terça-feira, 2 de abril de 2013
Namoros longos
sábado, 4 de agosto de 2012
E aí, qualé, que é?!
Mica: Vamos por partes: mulherada super gíria. Confesso que não conheço muitas, talvez seja um fenômeno novo (a velha), mas tem coisa que sempre fica estranha. Não exatamente por ser mulher, mas por estar relacionado a algum estereótipo. Tipo “mano” na década de 80 - minha adolescência - mano era coisa de trombadinha. Então ninguém que não era trombadinha queria falar mano e ser identificado com isso. Hoje já é normal, mas eu continuo odiando.
Kelly: Em São Paulo, desde que eu nasci e tenho conhecimento, sempre foi natural o uso do 'meu'. E pra mim ficou claro que de uns anos pra cá, o 'meu' foi parcialmente substituído por 'mano'. Eu não sei com que frequência 'mano' é usado em outros estados, mas sei que em SP, tanto no interior como na capital paulista, se tornou comum. Também sou da época que 'mano' soava horrível, vindo tanto da boca de um homem quanto de uma mulher. Hoje, ainda é feio para algumas pessoas, e não é para outras. Eu me encaixo na turma do 'não', pelo simples fato de que toda vez que ouço 'mano', não enxergo como 'vocabulário de trombadinha' e sim o 'meu' de forma disfarçada. Porém, se pega mal para mulher, hmmm, complicado. Eu assumo que falo 'meu, mano e treta' com amigos. Digamos que rola uma piada interna, e que quando falo deste jeito, estou no 'modo brincadeira'. De qualquer forma, só uso com quem tenho intimidade. Confesso que não falaria assim com um professor da faculdade ou com meu chefe, por exemplo. Acharia horrível. Não teria porque falar assim com eles. Enfim...
Mica: O próprio conceito de gíria traz a ideia de que é a linguagem de determinados grupos. Assim como as brincadeiras internas, algumas gírias só fazem sentido nestes grupos. Mas pensando se isso atrai ou não numa pessoa, a resposta é sim. Porque tem cara que vai olhar pra mina falando gíria e pensar “credo, que maloqueira!” e outros que vão suspirar de amores... Cara que fala errado me brocha. Excesso de gíras também. Uma vez um cara chegou em mim com a seguinte frase “e aí mina, qual é a do molho!?” Resposta: tomate. Ah vá!
Kelly: Sim, cada um tem um gosto e palpite do que é atraente. Falando de mulheres, se é certo ou não, se é bonitinho ou deixa de ser, é difícil criar uma regra aqui. A Glória Kalil provavelmente diria que é péssimo, hahah. Mas eu, particularmente, acharia um saco falar formalmente o tempo todo. Porém, concordo que o excesso cansa. Comigo ainda não aconteceu de ter contato com uma garota que fala 5 vezes a palavra mano numa frase, senão, certamente me incomodaria [assim como acho que QUALQUER palavra que é usada demasiadamente, cansa].
Mica: O meu querido José Saramago dizia “a língua é a maior expressão cultural de um povo”. Não é só a língua culta - gírias, regionalismos e neologismos também entram nessa conta. O triste é ver que as pessoas não valorizam isso. Saber falar corretamente não implica não falar gírias e tal. Ter uma linguagem mais solta também não implica em não saber falar corretamente. Uma coisa não briga com a outra. Outra questão é saber onde e quando empregar cada coisa. Eu não vou chegar na balada e começar a despejar o vocabulário mais culto do mundo. Mas também não faz sentido me apresentar para um paquera da forma mais tosca do mundo... Eu não sei quem é o cara, eu não sei se ele vai me entender, se isso vai facilitar ou atrapalhar. Linguagem serve para interação e isso só rola se as pessoas se entenderem... um mínimo de esforço é necessário, poxa!
Kelly: Falando sobre homens, percebo que assim como algumas mulheres estão "falando que nem macho", de repente, vejo cada vez mais homens falando como menininhas. Eu tenho HORROR quando um cara fala/escreve 'vou nanar, vou mimi'. SÉRIO. Poderia ser o Gael García Bernal, eu deixava falando sozinho! Se estou sendo radical, não importa, a questão é que cada um tem uma lista de coisas que atraem ou afastam. E tenho consciência que, assim como me acho no direito de achar tosco homem que fala deste jeito, também não posso reclamar caso ele entorte a boca ao me ouvir falando um palavrão. Questão de gosto. Até porque, nenhum dos dois é obrigado a estar com o outro no final. Pronto.
Mica: Linguagem de criança e voizinhas ridículas é a típica coisa que me faz olhar para trás e pensar: aff Micaela, que vergonha! No meio do namoro, já aconteceu mais de uma vez, mas depois que a paixão acaba, volta a ser ridículo. No entanto ainda dá pra entender, coisas de namoro. Agora ver o cara postando no facebook “vou nanar” é algo que me deixa com cara de ponto de interrogação e a pior impressão possível do bofe. Isso é coisa de moleque mimado que não virou homem ainda e tá procurando uma substituta para a mãe.
Kelly: Enfim... se analisarmos o porquê desta 'troca', quais seriam as conclusões? A de que os homens estão mais sensíveis e as mulheres masculinizadas? Não sei. Aposto que há mulheres que acham uma graça 'homem que faz pipi', assim como tem caras que sorriem quando a garota diz 'E aí, firmeza?'. Como cada um dos sexos vai lidar com isso, acredito que não dá pra generalizar.
Mica: Eu acho que é culturalmente mais amplo do que masculinizadas ou feminilizados. Acho que as interpretações disso vão estar mais ligadas a visão de mundo como um todo, para além dos papéis sexuais. Exemplo: eu não acho masculinizado falar “mano”, me remete mais a pobre, ladrão, vulgar. E não acho feminilizado falar como criança, me remete a criança mesmo. Já para o nosso leitor, as garotas ficam masculinizadas e feias. Ele está errado? Eu estou errada? Não. Mas se escolhemos nos colocar assim, temos que lidar com o que vamos parecer aos olhos dos outros. Não que isso importe, mas rola. Se você não quer parecer criança, não fale como criança. Se pouco se importa, fale. Porque sempre vai ter quem gosta e quem deteste.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Procura-se: AMOR
![]() |
| Até meia tem um par e você ai sozinha |
Por onde anda essa facilidade em achar um namorado, que as pessoas afirmam existir? Cadê saporra de amor, que todo mundo fala???? Cadê??? Isso deve existir só lá no mundo de Nárnia, só pode.
E você aí, que está lendo pensa: 'Eu não me importo com isso, tenho outros projetos em mente'. Tudo bem, você pode até ter outros projetos em mente, mas dizer que não se importa é mentira. Todo mundo quer ter alguém em um domingo à noite, num dia frio, dormir de conchinha e ouvir um 'eu te amo'.
![]() |
| Cupido FDP, não acerta uma. |
sábado, 26 de novembro de 2011
Os foras que nós damos.
sábado, 12 de novembro de 2011
Pode ser ou tá difícil?
Cláudia: Voltando da faculdade um dia, passou um bêbado de bicicleta e gritou assim 'Aoooo lá em casa na minha caminha de solteiro', nesse dia eu ri! hahahahhahaKelly: To lembrando de outra tão ruim, que dá até desânimo. Aquela que o cara não sabe o que falar e começa a fazer perguntas do tipo 'Você é de onde?' (???) Ai, o que leva um cara fazer perguntas desse tipo? Fica parecendo entrevista de emprego. Dá vontade de falar 'Cala a boca, porra!'.
sábado, 5 de novembro de 2011
Os foras que eles nos dão
sábado, 8 de outubro de 2011
Elas perguntam, ele responde - Rodrigo Marenghi

Mica: É... 3... às vezes assusta...
Cláudia: Rodrigo, te assusta estar entre 3 mulheres????
Rodrigo: Assusta não, ficaria mais preocupado se tivesse cheio de homem aqui, boa noite.
Mica: Boa noite! Rodrigo, alguém já te explicou o que faremos com você hoje?
Rodrigo: Não, ninguém me falou nada não, rs..
Cláudia: Homem gosta do fator surpresa???
Rodrigo: Creio que sim, não sei no geral, mas pelo menos pra mim, agrada ;)
Mica: Essa é a idéia, vamos te sabatinar.
Cláudia: Por que, vocês homens, são iguais aqueles cachorros de rua, saem correndo atrás do carro latindo desesperados, daí quando o carro para, vocês se assustam colocando o rabo no meio das pernas e vão embora???? Pode isso produção?!
Rodrigo: Não sei se posso responder por todos no geral, mas pelo menos por mim, não sou igual cachorro de rua não, isso aí é coisa de homem 'arregão', chega na hora H, dá pra trás, literalmente.
Mica: Homem arregão! Categoria nova. Tem muito por aí?
Cláudia: Homem arregão, a gente vê por aqui!!!!
Rodrigo: Por aqui já vi alguns sim, Mica. É igual você pegar uma criança de 3 anos e ameaçar a por a chupeta na boca dela, hora que ela vim pra pegar, você tira.
Mica: Eu chamo isso de sadismo.
Kelly: Rodrigo, porque homem adora um 'joguinho amoroso'? Por que vocês adoram quando mulher faz doce?
Rodrigo: Meu, não sei, muito doce às vezes causa diabete, né? Se gostam? Acho que alguns sim, eu já não tenho muita paciência pra lambeção de saco não..
Mica: Fala mais, qual é a taxa que passa pra diabete?
Cláudia: Lembrete: Comprar um aparelho de medir o nível de diabete.
Rodrigo: Quando tá muito no frufru, cheio de amorzinho pra cá, pra lá, tanto o homem quanto a mulher fazendo cu doce, dizendo que faz e não faz, que vai e não vai, que dá e não dá, essas coisinhas.
Mica: Então, vamos a exemplos práticos: ligar no dia seguinte, pode?
Rodrigo: Dependendo da situação.. esse 'teu ligar no dia seguinte' seria após o quê?
Mica: Na verdade o meu eu sei quando ligar. Mas é que esse negócio de o cara ligar é uma dúvida enorme. Primeiro os caras não ligavam no dia seguinte, só lá pelo terceiro pra chamar pra algo e tal. Agora está um tal de ligar no dia seguinte que até me assusta... nem digeri a ficada e o cara já ligou. Mas já ouvi duas explicações: ligou porque tá a fim e, ligou porque isso é papel de homem, mesmo que nem esteja a fim.
Rodrigo: Vai ver que a pessoa tá marcando presença, antes que venha outro e já ligue. Ou o cara tá ligando ainda pra mostrar o devido interesse em certa coisa que ainda não conseguiu na noite anterior... aí já liga no dia seguinte com o plano na cabeça “deixa eu ligar pra ela hoje, quem sabe não rola a noite né, já que ontem não parti pro abate'’.
Mica: Então a teoria do quinto encontro tá certa?
Rodrigo: Não sei, não conheço essa teoria.
Kelly: Merengue.. os homens ainda avaliam negativamente a mulher que dá no primeiro ou segundo encontro?
Rodrigo: Tem homem que avalia tanto no primeiro já quanto no segundo, sei lá, devia ser tudo igual, se a gente pode, por que vocês não? É meio uma questão de cultura acho, não sei te dizer ao certo. Se a mulher acha que vale a pena tá ali com o cara e tudo mais, se estiver a fim realmente, tem mais que 'dá' e pronto.
Mica: Quanto no quinto? Essa é a teoria do quinto encontro: segure pelo menos até o quinto se quer que vire namoro (pessoalmente, acho besta).
Rodrigo: Ah sim, entendi, até o quinto encontro? Caralho hein...
Kelly: Por quê? É muito? huaehuha
Rodrigo: Ah, depende do quanto tá necessitado, se o cara só quer dar uma trepadinha ele não espera até o quinto não, já vai partir pra outra.
Mica: Então quem acredita na teoria tem razão, porque elas dizem que assim só vão ficar os caras “pra namorar”... mas isso numa visão super tradicional da coisa...
Rodrigo: Ou não Mica, o cara pode pensar, “essa vale a pena aguentar mais alguns encontros”
Mica: Eu sabia que não tinha defesa!
Kelly: Merengue, o que mais te irrita numa mulher que você está a fim? Quais são as piores atitudes dela?
Rodrigo: Kelly, não gosto muito de mulher enrolada, meio indecisa no que faz, no que quer, sabe?! Prefiro que vá direto ao ponto: sim ou não, e nada de eu acho, talvez...
Cláudia: Você gosta de mulher no controle da situação é isso?
Rodrigo: Às vezes.. gosto de mulher decidida.
Cláudia: Gosta daquela, mulher que chega e fala: 'Te quiero! Você me quer? É isso?
Rodrigo: Te quiero, puto! (lembrei da música do Rammstein)
Mica: Estou percebendo que pra você tudo tem várias possibilidades, nada é muito fechado. Mas em geral, o que enfrentamos por aí, Rô, é justamente o contrário. Muitos caras têm o discurso super liberal, só que no fundo continuam com os padrõezinhos “menina pra casar” e “menina pra comer”. O que acha?
Rodrigo: Isso é verdade mesmo, vejo muito disso, você vê aquela menina mais contida, mais quietinha e talz, as famosas de “família”, aí dizem que é pra casar. Pega uma mais “soltinha”, ahhh essa dá pra comer só, não dá pra levar nada a sério não, ou além disso.
Mica: Clau, somos mulheres, logo eles não sabem quem somos e enlouquecem tentando saber!
Rodrigo: Como dizem, nunca queira entender uma mulher, é isso, Mica?
Mica: Acho que é, é que categorias desse tipo são cruéis e injustas, não conheço quase nenhuma mulher que caiba nelas. Tenho dó dos caras que pensam assim e das minas também... O amor e o sexo têm tanto mais pra oferecer...
Mica: Essas faminhas que os caras laçam, ainda rola? Tipo 'a bêbada', 'a muito loca', 'a baladeira', 'a piriguete' (esse é o termo mais atual? sou da época da 'galinha')
Rodrigo: Fala ae, galinha é mais bonito que piriguete, não é? Não gosto da palavra piriguete. Mas ainda rola isso sim, a mina que chapa nas baladas, a piriguete.
Kelly: Mulher bêbada na balada: Motivo de vergonha ou você se diverte junto?
Rodrigo: Depende, se estiver chapadona, tirando a roupa, subindo na mesa, fazendo aquele escândalo, é vergonha se for amiga minha, se não for, a gente aproveita.
Mica: Eu nunca vi mina tirando a roupa de bêbada, mas já vi caras....
Rodrigo: Mica, você foi no clube das mulheres, não foi não?
Mica: Sim, mas esses estavam sóbrios, pra arrancar dinheiro das ricaças.
Rodrigo: Aháááá!
Kelly: Pra finalizar, dê 3 dicas para a gente 'não perder um homem em dez dias' [como diz aquele filme lá, auehuaheua]
Cláudia: Nossa ultimamente não dá tempo nem de chegar nos 10 dias hahahaha
Marenghi: Tranca o cara no quarto, de manhã vc leva pão e água, e depois volta à noite... rs.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Te Quiero

Kelly: Homens reclamam de não encontrar a pessoa certa; nós, Mulheres, idem. Mas daí, a gente para pra pensar e vem aquela frase '-Quer dizer, quem eu quero não me quer'. E por aí vai.. porque sabemos que sempre há alguém a fim, a gente é que nunca está a fim de quem tá a fim da gente.. o problema de todos.. pior que problema chato de matemática.
Cláudia: Exato. Quando aparece alguém que está a fim da gente, sempre procuramos achar defeitos para a pessoa. Ah, ele é meio estranho, ele é feio, tem barriginha. Dai vivemos naquela eterna busca, pelo príncipe encantando.
Kelly: Às vezes, tenho impressão de que esse é um problema do ser humano: afinal, uma das nossas buscas é encontrar ALGUÉM.. e quando a gente se depara com a solução, a gente bloqueia, porque entra aquele sentimento de '-Mas já?', como se fosse perder a graça depois disso.. Sério.. às vezes eu encuco com essas coisas. É algo meio contraditório: como se a gente gostasse dessa situação, sabe.
Cláudia: Então, homens e mulheres do meu Brasil, o problema não é a falta de pessoas do sexo oposto para se relacionar, o problema é a gente não querer quem quer a gente. Vai enteder, né?
Kelly: É o problema do 'timing' [que o povo costuma falar].. A pessoa gosta de você, você não. Daí a pessoa desiste e você se apaixona.. Poxa, porque tudo não podia acontecer no tempo certinho? Mas não..
Cláudia: Nãoooo.. a gente gosta das coisas sempre com muita emoção, nada de coisa fácil. Só é bom quando tem sofrimento hahahhahaha. Quando acontece assim muito simples a gente até estranha.
Kelly: É!! A gente reclama reclama da vida, mas quando a vida manda as coisas, a gente quer o 'sufoco' junto.. porque senão, não tem graça.. que coisa..
Cláudia: Mas fica aqui meu conselho, dê oportunidade para aquele menino feinho, estranho que senta lá na primeira carteira da sala. Vamos experimentar o novo, chega de padrões de beleza, chega de seguir essas regras idiotas que a sociedade nos impõe.
Kelly: hahahah.. Boa! Meu conselho seria: dê chance se você perceber que no fundo no fundo tem uma quedinha por aquele cara que tá tão a fim de você.. porque nunca se sabe.. os sentimentos surgem.. Ao mesmo passo que, às vezes, aquele cara que você ama, vocês ficam juntos e depois você desencana [ou vai falar que isso nunca te aconteceu?]. Ou seja, tudo pode acontecer nessa vida.
Cláudia: Se permitam, se libertem e sejam felizes!!!!









