicar um livro. Então, resolvi inscrever meu projeto de livro no ProAc - Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo. E, para minha felicidade, fui escolhida entre centenas de autores de todo o Estado. Ao vencer o ProAc, assinei um contrato com o Governo do Estado. Eles bancariam a edição do meu primeiro livro, ficariam com 20% da produção para bibliotecas públicas, e o restante eu poderia distribuir como quisesse. Foi juntar a fome com a vontade de comer!


Mica: Conta como foi a noite de autógrafos.

Lara: As noites de autógrafos foram sensacionais. Aqui em Santo André, fiz em uma livraria, que é quase um patrimônio cultural da cidade. Foi uma delícia ver a fila de amigos esperando autógrafos. Eu não conseguia parar nem para beber água! Em São Paulo, fiz no Piola, uma pizzaria moderninha que investe muito em cultura. Lá rolou coquetel e um espaço muito bom para a exposição das fotos que ilustram o livro. Foi outra noite linda. E o melhor: apareceram muitos amigos que eu não via há tempos. Além de lançar o meu “bebê literário”, pude reencontrar muita gente bacana que andava sumida. Eu fiquei muito feliz. Não sabia que era tão bom lançar um livro. 

Mica: Sobre o Tsunami, qual o formato do livro?

Lara: Desde que comecei a alimentar o sonho de publicar um livro, imaginei algo diferente. Não queria um livro comum, só com textos. Eu queria uma diagramação diferenciada, ilustrações bacanas. Enfim, queria unir meu texto a um projeto gráfico legal. Convidei um amigo fotógrafo para ilustrar o livro. A princípio, eu pensava em utilizar fotos que já estivessem prontas. Mas ele mergulhou de cabeça no projeto. Leu todos os contos, conseguiu extrair a essência de cada um e produziu lindas imagens. Cada conto é ilustrado por uma foto exclusiva, produzida pelo grande Maurício Ercolin,um fotógrafo de rara sensibilidade.


Mica: Nossa, isso é incrível! Adorei o diferencial! Por que Tsunami?

Lara: Tsunami é um nome de um dos contos. Porém, resume a ideia do livro, que é um “tsunami” de emoções, sentimentos, paixões, ódios, vazios... O conto Tsunami fala justamente de como os sentimentos se banalizaram, só que de uma forma muito surreal. Ao montar o projeto do livro, achei que o nome captava bem a essência dos meus textos.

"Você tem fome de quê? E eu respondi: de renascimento"

Mica: Lara, posso voltar um pouquinho no assunto? Queria que você falasse mais da oficina literária: onde era, como funcionava, se ainda rola?

Lara: A oficina foi um divisor de águas na minha vida. Eu vivia uma relação desgastada, não me reconhecia mais, não enxergava mais a Lara. Um dia, por acaso, recebi um folheto que falava da Casa da Palavra, um espaço cultural da Prefeitura de Santo André, que promove uma série de eventos literários. Na época, havia uma programação muito legal. Fiquei tão empolgada que fui tomar um suco numa lanchonete na esquina da minha casa, entrei lendo o panfleto, não vi um degrau e quebrei o pé. Naquele momento, a imobilização me fez ver que eu precisava me mobilizar. Mesmo com o pé quebrado, fui até lá, fiz a matrícula e entrei num grupo chamado Poéticas da Oralidade. Era uma turma fantástica! Muitas cabeças legais, uma professora sensacional e aos poucos eu fui me redescobrindo. Alguns dos textos do livro foram criados nessa época e foram libertadores. Já no primeiro encontro, tivemos que responder à pergunta: você tem fome de quê? E eu disse: de renascimento. E então a borboleta começou a sair do casulo... 

Mica: Hm já deu a dica! É daí que vem o nome do seu blog? Fale um pouco dele.

Lara: Meu blog Lagarta de Fogo foi criado justamente para extravasar a necessidade de mostrar meu trabalho ao mundo. Antes, eu tive um blog chamado It Sounds Fish, que era bem bacana, mas que acabou morrendo quando virei mãe. Era um blog bem sarcástico, mas depois da maternidade eu só falava de filhos e senti que era hora de parar. Tempos depois, voltei à blogosfera com o Lagarta de Fogo, um trocadilho com a história da lagarta virar borboleta, mas como tenho os cabelos vermelhos a lagarta deveria ser de fogo! Eu gostava muito de escrever ali. Era um espaço bacana. Até eu perceber que estava me policiando de dizer certas coisas porque não queria que certas pessoas soubessem da minha vida. E o blog acabou parado também. Penso em retomá-lo, mas ainda não decidi se o faço renascer ou se crio um novo. A princípio, acho mais interessante a ideia de criar um novo...

Politicamente incorreta

Mica: É... nós bem sabemos como é isso de ter de se policiar pensando em quem vai ler... 

Lara: E tem outra coisa: hoje tudo está muito politicamente correto. E eu acho isso uma chatice. Não é sair por aí torpedeando todo mundo, falando mal das pessoas, mas a gente tem que pensar mil vezes antes de escrever qualquer coisa, porque sempre vai aparecer um ofendido ou um revoltado. Sinceramente, eu não suporto esse mundinho politicamente correto. Por isso, Tsunami é bem incisivo. Eu falo o que penso. Há contos ali que passam bem longe do politicamente correto.

Mica: Paradoxalmente, o mundo politicamente correto nos priva de liberdades e faz os seus defensores acreditarem que são portadores de uma verdade maior e, portanto, podem agredir qualquer um que ele não concorde com suas opiniões... 

Lara: Eu concordo completamente com você. Hoje, todo mundo se acha dono da verdade. Na época do Lagarta de Fogo eu combatia muito as privações de liberdades. Meti a boca na lei anti-fumo, por exemplo. E não fiz isso porque fumo. Fiz porque achei que feria o direito de ir e vir das pessoas. Naquela época, o governo queria proibir até a venda de coxinhas nas cantinas escolares e de quentão nas festas juninas. Cheguei a pensar que logo seríamos proibidos de contar piadas. Ou que haveria até uma fiscalização nos motéis: na hora H, chegaria um fiscal para perguntar se o casal estava usando camisinha...

Mica: Tem um outro lado seu que acho incrível, a Lara super mãe. Como é ser mãe de um casal e gêmeos?

Lara: Sempre quis ser mãe. Mas a maternidade surgiu de forma totalmente imprevista. Eu namorava há três meses e de repente engravidei. Já no primeiro ultrassom, com apenas um mês de gestação, descobri que esperava gêmeos. Imagine só: não esperava engravidar naquele momento e muito menos de gêmeos. Foi um susto e tanto! Mas desde que fiz o primeiro teste, aquele de farmácia, senti um amor incondicional. Não foi fácil, mas sempre foi de uma felicidade imensa. Eu crio meus filhos sozinha e tenho um orgulho imenso dos seres humanos lindos em que eles estão se transformando. É lindo demais você gerar uma vida e vê-la desabrochar. Imagine isso em dose dupla e ao mesmo tempo! É incrível!

Kelly: Diz a sabedoria popular que para o ser humano se tornar completo, tem que "plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho". Você já plantou a árvore? haha

Lara: Por incrível que pareça, só falta a árvore. Não consigo fazer uma simples violetinha sobreviver. Quando criança, o primeiro livro que li foi O Menino do Dedo Verde, que contava a história de Tistu, um menino que transformava tudo em verde. Acho que me encantei tanto com a história que desenvolvi uma vocação contrária: nenhuma planta sobrevive no meu apartamento! hahahaha!

Kelly: Hmm, você disse que cresceu com livros por perto. Quem foi seu escritor preferido? Teve alguém que influenciou na sua forma de escrever?

Lara: Eu sempre li muito. Costumo dizer que na casa em que cresci havia livros até dentro do forno. E o mais legal é que nunca houve censura. Com 15 anos, eu já tinha lido a obra completa de Nelson Rodrigues. Eu lia (e leio) até bula de remédio. Mas tenho uma queda especial pelos escritores latinos. Posso dizer que meu grande mestre, tanto na escrita como no jornalismo, é Gabriel Garcia Marquez. Quando terminei de ler Cem Anos de Solidão, chorei copiosamente e senti algo forte se transformando dentro de mim. É meu escritor favorito. Mas gosto também de Jorge Luis Borges, Isabel Allende, Eduardo Galeano, todos latinos. Dos brasileiros, tenho uma queda especial por Clarice Lispector,  Caio Fernando Abreu (que ganhou o Prêmio Jabuti no lugar do meu pai), João Guimarães Rosa, Mário Quintana, Jorge Amado... Se eu continuar, a lista não terá fim...

Kelly: Aproveitando que você citou Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu, ambos se tornaram tão populares nas redes sociais, que por fim se tornaram odiados. O que você acha sobre isso? Justo? hahaha 

Lara: Acho muito injusto. São dois escritores maravilhosos. Clarice foi uma mulher à frente do tempo. Caio tinha uma linguagem ímpar, criou metáforas maravilhosas. Mas, como dizia Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”. E os dois foram tão massacrados na internet, como se citar trechos de suas obras fosse algo extremamente intelectual, que chega a dar vergonha dizer que gosto deles. Tenho a impressão que isso acontece com outros fãs também. É lamentável, porque deixaram obras lindas que não mereciam virar piada. E muito menos ser odiados.

"Por esta ótica, da pra afirmar que qualquer leitura é válida, desde que mexa com o indivíduo, desde que provoque alguma coisa lá dentro"

Kelly: O que você acha da absurda popularidade de livros geralmente considerados "pobres", como Crepúsculo e 50 Tons de Cinza? Qualquer leitura é válida?

Lara: Eu adoro ver gente com livros. Fico me torcendo toda até descobrir que livro a pessoa está lendo ao lado. É mania mesmo. De certo modo, fico feliz em ver que o universo de leitores aumentou sensivelmente. Nunca vi tanta gente lendo ou comentando livros. As livrarias estão abarrotadas de lançamentos. Mas confesso que me choco quando encontro pérolas como a biografia do Vampeta. Provavelmente, ficarei mais chocada ainda quando encontrar alguém lendo isso... Mas penso que é melhor ler do que não ler. O cara que hoje lê Crepúsculo amanhã pode migrar para um Stephen King. A menina que lê 50 Tons de Cinza pode acabar querendo conhecer uma Hilda Hilst... Por essa ótica, acho que dá para afirmar que qualquer leitura é válida, desde que mexa com o indivíduo, desde que provoque alguma coisa lá dentro. 

Mica: Dos autores que surgiram atualmente, indica algum? 

Lara: Por incrível que pareça, eu não tenho lido os novos autores. Fiquei curiosa pelo tal 50 Tons de Cinza, mas ganhei o livro e ele simplesmente sumiu. Acho que minha estante não gostou e o engoliu... E estive tão envolvida com meu livro este ano que não sobrou tempo para outra leitura. Até porque eu tinha muito medo de ler algo que mexesse muito comigo e influenciasse meus textos. 


Kelly: Lara, já ouvi dizer que para escrever bem, basta praticar incessantemente. Você concorda? Para ser um bom escritor não é necessário a tal da vocação?!

Lara: Escrever, para mim, é algo que vem de dentro. É como se eu vomitasse as palavras. Elas vão saindo sem controle, muitas vezes de inspirações nada poéticas. Por exemplo: tenho um conto que surgiu enquanto eu comia um ovo frito e filosofava sobre o ovo. Acho, porém, que um bom escritor precisa de duas coisas básicas: conhecer bem o idioma e saber encadear as ideias. Com a internet, vejo muita gente que sabe bem uma coisa, mas não sabe a outra. Ou sabe as duas, mas não tem a inspiração para contar um fato. De qualquer modo, uma coisa é fundamental: saber ler - e ler muito. Um bom escritor é necessariamente um bom leitor.

Mica: Pra fechar Lara, tem algo que gostaria de dizer para os leitores?


Lara: Acho fundamental estimular a leitura entre as crianças. Eu tenho muitos livros em casa e sempre deixei ao alcance das crianças. Desde cedo, ensinei-os a respeitar os livros, tanto que nunca rabiscaram ou rasgaram algum. Acho que mesmo uma família que não tem o hábito da leitura deve dar livros para as crianças, levá-los a livrarias, contar histórias. Só assim poderemos construir mentes que pensam. E, depois, rola um orgulho de ver os pequenos lendo. As crianças pediram que eu autografasse o livro para elas. Cada um tem seu exemplar. E, outro dia, quando vi meu filhote lendo um conto que escrevi para ele, chorei como criança. É uma emoção muito forte. Para mim, a vida é mais ou menos como dizia Jorge Luis Borges: “O paraíso deve ser uma espécie de livraria”!

Tsunami
Contos brasileiros
De Lara Pezzolo Fidelis
Fotografias de Maurício Ercolin
RG Editores – São Paulo
128 páginas – R$ 30,00
Livraria Alpharrabio

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pra esse eu tiro a saia: Louis Garrel

Louis Garrel, 29 anos, nasceu em Paris... e paro por aqui.


... Pensando bem, não! O cara é lindo demais para apenas uma frase.

Meu caso [porque claro, eu sempre explico a origem das minhas paixonites aqui no Pra esse eu tiro a saia, hehe] foi quando assisti o filme The Dreamers, no qual ele atuou. Bastou. 
Louis Garrel segue aquela linha de beleza que eu tanto comento aqui: classudo mas com cara de que não vale nada. Cabelo desgrenhado e expressão de 'I don't give a fuck'. 


... Leitoras e leitores, um homem dono de um olhar destes, do que mais a gente precisa? Esse daí não precisaria nem abrir a boca. 

E há quem bote defeito no fato de, errrr, o nariz dele ser um tanto quanto proeminente [dá para notar se você olhá-lo de perfil]. Aham, e vai me dizer que numa situação tal qual da foto abaixo, você ficaria com chilique por causa de um nariz? UM NARIZ??!!!


Aliás, adoro este nariz! Amo homens diferentes e exóticos. Não gosto dos 'perfeitinhos' e com 'carinha de bebê'. Desculpe, sociedade, mas eu gosto é do malfeito.

"Se isso é ser malfeito, pohaaan!! O que quer dizer bem feito, né?" - Marilac inspirações, hahaha

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

2012 ainda pode ser o melhor ano da sua vida



No fim do ano passado conversamos sobre os planos de ano novo, sobre listas, objetivos, sonhos e toda a esperança que mudar de ano pode nos trazer. Agora que outro ano está acabando, fatalmente olhamos para ele e pensamos: foi ou não foi bom? 

Kelly: Tenho a impressão de que a cada ano que passa, mais e mais pessoas compartilham por aí [seja verbalmente ou por redes sociais] o quanto o ano foi ruim, péssimo, o pior dos piores, etc... Concluir que o ano foi uma bosta parece ter se tornado viral. (Claro, todos têm o direito de desabafar o quanto precisarem). Mas sinceramente, tenho uma leve preocupação sobre isso... Eu, assumidamente, reclamo muito o ano inteiro. Mas quando este termina, tento olhar o que houve de bom e não arruinar a "nota" dele. Porque convenhamos, pelo menos um único momento bom, todos devem ter vivenciado. 

Mica: Isso me lembra uma conversa que tivemos um dia aí. Eu te disse que percebi que eu olhava mais para os momentos ruíns do passado do que para os bons, disse estar cansada disso, querendo mudar e olhar mais para o que me faz bem. Incrivelmente, não sei se por ter mudado o  foco, mas este ano foi um dos melhores da minha vida e ele nem acabou ainda!

Kelly: Que lindo ler isso! Acho que me recordo desta conversa, e se eu não falei no dia, digo aqui que passo por este problema de às vezes olhar demais para o que houve de ruim. Este ano, tenho me esforçado para mudar isso. Ainda não cheguei lá - e já te parabenizo porque mudar de atitude não é fácil, exige uma puta persistência - mas não desisti. E é como diria um amigo meu "Ser feliz dá trabalho, requer determinação''.

Mica: Muita e é muito difícil mudar sim. Lógico que tem mágoas que ainda se revoltam aqui dentro e tentam acabar com minhas boas lembranças. Principalmente na TPM... Maaaas, mudar o  foco é que fez diferença. Talvez seja isso o importante. Porque facilmente enxergamos o que é ruim, mas se requer trabalho, determinação... aí pode ficar pro ano que vem... Não, não pode! 

Kelly: Difícil atingir a fase em que tudo esteja 100% correndo bem, e acho que isso nem existe. Não é pessimismo, é apenas aceitar a 'vida como ela é': às vezes ela te presenteia e às vezes você toma um tapa na cara. Por que é assim? Não sei. Mas perder o tempo tentando achar a resposta, também não ajuda. Logo, é partir para mudar o foco. 

Mica: Vou dar um exemplo: eu poderia olhar para 2012 e pensar em como foi difícil quando passei por problemas de saúde e do desespero que fiquei com tudo que os médicos diziam. Mas eu me dediquei ao tratamento e só consigo ver o quanto estou feliz por ter alcançado um objetivo que tenho há anos e nunca enfrentava. Então eu ganhei na loteria, casei, tive filhos, conquistei o Brad como amante e por isso 2012 foi o melhor ano da minha vida? Não. Foi tão ou mais difícil que muitos outros, mas foi um dos melhores por tudo que conquistei, mesmo ele sendo difícil. Eu podia só ver o que foi ruím e decidi ver tudo.

Kelly: Olhando para o meu ano, diria que foi turbulento. Tanto que cheguei ao ponto de sentir saudade do tédio, porque não aguentava mais toda hora acontecendo alguma coisa. Porém não foi o pior. Quando olho para 2012, se lembro de um dos problemas, recordo que nele houve um amigo ali comigo. E sobre amigos, se uns foram embora, outros maravilhosos surgiram. E nisso, posso dizer que a Vida é sempre generosa [pelo menos comigo]. Apesar de existirem pessoas from hell que estressam e amargam o dia a dia, há as outras... aquelas lindas que aparecem, e nos dão a mão, o braço, o sorriso, tudo. Não há como não ser grata por isso. 

Mica: Isso me fez lembrar de um lugar comum que, apesar de eu ter preguiça de lugares-comuns, muitas vezes nos dá um tapinha na cara. Aquela ideia de que as pessoas que menos têm, que mais têm problemas, são mais gratos e mais lutadores do que toda a outra maioria. Vi esses dias uma reportagem de uma garota na Tailândia que nasceu com um tipo de tumor gigante no rosto, é congênito e mesmo operando ele volta a crescer. Ela tinha o rosto completamente deformado. O rosto... Aí estava agendada uma operação pra ela e teve que ser cancelada porque ocorreu a maior cheia dos últimos sei lá quantos anos. Quando foi entrevistada a resposta foi “Eu vou pedir para que estas pessoas que estão desabrigadas e doentes fiquem bem. Não é certo dar todo o sangue pra mim se ele pode ser usado para salvar muito mais pessoas que estão doentes por causa da enchente”. Ela não tinha o rosto e pensou no outro.



Kelly: Lindo relato! E falando ainda de 2012, ele acabou? Não. Ainda faltam praticamente 20 dias. E daí, vejo as pessoas jogando toda uma oportunidade de ser feliz JÁ, para 2013. Pode isso, Mica? hahah 

Mica: hahahaa Não, não e não. 20 dias dá tempo de muita coisa, até de parar de regular a merreca! 

Kelly: Se você tem um livro pendente pra ler, você pode começá-lo agora. Pode ser que você não termine no dia 31 - mas e daí? Se você ficou adiando conversar com alguém [seja um amigo ou um pretendente] por meses, o que te impede de fazer isso já? Por que deixar como 'meta para 2013', sendo que taí uma oportunidade de fechar o ano com sucesso? Hein, hein? 

Mica: Dá tempo de procurar emprego novo, nem que sejam os temporários de fim de ano; de adotar um bichinho de estimação; de ir ao médico e ver se está tudo ok antes de se estragar mais nas festas; de tomar um porre com o povo do trampo pra fechar; de comprar uma bicicleta e até de casar!

E aí, o que dá tempo de fazer em 20 dias?



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cerveja, samba e coxinha


Gosta do trio? Então quando vier a Campinas não deixe de conhecer o Bar do Jair. Fica em Barão Geraldo, distrito de Campinas famoso pela UNICAMP, pelas baladinhas e pela gastronomia diferenciada. 
O Bar da Jair está sempre lotado, então o melhor é chegar cedo, depois das 21h dificilmente se consegue mesa. E dá pra entender o porquê! O lugar é super animado, com música ao vivo e na maioria dos dias é samba, samba de raiz e samba rock. 
A decoração é rústica, com muitos elementos que lembram as fazendas do interior de São Paulo. Um pouco over, confesso, mas nada que estrague a noite. Dependendo de quantas cervejas tomar, você vai achar tudo lindo mesmo...
Mas o que mais deixou o buteco famoso são as coxinhas. O cardápio é super variado, minhas preferidas são a de carne-seca com catupiry e a de frango com gorgonzola. São enormes, tanto que eu, uma comilona pós-graduada, só aguento uma. Sério.

Lugar bom pra marcar aquele happy de fim de ano "da firma", pra beber, jogar conversa fora, paquerar, conhecer gente ou quem sabe, rebolar até o chão. Depende do que gosta, ou do que acaba fazendo no fim da noite... 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Presente de grego é tendência nos próximos dias

Dezembro esta aí e com ele as festas de fim de ano! Delícia né!? Sim, mas tem uma coisa: presentes... Pode ser bom, mas pode ser...


Mica: Caro. Não, pera. Se é bom, geralmente é caro e por isso ou eu não vou ganhar ou vou comprar e me arrepender do gasto depois.

Kelly: Catastrófico. Esta época de presentes sempre gera um frio na barriga. Porque se você não gostar do que ganhou, como disfarçar? Outro frio na barriga é na hora que você dá o seu presente. A cara da pessoa pode estragar a sua festa natalina. 

Mica: É mais fácil errar do que acertar num presente. Se for pra me presentear então... eu acho super fácil, mas as pessoas sempre, SEMPRE, me dizem que não fazem a menor ideia do que me dar... até minhas irmãs dizem isso. E eu amo dar presente, confesso que errei pouquíssimas vezes. Resultado: dou presentes legais e ganho nada. 

Kelly: E pra ajudar - só que não, há um grupo de pessoas que talvez seja mais difícil ainda de agradar. Neste grupo encontram-se: sogra, chefe, cunhados, tia-avó, e por aí vai. Como lidar? 

Mica: Tia-avó! hahahahahha Sogra é uma categoria que se define por: sogra. Pode comprar uma casa no Caribe que ela vai dizer algo como “obrigada, pena que é longe”.    


Kelly: Outra situação complicada que você pode se enfiar neste fim de ano, é naquele chamado 'amigo da onça'... A não ser que você realmente esteja no espírito natalino, porque do contrário, não recomendo. Lembro de um amigo da onça que participei... um cara tirou uma garota e deu um pinto/pau/piroca de chocolate. Só ele riu. Foi tenso. Daí, vocês percebem que a falta de noção das pessoas não muda com o Natal. 

Mica: hahahahhaha Amigo-secreto já é chato, mas já que vai fazer, que seja o normal. Essa história de fazer uma brincadeira pra ficar mais engraçado é péssimo! Nenhuma das versões foi realmente um upgrade. Amigo da onça, amigo ladrão, só vale 1,99...

Kelly: Pra vocês verem. Se amigo-secreto fosse sucesso de verdade, não inventariam derivados...

Mica: Mas se os leitores quiserem me presentear eu vou amar! Meus desejos neste ano são livros, quebra-cabeças de no mínimo 1000 peças, uma rasteirinha marfim e... (acho melhor fazer uma lista e mando por e-mail!)

Kelly: Não me mandando piroca já tá bom... hehe

terça-feira, 27 de novembro de 2012

MSMJ FM: John Mayer - Parte II

Este é o segundo post FM sobre o músico John Mayer. 

Caso se sinta perdido, te convido a ler a parte III. =]

Só pode se jogar nos meus braços, John!!!


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Parte II - O John pop rock e bluesman


O primeiro cd do John Mayer foi bem, beeeeeem pop [falarei sobre isso na parte I]. Porém, em meados de 2003 ele lança o seu segundo cd: Heavier Things - álbum que mostra uma pegada um pouco mais pro rock. Não chega a soar rock'n roll, bem longe disso, mas pode-se dizer que não foi uma continuação do seu 1º cd. Percebem-se novas e bem acertadas investidas, tanto que Daughters (uma das faixas) lhe rendeu o Grammy de melhor música do ano. 

Heavier Things é uma delícia de ouvir, do início ao fim. Leve e com músicas que dá vontade de pegar o carro e sair por aí, sem rumo e feliz da vida. =)


Cause I'm bigger than my body gives me credit for...



 ...if you let me leave, I swear I never will.


Nos anos seguintes, JM começou a respirar novos ares... Como amigo-truta, ninguém menos do que Eric Clapton na lista. E fez participações em vários shows de grandes nomes do blues. Resultado: em 2005 formou o "John Mayer Trio", que contava com mais dois outros músicos e que tocavam uma combinação de blues e rock. Não deu outra: em 2006, ainda em sua carreira solo, ele lança o álbum Continuum, cd que traz o blues, o rock e uma pitada de pop.

Para mim, particularmente, Continuum é o melhor cd de toda a sua carreira musical. Entra fácil na minha lista de cds preferidos de todos os tempos. John esfrega na nossa cara todo o seu talento como compositor, músico e intérprete. Que letras! Que melodia! Quanto feeling!!!


How do I stop myself from being just a number?



You'll be a bitch because you can.


* * *


domingo, 25 de novembro de 2012

Cine MSMJ: Toda forma de amor



Esse filme apareceu na minha frente num dia de tédio correndo os canais sem muita esperança de encontrar algo. Mas encontrei-o e ele me surpreendeu. Entrou fácil para minha lista de filmes-preferidos-preciso-ver-de-novo.

Toda forma de amor (Beginners, Mike Mills, 2010) conta a história de Oliver (Ewan McGregor) um cara comum vivendo rotineiramente até que é surpreendido por duas notícias bombásticas: seu pai está com câncer e é gay. 



A partir daí a história se desenrola entre aprender a lidar com o pai, com o namorado do pai, com sua vida e com todos os sentimentos que a situação lhe traz. Em contraponto, vemos o desenrolar de seu relacionamento com a atriz Anna (Mélanie Laurent). Nessa confusão de emoções fortes, até o cachorrinho de Oliver e sua relação com o bichinho é importante. 


O filme é sensível e trata com naturalidade as questões que perturbam as personagens, todas elas permeadas pela forma como amam e como lidam com o amor. 

Particularmente gostei do filme por ter aquela mensagem de que tudo é muito mais simples do que imaginamos, só precisa ser enfrentado. 


Além disso, tem no currículo o Globo de Ouro e o Oscar de melhor Ator Coadjuvante de 2012, para Christopher Plummer que interpreta Hal, o pai de Oliver. 

Um filme perfeito para aqueles dias em que se quer algo leve, engraçado e inteligente. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma Pergunta. Três respostas.

Recebemos mais uma pergunta e temos certeza que vai bombar os comentários novamente! Se você ainda não conhece esta sessão, pode entender como funciona aqui. 

Leitora pergunta:


É verdade que homens têm dificuldade de lidar com mulher que ganha mais que eles, ou que é bem sucedida na sua profissão. Isso pode atrapalhar um relacionamento?


Homem #1 [20 anos]: Esse assunto é realmente complicado, acho que varia muito de acordo com o ambiente e educação que a pessoa recebeu, tem todo um contraste entre os valores antigos e conceitos modernos ainda não completamente digeridos. Obviamente todo homem torce para que sua companheira seja bem sucedida na profissão, mas quando ela começa a ganhar muito mais rola uma certa “instabilidade” inicial, mas nada que seja um empecilho pra relação, afinal se você está junto com a pessoa querendo algo verdadeiro, ficar criando clima de competição de quem ganha mais não parece ter muita lógica. Lembrando que muitas vezes quem complica a situação é justamente a mulher que pode não falar diretamente, mas não gosta nem um pouco de achar que está sustentando o cara.

Homem #2 [32 anos]: Acredito que esta dificuldade exista para a maioria. É com certo espanto que a independência feminina é vista pelos homens. Antigamente nós corríamos atrás de um status, que funcionava como uma "arma de sedução", para impressionar parceiras ou futuras parceiras. Heranças, que não funcionam mais. Agora, este papel é inverso, onde as mulheres adquiriram tal mecanismo que os homens usavam para impressioná-las. Acho que aí está a dificuldade, sentir-se desarmado e ter que se adaptar a uma nova realidade, o que torna complicado um relacionamento existente ou a possibilidade de um novo.

Homem #3 [48 anos]: Não são só os homens que têm dificuldade para lidar com isso. Não existe somente aquela mulher compreensiva mas muito dinâmica, que toca a casa enquanto o maridão lava a louça e toma conta das crianças. Existem também aquelas que querem alguém "junto", que para elas pode significar muitas coisas, até "alguém com o mesmo sucesso delas"; mas para eles, muitas vezes significa: preciso ganhar mais. Existem aqueles que se sentem confortáveis desfrutando até de uma mesada mensal. Mas via de regra, acredito, pela "criação", existe um cenário que é o considerado normal, obrigação até. Portanto, minha resposta, depois dessa longa elucubração, é sim. Os homens têm dificuldade. Sua maioria têm. E muitas mulheres. Talvez a maioria, também. E atrapalhar relacionamento, até empregada doméstica atrapalha. Não é isso que estraga, mas pode contribuir bastante para que o eterno não mais dure. Coloca quatro pedrinhas, Poetinha.

* * *

Qualquer pessoa pode participar! Para mandar sua pergunta, entre em contato com a gente pela Fanpage ou pelo e-mail: msmj.blog@gmail.com. Se você quer participar respondendo as perguntas, entre em contato que colocamos seu nome na lista. :)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

As Sandálias do Pescador

Acho que vou ficar conhecida como "a dos livros antigos". Comecei indicando "A Convidada" e agora venho com um romance de Morris West escrito em 1963. Juro que leio coisas atuais, mas quando penso no que indicar aqui, vêm a minha mente os meus livros mais adorados. Aliás só não comecei com Saramago, porque é Saramago e se é, já é indicado.

A primeira frase de "As sandálias do pescador" é a base da história: "O papa morrera.". É em Roma, a partir da morte do papa, que a história se descortina. 

Contando detalhes dos rituais que sucedem o morte de um papa até que um novo seja escolhido, o autor inicia a narrativa que será palco para questionamentos e reflexões. Religião, espiritualidade, moral, ética e verdade são conceitos trabalhados na história sobre vários ângulos, fatalmente levando o leitor à reflexão. 

Não é um livro católico, nem religioso. Muito menos tem algo de autoajuda. É um livro de uma época em autoajuda não fazia sucesso, se é que existia. A reflexão é do autor, a reflexão do leitor é consequência. 

"É boa coisa que eu tenha conservado o senso de humor; seria levado à loucura pelas consequências das minhas atitudes mais triviais. Sempre que um homem na minha posição formula uma simples pergunta, todo o Vaticano começa a esvoaçar, como pássaros perturbados em seu ninho. Qualquer movimento que eu faça, é como se estivesse tentando abalar os alicerces do mundo. Só posso fazer o que julgo ser justo, mas há sempre vinte pessoas, pelo menos, com idêntico número de razões que me impedem o menor movimento... e eu seria um louco, se não ouvisse as suas opiniões!"

Grande parte destas reflexões ficam expressas através do diário do novo papa. É através das reflexões deste personagem, principalmente da dualidade homem comum/homem poder, que os acontecimentos dentro do Vaticano, em Roma e na vida das personagens são explorados, deixando de ser meros acontecimentos. 

A parte isso, fica a curiosidade nos detalhes que o autor oferece sobre os rituais e o dia a dia do Vaticano, uma cidade-estado sede de uma religião.

As sandálias do pescador é um livro empolgante, daqueles que o texto prende desde as primeiras linhas. Apesar de reflexivo, nada é exagerado e cansativo. A história acontece rapidamente e as reflexões a acompanham. E por tudo isso eu o indico. Podem ler, vale a pena. 

"- O meu é Kiril Lakota.
- Já sabia. O papa das estepes...
- É assim que me chamam?
- Entre outras coisas... Diga-me, Santidade, essas histórias que contam a seu respeito, do tempo que passou na prisão, da sua fuga... são autênticas?
- São, sim...
- E agora está de novo na prisão.
- De certo modo, mas espero fugir a ela. 
- Todos nós vivemos numa prisão, desta ou daquela forma.
- Tem razão... E são os que o compreendem que mais sofrem.
Ruth ficou silenciosa por um momento, olhando para os mármores do Forum. Perguntou-lhe então:
- Acredita, de fato, que está metido nos sapatos de Deus?
- Acredito.
- E como se sente?
- Aterrorizado."

sábado, 10 de novembro de 2012

Pra esse eu tiro a saia: Dave Grohl


Dave mexe comigo de um jeito que meodeos! A melhor definição é homem. Dave tem jeito, traços, sorriso, tudo de homem. Não tem como não gostar. 

Sua beleza ainda serve de exemplo para algumas máximas toscas: 

1. Quanto mais velho, melhor: 
quando novo ele não me pegava, acho que não pegava ninguém.


2. Parece um cara comum, até que sobe no palco: 


O melhor é que os caras não se conformam quando uma garota se derrete pelo Dave. Sempre falam dele novo feinho ou a comparação ridícula com o Pedro de Lara. Mas desculpem-me meninos, a mulherada adora este cara! E olha que já vi várias, com gostos diferentes, dizerem isso. Vocês deviam é achar bom, muito mais fácil ser um Dave do que um Brad ;)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sempre quis andar de trem

Mas não em um trem da CPTM de São Paulo... Queria fazer uma viagem de verdade. Um trem bacana, paisagens, percurso longo e agradável.

No final de 2009, vendo fotos no famigerado Orkut, vi esta imagem e me apaixonei! E pensei 'Onde? Como? Quanto?'. E para minha felicidade, meu sonho não estava tão longe assim de ser realizado...

Ferrovia Paranaguá-Curitiba
Consegui matar essa minha vontade no Carnaval de 2010. E, apesar de alguns poréns, recomendo fortemente para quem curte andar de trem e natureza.

Esta é a dica para o Guia MSMJ para acabar com o tédio para você que está pensando no que fazer no próximo feriadão, mas está sem ideias. =)


Como faz?

Como diz a legenda acima, a ferrovia fica no Paraná. Logo, para ter acesso você precisa ir até Curitiba e de lá pegar o trem com destino até Paranaguá, ou, caso não queira fazer o percurso todo, dá para ir até Morretes [metade do caminho].

Nas férias e feriados, os lugares costumam ser disputados. Para adiantar o processo, recomendo que acesse o site da Serra Verde Express e lá você encontrará os horários, poderá reservar sua passagem e tirar todas as dúvidas possíveis. =)



O que gostei:

Realizei um sonho e achei tudo o máximo! O percurso conta com pontes, túneis, represas e uma infinidade de paisagens lindas. E para quem curte fotografar, lá é um prato cheio! Não faltam belos cenários. Vale a pena conferir pessoalmente. ;)


Não gostei:

Quando fui, não estavam fazendo o trajeto até Paranaguá [não lembro o motivo]. A viagem ia até a estação de Morretes. Enfim, uma vez descendo nesta estação, você tem que esperar o trem voltar. No caso, o tempo de espera foram de 4h. Cidade histórica, porém deveras sem graça. Tudo absurdamente caro e nem o tal do prato típico local, o Barreado, eu quis experimentar, tamanho o desgosto que deu. No final das contas, estas horas demoraram pra passar e foi a única parte chata. Logo, não recomendo Morretes pra ninguém.


***

Esta foto abaixo é uma das minhas preferidas de todas as já publicadas na internet da Ferrovia Paranaguá. Tem como olhar e não se inspirar?! Então, arrume sua mochila, pegue sua câmera fotográfica, monte uma playlist digna no seu iPhone, iPad, Smartphone e afins e DESFRUTE disso tudo. Vá e seja feliz. =)




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prêmio Saia Suja da Semana

Não adianta, passa o tempo e nossos políticos continuam sendo os campeões no Prêmio Saia Suja. Desta vez o troféu vai, nesta ordem, para o presidente da Câmara dos Vereadores de Piracicaba, João Manuel dos Santos (PTB), o diretor da casa Robson Soares e todos os vereadores presentes a sessão do dia 29/10, quando um cidadão foi expulso do recinto por se recusar a ficar de pé durante a leitura da Bíblia. 
Caso famoso, vocês devem ter lido por aí. Não podíamos deixar passar, é absurdo demais. Pra começo de conversa, nossa linda Constituição (sim, linda, se metade do que está lá fosse seguido o Brasil era número um em direitos sociais) determina: 


Isso significa que o princípio que norteia as relações entre o estado e a religião no Brasil, é o do Estado Laico. Num raciocínio lógico, se o estado é laico não pode impor nenhum tipo de ritual, culto ou celebração religiosa em suas instituições, logo a Câmara dos Vereadores de Piracicaba sequer poderia ter em seu regimento a determinação de leitura da Bíblia durante as sessões.
Aí eles vão "cumprir o regimento" e simplesmente EXIGEM que TODOS os presentes fiquem de pé!? Respeito é não atrapalhar, não é ser obrigado a se comportar como se tal fosse sua fé. 
Eu queria que além de se negar, o cara pedisse pra que alguém realizasse a leitura do Alcorão, da Cabala, cantasse o hino de Iemanjá, psicografasse um livro do Emmanuel, fizesse uma dança Xamã e um ritual Wicca, assim rapidinho, só pra começar os trabalhos em paz... E aí se alguém se negasse! EXPULSA! 
Isso porque além de nosso Estado ser laico, o Brasil garante a liberdade de crença. Cada um escolhe a religião que quiser ou precisar. Nenhuma pode ser imposta ou ter privilégios em nosso sociedade, porque todas são iguais perante nossa lei.



Então presidentinho que ousou exigir tal disparate ao cidadão que estava exercendo o seu direito de assistir a uma sessão dos nobres edis representantes do povo, PSS pra você.





Então diretorzinho da Câmara que conhece tão bem o regimento da casa mas não sabe nada da nossa Carta Magna, PSS pra você.
Então vereadorezinhos que ficaram assistindo e não defenderam nossa Constituição, não defenderam um dos princípios do nosso Estado e não defenderam o nobre cidadão, deixando que a coisa rolasse de forma tão medíocre, PSS pra vocês. 




Olha aí Piracicaba, tá na hora de tirar o poder da mão desses inquisidores, a Idade Média acabou já faz um tempinho!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cine MSMJ - El Pasado



"A separação também pode ser parte de uma história de amor"


Filme 'O Passado' [El Pasado], 2007, direção de Hector Babenco.
"O Passado" conta a história de Rimini [Gael García Bernal] e Sofia [Analía Couceyro]: Amor adolescente que lhes rendeu um casamento que durou por 12 anos, mas que teve um fim. Um dos dois segue sua própria vida. O outro não.                                                                                                                                                                       
Minha opinião: Este é o tipo de filme que costumo classificar como Lado B, ou seja, aqueles que não possuem finais óbvios ou história clichê [são os meus favoritos]. O filme? Tem uma certa tensão, cenas de sexo [não recomendo assistir perto de alguém com quem não se sinta à vontade], daqueles que prendem a sua atenção do início ao fim e, após assisti-lo, te faz refletir sobre valores, sobre sua vida ou até sobre histórias amorosas de amigos. Enfim, a questão X do 'Passado' é sobre o fim de um relacionamento. E mostra o que vem após 'o término', afinal, como diz a frase acima, a separação também pode ser parte de uma história de amor...


Quando um namoro intenso ou um casamento [não importa o rótulo] acaba, seria saudável se apenas sobrassem as lembranças da conquista, os sorrisos - a parte feliz. Mas depois que duas pessoas se separam, sempre (ou na maioria das vezes) há uma continuação daquela história, e que nem sempre é das mais amigáveis. Entra a cena 2: as brigas, quem fica com o quê, ciúme irracional, telefonemas a fim de resolver pendências [que só trazem chateações]... Quem nunca se viu em uma situação parecida?!
Um ponto legal do filme é ter mostrado individualmente como cada um reagiu e ambos diferentemente. Talvez você se identifique um pouco com "A". Ou em outras situações da sua vida, se enxergue sendo o "B". Ou apenas se compadeça de um e não do outro [por algum motivo particular]... 

Dizem que apenas conhecemos uma pessoa quando terminamos com ela. Eu acredito cada vez mais nisso. 

***

terça-feira, 23 de outubro de 2012

TPM + Trabalhar: Combinação imperfeita


Manhã

"Bom dia, flor do dia!"

Tsc! Não existe nada mais irritante do que começar o dia, ouvindo um 'bom dia' + qualquer outra coisa com a intenção de soar bonitinha. 
"Não tá tudo bem não!" é a sua resposta mental - sim, mental, porque usar esta frase seria pedir para a encheção de saco ser multiplicada por mil. Logo, você olha com aquela cara "simpática" e solta o bom dia automático.

Impressionante como nestes dias, as pessoas parecem ter vocação para palhaço de circo. É fulano fazendo piada mais sem-graça que a do 'pavê', é ciclano brincando de te dar sustos [caso verídico] e o beltrano que te atrapalha contando casos que não te despertam o mínimo de interesse. Toda uma alegria exagerada in-su-por-tá-vel.

De repente, você se vê fugindo das pessoas. Muda o caminho, cria atalhos, some de vista. Mas Rá, você ainda vai ter que passar por uma etapa. Aquela etapa maravilhosa: a que você tem que falar com o seu chefe. Nestes dias, chefes não ajudam. Não viram os palhaços, como os outros colegas de trabalho, mas se tornam a 'Marília Gabriela' das perguntas... Justamente naquele dia que você NÃO QUER abrir a boca!  

E mais: É a impressora que dá problema, é o papel que cai no chão toda hora, é a porta do banheiro que não quer fechar direito, é o telefone que dispara a tocar. 

Caos. Palavrões. Socos e chutes imaginários. E a vontade de quebrar tudo e todos.


Tarde

Horário de almoço. Para mim, em dias normais, já é algo que me tira do sério. Refeitório cheio e, ou te sobra lugar pra sentar com aquele grupinho escroto que fala mal da roupa de todo mundo [inclusive da sua] e mais outros assuntos pedantes ou sobra lugar para você sentar com o chefe, com o big boss ou CEO da empresa. Com muita sorte e fé no santo Daime, sobra lugar em meio à pessoas que estão na mesma vibe. Mas sabemos que até nestes dias estas pessoas se tornam um pé no saco.

Banheiro feminino. Aguente, porque lá vem mais. Se o assunto é uma bosta no horário de almoço, imagine no lugar onde as pessoas realmente cagam [desculpe o termo]. 

Ok, hora de retornar ao local de trabalho. Se você tem que subir ou descer uma escada, certamente lá estará parado um ser no meio do caminho. Reparem como é 'daora a vida'... A pessoa não sai da frente, vê que você quer passar, mas parece fingir ter problema mental e dali não sai, dali ninguém tira. Planos: descer a escada em posição de voadora e deitar o maluco no chão. E caso esteja subindo, levar um taco de baseball junto, pra acertar na cabeça ou outras partes que te dê vontade na hora. Quem sabe assim estas pessoas aprenderiam, né... Sonhos... Mas na vida real, você limita-se ao 'pode me dar licença, por favor'. E daí, o sujeito finge que não te ouve e você repete com a voz do Darth Vader...

Intranet. Mais um momento ma-ra-vi-lho-so. E-mails importantes se perdem com o tanto de correntes que alguns cidadãos ainda insistem enviar. Não sei o que dá mais ódio: se é ter o desprazer de ler o título do e-mail ou abri-lo sem querer e ver a pataquada toda. E pior pior pior: as mensagens de amor, paz e libertação. "É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã". O caralho! "A vida só é dura para quem é mole"; "A paz só existe no coração dos iluminados pela bondade e blablabla... Zzzzzzzz". Vontade de responder "Envia essa po**a pra você mesmo, seu c*zão".

Repeteco: Caos. Palavrões. Socos e chutes imaginários. E a vontade de quebrar tudo e todos.

E finalmente está chegando a hora de ir embora. Você venceu mais um dia. Não mandou ninguém tomar naquele lugar, não bateu no babaca e nem empurrou aquela nojenta da sala 2. Mas daí, aparece o tal do serviço "pra ontem" nos últimos minutos. É URGENTE!!! Ahhhhhhhhhhhh!!!!!!!

...E é nessas horas que você pensa que em vidas passadas, deve ter feito da via sacra de Jesus uma micareta, não é possível! Hora de assumir a cangaceira que existe dentro de você e o resto que permanecer vivo, que não cruze o teu caminho amanhã...

FIM.

sábado, 20 de outubro de 2012

Amante x Marido

Marido de aluguel: o cara que supostamente faz todo o trampo sujo para você, mulher, que não está casada e não tem um homem para consertar vazamentos, chuveiros, trocar resistência, cortar a grama, eliminar curtos, tudo isso daí. Você já deve ter visto um anúncio. É o trabalho do momento! Porém, esses caras têm deixado a gente na mão. Logo, a conclusão é que 'maridos' fracassam até quando a gente tá pagando...

Qual a solução? Amantes... por que não? Elencamos para vocês as vantagens do amante:


Amantes - Não só dariam aquela olhada na lâmpada da cozinha como poderiam te convidar para passar um tempo lá. Se é que vocês nos entendem.
Maridos - Reclamariam antes, durante e depois do serviço e nem se você estivesse de lingerie em cima da pia iam se tocar da chance.

Amantes - Já vêm com 'cara de cafajeste-lover'. Querem coisa melhor?!
Maridos - Sempre com aquela cara de 'comi e não gostei'.

Amantes - Fazem o serviço, tratam bem e vão embora, sem deixar a roupa para você lavar.
Maridos - Querem depois que você já foi dormir e ainda reclamam da sua falta de vontade.

Amantes - Não tem hora para o sexo. Você o chama e ele vem disposto a qualquer hora do dia.
Maridos - Geralmente trabalham e broxam. 

Amantes - Se mantém sempre na fase da conquista: cheiroso, bem arrumado, cheio de mimos e elogios.
Maridos - Bom, estão na fase maridos...

Amantes - Você nunca terá a obrigação de conhecer a mãe deles, nem ter que aturar parente nenhum do cara. Sensacional!
Maridos - Sogra, sogro, sobrinhos, sogra, primos, almoço aos domingos, sogra, tias, cunhadas, sogra, sogra, sogra!!!

Amantes - Pensam em você e só em você quando estão com você.
Maridos - Estão com você o tempo todo, mas pensam em tudo primeiro - trabalho, carro, futebol, cerveja, video game, amigos - e depois lembram de você.

Amantes - Atendem a sua ligação com voz de tesão e sempre de forma criativa e sugestiva.
Maridos - Se te atendem, falam 'Que que você quer agora?'

Amantes - Podem até não lembrar da data especial de vocês, mas te enchem de presentes e mimos então você nem liga.
Maridos - Se não quiser brigar, melhor comprar seu próprio presente no cartão dele e pedir pra entregar no trabalho, pra ele te dar...

Amantes - Adoram te fazer rir, conversar sobre seus programas de tv favoritos, seus sonhos, o tamanho do … do seu marido.
Maridos - Dormem.

Amantes - Você precisa da ajuda dele, é só ligar.
Maridos - Até ajudam, mas primeiro soltam o velho “incrível, você não sabe fazer nada sozinha!”

Amantes - Pague um jantar que eles saberão te recompensar.
Maridos - Pague qualquer coisa, a cara não muda.

Amantes - Gastam a grana deles com você, para te agradar.
Maridos - Gastam a grana deles com as amantes, a não ser que você gaste primeiro!

Amantes - No trânsito: Você dirige e ele te acha a pilota! Só elogios.
Maridos - Sempre te rebaixam, te deixam nervosa e só sabem ressaltar o quanto mulheres não levam jeito pra coisa. Argh!

Amantes - Seja lá como ele for: 'atrapalhado', 'tímido', 'bruto', não importa, o cara sempre será um tesão e você só verá graça.
Maridos - Se for atrapalhado, você vai achá-lo um songo-mongo. Se for tímido demais, songo-mongo. Bruto, será simplesmente bruto e, songo-mongo.

Amantes - Riem de todos os seus micos.
Maridos - Morrem de vergonha dos teus micos e te fazem sentir o mesmo.

Amantes - Durante o sexo: beijam sua boca e tudo o mais que você quiser.
Maridos - Ainda beijam?

 ***


Obs: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Fizemos apenas pela brincadeira. ;)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Livro: How To Think More About Sex


Você sabe por que é atraída pelas pessoas que te atraem? Sabe o que os seus fetiches têm a ver com o tipo de arte que você admira? Sabe o real efeito que a infinita disponibilidade de pornografia tem na sua vida e na sociedade como um todo?

Essas e muitas outras questões são abordadas pelo filósofo pop Alain de Botton no livro "How To Think More About Sex". E se você leu a palavra "filósofo" e já deu aquela broxada, fique tranquilo. O linguajar do cara é o mais acessível possível, e a leitura chega a ser bem divertida em vários momentos. 

(O único problema é que o livro, infelizmente, não foi traduzido para o português ainda. Vai ter que comprar na Amazon ou encomendar naquela livraria chique. Mas vale a pena)



No fim, o livro é uma junção extremamente interessante desses dois mundos bem separados: a filosofia e o sexo. Porque, como diz na introdução, não é que a gente pensa pouco em sexo – é que a gente geralmente não pensa do jeito mais certo. ;)


> Dica de livro enviada por Fabio Bracht. 
> Caso tenha alguma sugestão de livro, entre em contato com a gente pela Fanpage ou pelo e-mail msmj.blog@gmail.com. :)

sábado, 13 de outubro de 2012

Qual era sua ideia de felicidade quando você era criança?


Crianças sonham com o dia em que serão adultas. Sonham em ser astronautas ou cantoras e aparecer na tv. Sonhávamos em ter um fusca igual o do vizinho ou aquele carro incrível que mal sabíamos o nome. Queríamos namorar um cara que fosse parecido com o galã da novela ou, no caso dos meninos, aquela professora da 2a série. Tínhamos sonhos de consumo material, vida profissional e até uma idealização amorosa. Mas, mais do que isso, acreditamos que todos nós tínhamos um único sonho em comum: SERMOS FELIZES.

E para o Dia das Crianças deste ano, o Minha Saia é Mais Justa convidou os leitores a participarem com a gente deste post. As respostas você confere agora:

Tatiane Leal: Quando criança sonhava em morar em um sobradinho com portas e janelas de madeira, um uno mille na garagem, ser uma executiva de sucesso, com corpão violão e uma filha com cachinhos dourados e olhos azuis... ah e tb um moreno, alto, bonito e sensual... hehe!!! Hoje meus sonhos mudaram...mas bem que um corpão violão eu queria ter... kkkk

David: A alguns anos atrás, voltando do trabalho, me relembrei disso tudo e comecei a rir sozinho quando pesei toda essa história: Meu pai criou mesmo uma empresa dele de desenvolvimento de software e eu até ajudo ele, mas apenas no meu tempo livre, trabalhei demais no começo do meu casamento e vi que realmente não era aquilo que queria pra mim, família é mais importante e não tenho ambições de ser rico, apenas quero ser bom pai e marido... CASEI, e Graças a Deus não foi com a prima da vizinha lá de Pernambuco que havia reencontrado no Facebook esses dias e está LINDA (a vizinha), mas a prima dela tá HORRÍVEL, mas tadinha, casou também! rsss E sobre as invenções e viagens no tempo... Bem, esses eu continuo vendo apenas nos filmes, prefiro curtir cada minuto do meu tempo atual com minha família e aprendi que o a melhor infância de todas que eu já tive, é a infância do agora, é a que vivo com minha família, com meu filho, com meus amigos e a que cada dia eu vou aprendendo e "enjuvelhecendo" cada dia de minha vida! ;D

Juliê: Eu, a canceriana mor, passei boa parte da minha infância entre meus sonhos... Eu queria ser bem sucedida na minha carreira, independente, viajar muito, não queria ter filhos nem casar, namorar bastante e ter uma biblioteca gigantesca (qdo eu era criança não existiam PC's com capacidade armazenar milhares de livros rs), queria falar vários idiomas e queria participar da ONU... ah, tbm queria ser paquita e arqueóloga rs. Uma parte dos meus sonhos se realizou. Quem lembra de mim no Xou da Xuxa??? Brincadeira rsrsrs. Bjosss

Priscila Aguiar: Quando eu era criança tinha mania de conversar com as minhas irmãs sobre quando a gente 'era grande' ... as ideias ... contávamos sobre os nossos carros, geralmente algo do tipo o carro da Barbie, profissão, roupas e etc. Mas lembro q meu sonho mesmo era ser desenhista e trabalhar nos estúdios Maurício de Souza, mas, as coisas mudaram totalmente de rumo, pq né ... hoje em dia eu sou economista.

Fernando Macedo: O meu ideal de infância se alternava: ora queria ser cientista, ora escritor (fascínio pelo mundo dos livros). Mas, o que mais me chamava a atenção eram os mendigos, sempre perguntava para os meus pais, e não obtinha uma resposta. Era..somente: Fique longe, deles..rsrs

Mica: Eu lembro pouca coisa do que sonhava para o futuro: ser bem sucedida profissionalmente, ser escritora, fazer psicologia, conhecer Paris, ser rock star, linda, alta e ter seios grandes. Lembro mais do que eu queria realizar ainda na infância: fazer violão e ballet clássico, escrever um livro, ser a melhor aluna da sala, ser mais alta pra ficar em último na fila, saber cozinhar e ir ao show do Legião Urbana e da Madonna. Acabo de constatar que eu já era bem parecida com o que sou e ainda tenho alguns destes sonhos na minha listinha... 


Kelly: Meu sonho de consumo era ter um Escort XR3 vermelho, haha. Queria ser linda e ter cabelo comprido [pq quando criança, meu cabelo sempre foi chanel e curtinho]. Sobre profissão, eu gostava de muitas coisas, mas sonhava em ser uma cientista. Daí, eu mesma brincava de fazer experiências com meus amigos e anotava no meu caderno. Enfim, eu queria ser bem sucedida em tudo. Queria ser sucesso, ahuehaua. E, achava que quando fosse grande, eu teria tanto dinheiro que conseguiria tirar todos os cachorros da rua...


Que tal nos contar também, qual era a sua ideia de felicidade quando você era criança?