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terça-feira, 2 de abril de 2013

Namoros longos

Na teoria, um relacionamento deve durar enquanto estiver fazendo bem para as duas pessoas envolvidas. Porém, sabemos que nem sempre assim... é fácil encontrar namoros longos e, infelizmente, vazios. Relacionamentos de 5, 10 anos que só sobrevivem por comodidade.


Mica: Ficar tanto tempo junto deve ser garantia de que muita água vai rolar, brigas, mágoas e tal. Então, acho que mantemos relações assim porque nos acostumamos a elas. Como algo que entra na sua vida e faz parte dela, até dá vontade de mudar às vezes, mas os dias simplesmente vão passando. Tipo um emprego.

Kelly: Eu já tive dois namoros longos. E duraram em média 4 anos cada um. Anos felizes? Não, em nenhum dos dois. Só posso resumir em uma palavra: cagada. No primeiro, eu queria ter saído fora muito antes, mas confesso não ter tido peito o suficiente. No segundo namoro, falei que não ia repetir o erro do primeiro, mas a gente fica naquelas "vai que melhora, vai que dá certo, vai que terminar será um erro enorme na vida, vai que..."

Mica: É, isso tudo é a velha insegurança. Porque pra terminar é preciso coragem: enfrentar a pessoa, as consequências, ficar solteira de novo, cair no mercado de novo, achar amigas solteiras pra voltar a sair, não poder contar com a pessoa para coisas que já se estava acostumada a contar... Insegurança por ter que fazer uma escolha e se arrepender depois. Mas não acho que é a Kelly que sente isso, acho que somos todos nós (inclusive os homens que adoram dizer que a mulherada adora a segurança do relacionamento). Não é fácil simplesmente olhar pra coisa, enxergar friamente que não rola mais e dizer: chega. Eu acho que não é.

Kelly: Falando por mim, nunca foi... Acho que sim, perdi 4 anos em um e quase 4 no outro. Mas me assusto muito mais quando vejo gente em um relacionamento de 10 anos (ou quase isso ou mais) e confessa a infelicidade, a frustração, mas que fica junto porque "ah, é muito tempo para deixar pra lá"... Daí, às vezes se casam ou moram junto (dá na mesma) e eu me pergunto: Pra quê isso? Não, não estou nem um pouco interessada em cuidar da vida alheia. O caso aqui é uma preocupação sincera com gente que eu gosto. Gente que eu gostaria de pegar nos ombros, chacoalhar e dizer 'PARA!'.

Mica: Eu acho que uma das grandes coisas dessa vida é mesmo o que se pode viver com o outro, mas quem foi que disse que tem que ser pra sempre ou qualquer coisa assim? O medo, o comodismo, as dúvidas, podem nos travar e impedir de viver coisas melhores. “Já investi 10 anos, não vou deixar pra lá”. Ok, e os novos investimentos que pode estar perdendo por insistir em algo que já acabou? Se seu alerta soou, escute. A gente sabe o que realmente acontece, mas muda a visão só pra poder viver do mesmo jeito, sem ter que enfrentar a realidade.

Kelly: Ah, e tem algo que não quero deixar passar: os comportamentos distintos entre homens e mulheres. Não é regra, mas nestas situações de comodismo, o que um cara faz: Trai. (Repito: não é regra e não estou julgando também). Vejo muito cara com dó da mulher, que acha desleal namorar tanto tempo e não casar... Mas daí, sabe como é... se interessa por outras e vai ficando com uma ali, outra aqui. Repito: Pra quê isso, gente? Tô dizendo que mulher não trai? Não. Mas em amigas vejo outro comportamento: a mulher se apaga. Se conforma com o seu "destino infeliz" e vai levando... daí, tem umas que acha que engravidar vai dar graça e sentido à vida, mas enfim, daí já é outra história...

Mica: Usando um clichê - “a vida é muito curta”. E é verdade. Não vai dar tempo de fazer tudo, então ficar perdendo tempo em relação infeliz é masoquismo. Isso me faz pensar, que como em muitas outras coisas, o problema está lá dentro, guardadinho. Porque alguém que realmente se gosta não permite algo que o faz mal, fazer parte da sua vida. E não estou falando só de relações violentas ou coisas assim. Estou falando do medo de ficar sozinho. Porque é tão difícil ficar sozinho? Não deveria ser o contrário? Quando estou só, comigo, estou totalmente segura: eu não vou me fazer mal, eu não vou me trair, eu não vou deixar de investir em mim. O outro é pra ser um a mais na nossa vida, não A nossa vida. Aí o namoro acaba e você deixa de existir até que namore novamente? Não. Então tem que dar um jeito de ser feliz sozinho. Se independente de ter ou não namorado, namorada, você consegue ficar em paz sozinho na sua casa, fazendo coisas que gosta, sem pensar em ninguém, por um dia inteiro, você está no caminho certo. Agora, se depois de duas horas você já está desesperado ligando pra alguém pra fazer alguma coisa, procurando amigos na net, fuçando no perfil de paqueras... pare e pense, não devia ser tão difícil assim ficar com si mesmo.

Kelly: Hoje em dia, mais velha e talvez mais madura, me policio para não errar pela terceira vez. E como faço? Bom, uma vez ouvi algo que não deve ser surpresa pra ninguém: Os primeiros meses te ajudam a ter uma BOA noção de como será o namoro. Se nos 3 primeiros meses, você percebe costumes que te incomodam, ou características que o outro faz questão de manter: Caia fora! Investir em um namoro que você percebe que não tem a ver contigo não tem sentido. E às vezes a gente vai ficando porque o sexo com aquele cara é foda e existe um tesão e química absurdos! Erro detected. Sabe por quê? Se o seu objetivo na vida quanto a relacionamento for apenas satisfação sexual, tudo certo. Mas se desejar mais do que isso da outra pessoa, acho meio óbvio que uma hora você vai broxar, enjoar, cansar.

Mica: Essa dica é muito boa! Eu lembro de namoros em que com um mês meu alerta soou e pensei “esse cara pode acabar fazendo tal coisa” e sim, o namoro acabou como pensei. Podia ter evitado uma história ruim... Acho que temos que dar ouvidos a esses alertas sempre, em qualquer momento da relação.

Kelly: Outro ponto: e quando o namoro começa perfeito e se desgasta lá na frente? Daí os dois ficam sem saber o porquê ou o que fazer. Ué, todo mundo muda. O que era prioridade pra um, passa a não ser mais. Ou qualidades que cada um tinha, somem. Às vezes, as mudanças em ambos dão tão certo que o casal acaba se apaixonando várias vezes um pelo outro. Mas caso isso não role, caso sinta o alerta que a Mica citou, pare e repense: Será que se eu conhecesse esta pessoa AGORA, eu me apaixonaria por ela? (...)

Então amiga e amigo, aprenda a dar pé na bunda e pratique. Sua felicidade pode depender disso!



sábado, 4 de agosto de 2012

E aí, qualé, que é?!

Mulheres aderindo a linguagem 'mina, mano, treta, truta, é nóis e palavrões' e Homens falando como mulheres 'estou indo nanar, vou mimi, quero fazer xixi...' O que está acontecendo?

Semanas atrás, recebemos de um amigo e leitor, a sugestão para que o caso feminino citado acima fosse abordado porque tal linguajar o incomodava. E daí, lembramos também que algo parecido tem ocorrido no universo masculino - só que ao contrário. Saia justa: sim ou claro? Lá vamos nós!


Mica: Vamos por partes: mulherada super gíria. Confesso que não conheço muitas, talvez seja um fenômeno novo (a velha), mas tem coisa que sempre fica estranha. Não exatamente por ser mulher, mas por estar relacionado a algum estereótipo. Tipo “mano” na década de 80 - minha adolescência - mano era coisa de trombadinha. Então ninguém que não era trombadinha queria falar mano e ser identificado com isso. Hoje já é normal, mas eu continuo odiando. 

Kelly: Em São Paulo, desde que eu nasci e tenho conhecimento, sempre foi natural o uso do 'meu'. E pra mim ficou claro que de uns anos pra cá, o 'meu' foi parcialmente substituído por 'mano'. Eu não sei com que frequência 'mano' é usado em outros estados, mas sei que em SP, tanto no interior como na capital paulista, se tornou comum. Também sou da época que 'mano' soava horrível, vindo tanto da boca de um homem quanto de uma mulher. Hoje, ainda é feio para algumas pessoas, e não é para outras. Eu me encaixo na turma do 'não', pelo simples fato de que toda vez que ouço 'mano', não enxergo como 'vocabulário de trombadinha' e sim o 'meu' de forma disfarçada. Porém, se pega mal para mulher, hmmm, complicado. Eu assumo que falo 'meu, mano e treta' com amigos. Digamos que rola uma piada interna, e que quando falo deste jeito, estou no 'modo brincadeira'. De qualquer forma, só uso com quem tenho intimidade. Confesso que não falaria assim com um professor da faculdade ou com meu chefe, por exemplo. Acharia horrível. Não teria porque falar assim com eles. Enfim...

Mica: O próprio conceito de gíria traz a ideia de que é a linguagem de determinados grupos. Assim como as brincadeiras internas, algumas gírias só fazem sentido nestes grupos. Mas pensando se isso atrai ou não numa pessoa, a resposta é sim. Porque tem cara que vai olhar pra mina falando gíria e pensar “credo, que maloqueira!” e outros que vão suspirar de amores... Cara que fala errado me brocha. Excesso de gíras também. Uma vez um cara chegou em mim com a seguinte frase “e aí mina, qual é a do molho!?” Resposta: tomate. Ah vá!

Kelly: Sim, cada um tem um gosto e palpite do que é atraente. Falando de mulheres, se é certo ou não, se é bonitinho ou deixa de ser, é difícil criar uma regra aqui. A Glória Kalil provavelmente diria que é péssimo, hahah. Mas eu, particularmente, acharia um saco falar formalmente o tempo todo. Porém, concordo que o excesso cansa. Comigo ainda não aconteceu de ter contato com uma garota que fala 5 vezes a palavra mano numa frase, senão, certamente me incomodaria [assim como acho que QUALQUER palavra que é usada demasiadamente, cansa].

Mica: O meu querido José Saramago dizia “a língua é a maior expressão cultural de um povo”. Não é só a língua culta - gírias, regionalismos e neologismos também entram nessa conta. O triste é ver que as pessoas não valorizam isso. Saber falar corretamente não implica não falar gírias e tal. Ter uma linguagem mais solta também não implica em não saber falar corretamente. Uma coisa não briga com a outra. Outra questão é saber onde e quando empregar cada coisa. Eu não vou chegar na balada e começar a despejar o vocabulário mais culto do mundo. Mas também não faz sentido me apresentar para um paquera da forma mais tosca do mundo... Eu não sei quem é o cara, eu não sei se ele vai me entender, se isso vai facilitar ou atrapalhar. Linguagem serve para interação e isso só rola se as pessoas se entenderem... um mínimo de esforço é necessário, poxa!

Kelly: Falando sobre homens, percebo que assim como algumas mulheres estão "falando que nem macho", de repente, vejo cada vez mais homens falando como menininhas. Eu tenho HORROR quando um cara fala/escreve 'vou nanar, vou mimi'. SÉRIO. Poderia ser o Gael García Bernal, eu deixava falando sozinho! Se estou sendo radical, não importa, a questão é que cada um tem uma lista de coisas que atraem ou afastam. E tenho consciência que, assim como me acho no direito de achar tosco homem que fala deste jeito, também não posso reclamar caso ele entorte a boca ao me ouvir falando um palavrão. Questão de gosto. Até porque, nenhum dos dois é obrigado a estar com o outro no final. Pronto.

Mica: Linguagem de criança e voizinhas ridículas é a típica coisa que me faz olhar para trás e pensar: aff Micaela, que vergonha! No meio do namoro, já aconteceu mais de uma vez, mas depois que a paixão acaba, volta a ser ridículo. No entanto ainda dá pra entender, coisas de namoro. Agora ver o cara postando no facebook “vou nanar” é algo que me deixa com cara de ponto de interrogação e a pior impressão possível do bofe. Isso é coisa de moleque mimado que não virou homem ainda e tá procurando uma substituta para a mãe.

Kelly: Enfim... se analisarmos o porquê desta 'troca', quais seriam as conclusões? A de que os homens estão mais sensíveis e  as mulheres masculinizadas? Não sei. Aposto que há mulheres que  acham uma graça 'homem que faz pipi', assim como tem caras que sorriem quando a garota diz 'E aí, firmeza?'. Como cada um dos sexos vai lidar com isso, acredito que não dá pra generalizar.

Mica: Eu acho que é culturalmente mais amplo do que masculinizadas ou feminilizados. Acho que as interpretações disso vão estar mais ligadas a visão de mundo como um todo, para além dos papéis sexuais. Exemplo: eu não acho masculinizado falar “mano”, me remete mais a pobre, ladrão, vulgar. E não acho feminilizado falar como criança, me remete a criança mesmo. Já para o nosso leitor, as garotas ficam masculinizadas e feias. Ele está errado? Eu estou errada? Não. Mas se escolhemos nos colocar assim, temos que lidar com o que vamos parecer aos olhos dos outros. Não que isso importe, mas rola. Se você não quer parecer criança, não fale como criança. Se pouco se importa, fale. Porque sempre vai ter quem gosta e quem deteste.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Procura-se: AMOR


Telefone para contato (16) 8x0x-xxx5

A pergunta que eu mais ouço:
'E o namorado?'
Eu respondo: 'Não tenho namorado.'
'Como não tem namorado?'
A cara já muda e respondo.' Não tenho, simples assim.'
'Ahh, você não tem porque não quer, fica escolhendo demais. Bonita desse jeito, deve ter muitos homens atrás.'

Nessa hora eu faço aquela cara de boneca na caixa e respondo 'Quem me dera que fosse assim...'
Até meia tem um par e você ai sozinha


Por onde anda essa facilidade em achar um namorado, que as pessoas afirmam existir? Cadê saporra de amor, que todo mundo fala???? Cadê??? Isso deve existir só lá no mundo de Nárnia, só pode.
E não me venham com respostas clichês:  'Tenha paciência', 'Tudo acontece no seu momento certo', 'Tenha calma o que é seu está guardado'. Quando escuto essas coisas eu logo penso 'Pronto, me lasquei, guardaram o meu amor tão bem guardado que agora ninguém lembra onde'.
A situação vai ficando cada dia mais desesperadora, quando convites de casamento dos seus primos mais novos, amigos de infância e faculdade, começam a chegar. Não me entendam mal, não é inveja, é desespero mesmo. Você vê as pessoas casando, tendo filhos e você lá, sem o menor sinal de envolvimento, praticamente uma samambaia.
Nem me lembro da última vez que um homem me disse 'Eu te amo'. Flores então??? MIMIMIMI
E você aí, que está lendo pensa: 'Eu não me importo com isso, tenho outros projetos em mente'. Tudo bem, você pode até ter outros projetos em mente, mas dizer que não se importa é mentira. Todo mundo quer ter alguém em um domingo à noite, num dia frio, dormir de conchinha e ouvir um 'eu te amo'.
Cupido FDP, não acerta uma.
Por esses motivos, frequentar festas de família e afins, tornou-se um tipo de tortura emocional. Quando surge algum convite para estes eventos, sempre penso em recorrer as páginas amarelas, mas especificamente na letra N de "namorado de aluguel".
É galera a vida não está fácil pra ninguém. Por isso, aqui vai meu humilde conselho: Pra quem já achou a azeitona da empada, conserve bem, mantenha sempre aquecido e em ambiente agradável, porque o mundo aqui fora é cruel.



Beijos para a turma do F.A.A - FOVERER ALONE ANÔNIMOS.

sábado, 26 de novembro de 2011

Os foras que nós damos.


Vocês homens acham que são os únicos que dominam a arte dos foras e do enrolation???? NOT. Mulher quando quer, sabe desempenhar muito bem esse papel,  diríamos que até com mais classe e criatividade.

Cláudia: Acho que até desaprendi a fazer isso, de tantos fora que eu tenho levado ultimamente.

Mica: Eu sou muito rígida pra dar fora. Como detesto que me deixem no banho maria, se corto um cara é porque não há a menor possibilidade e costumo deixar isso muito claro. Em namoro, eu dei fora uma única vez. Depois de dois anos cheguei e disse “eu não gosto mais de você, quero sair com minhas amigas, curtir, não estou mais feliz.” Depois de uns dias ele me procurou super tristinho. Acabou comigo, falou mil coisas. Eu só disse “Você tem toda razão, é isso mesmo que eu sou, melhor me esquecer”. 

Cláudia: Em namoros quando existe sentimento, eu prefiro que terminem comigo, do que ter que terminar. Detesto fazer as pessoas sofrerem, sempre entrei com a bunda eles com o pé. BUT vou confessar uma coisa, eu não descarto logo de cara não, sempre dou uma verificada no terreno antes de dar um fora, vai que eu estou me precipitando.  Mas não chego ao nivel de ser uma cozinheira. Na verdade eu só cozinho o cara quando eu não sei se quero ou não, dai eu assumo, faço uma panqueca boa hahah. 

Mica: Meu sonho é ser cozinheira! O lucro é maior e ninguém fica te achando cruel. Mas eu tenho o defeito de, como odeio ser cozinhada, não consiguir cozinhar ninguém. Eu tenho mania de achar que é mais justo falar o que sinto. É mais justo sim, mas ninguém faz isso. Agora em balada, meus foras são mais engraçadinhos. Como numa festa da faculdade em que um cara me laçou pela cintura e era tão alto que fiquei na ponta dos pés. Eu toda rocker, sendo agarrada por um peão de frigideira na cintura e chapéu na cabeça... Ele perguntou “Você estuda aqui?” (a festa era na UNESP, minha faculdade) E eu “Sim. E você estuda na UNIMAR.” “Como você sabe?” “Porque já vai agarrando!” e fiz cara de nojo empurrando ele. O melhor deste fora, foi ouvir a risada dos amigos dele. 

Cláudia: Acho que deveríamos dar umas dicas para nossos amigos perceberem quando o relacionamento ou um futuro relacionamento está fadado ao fracasso. Por exemplo: Quando o cara convida a guria para sair e ela chama 50 amigas para ir junto, corre amigo, vaza porque ela NÃO te quer.

Mica: Eu já fiz isso por pura insegurança... Não saquei se era namoro ou amizade e levei uma comparsa pra qualquer eventualidade. Mas se ficou claro que é encontro, levar amigas é tirar o corpo fora mesmo. Tem o fora sabonete. Aquele que a mina é super lisa e não há cantada que pegue. Você canta, ela educada escorrega e nada rola. Isso é um fora. Não adianta tentar 30 vezes achando que uma hora ela perde a vergonha. Não é vergonha,  é fora delicado mesmo.

Cláudia: Ahh tem aquele, que o cara te manda mensagem dizendo que está na porta da sua casa, e você apaga todas as luzes pra fingir que está dormindo. Meu amigo, um bom jogador sabe a hora de tirar o time de campo, e se aconteceu isso com você, essa é a sua hora.

Mica: Ah o fora “morta de cansada” né!? Em 99% dos casos é desculpa. Assim como os meninos, mulher não troca uma boa ficada por sono. Sono se recupera depois. Se ela prefere dormir, esquece. 

Cláudia: É aquele história, quando a pessoa quer, ela vai até para o japão a pé! Não tem dor de cabeça, resfriado nem sono que atrapalhem. 

Mica: Mas com mulher nada é simples né!? Como o fora “não te quero nunca mais, só que ao contrário”. Geralmente usado para descontar alguma raivinha causada pelo bofe, uma forma de fazer ele olhar para o que está perdendo e valorizar. Eu gosto de chamar esse de “fora educativo”. E não reclamem meninos, dá certo. 

Cláudia: Outro passa fora muito comum; é aquele que o cara está em uma balada, barzinho ou qualquer local, e o ex namorado da pretendente esteja. Mulher que é mulher vai dar uma usadinha no fofo, mesmo não estando afim só para fazer uma cena para o finado, mas logo em seguida virá um fora do tipo. ‘Desculpe mas eu ainda não estou pronta para me envolver com outro’.

Mica: Isso me fez lembrar do esquema Credicard. Quando você consegue enfim superar o fora, se produz, vai pro mesmo churrasco que o ex, e se torna a atenção da festa. Inclusive para os amigos dele. Vai embora sem ficar com ninguém, rindo, porque a “a cara de bobo do seu ex-namorado, não tem preço!”. É quase como dar um fora. 

Cláudia: hahahhah isso deve ser muito bom. Um dia preciso experimentar essa sensação.
Mas sabe qual é o pior tipo de fora??? Na minha humilde opinião, é o cara estar a noite toda investindo na guria, colocando em prática toda a sopa de letrinha que ele tomou no jantar, dai ele sai 5 minutos para fazer aquele xixizinho básico e quando volta, a donzela cobiçada está nos braços de outro,  essa é cruel ( Já fiz isso uma vez). 

Mica: Mas completamente compreensível, pois em 90% dos casos, ida ao banheiro significa “dar um perdido”. Os outros 10% se dividem entre “ele quer mesmo ficar com você” e “ufa! até que fim me livrei do chato!”.

Cláudia: hahahahhaha esse nem era o “ufa um chato” mas pra ficar no momento não rolava.  Sabe Mica, agora falando nesse assunto eu cheguei a uma conclusão. Eu me encaixo na definição de pessoas cozinheiras, acho que eu cozinho os homens. Olha só, descobri uma coisa que eu não tinha me dado conta. Eu não quero, mas também não largo o osso. Que triste né?

Mica: Nãoooo. Eles fazem isso com a gente, alguém tem que equilibrar esse Karma! 

Cláudia: Então, acho que essa parada de ser cozinheira é melhor, pois você não fecha nenhuma porta. Olha aeee o porque da minha grande dificuldade em me lembrar dos foras, eu sempre dou uma enroladinha para garantir o futuro, por conta disso os foras não ecxistem ( não que eu me lembre) 

Mica: Né!? Vantagens, há muitas vantagens na gastronomia. Mas eu sou colecionadora:  figurinha repetida não completa o álbum. No máximo dá pra bater um bafo, se não estiver rasgada e nem for muito manjada. 

Cláudia: Ahhhh sim caminhar só pra frente. Não tenho hábito de ficar rebobinando a fita não. Prato requentado não me apetece 

sábado, 12 de novembro de 2011

Pode ser ou tá difícil?


Quem nunca foi em uma balada e não se deparou com alguma daquelas cantadinhas de pedreiro?! Aquelas do tipo 'E aí, gata, o que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa?' Vai que cola né?? Tem algumas que são pra cabá com o pequí do góias, mas tem outras que até dá pra perder uns minutos pela criativade.

Cláudia: Fui em uma festa à fantasia ano passado, e o cara chegou em mim e entregou uma colher. Daí eu fiquei meio sem entender e tive que perguntar: 'Pra que essa colher?', ele responde 'É porque eu estou te dando sopa!' hahahhahaha, foi criativa, mas nem tanto para me ganhar de brinde, rs

Kelly: A cantada que mais fácil me vem a mente é 'E aí, gata, tem namorado?', dãr. Qualquer cantada que o cara envolva a palavra 'namorado' no meio, eu já penso que o cara é um bundão, que tá investigando antes porque já tá com medinho de levar uma 'cóça'. =P

Cláudia: Realmente Kellynha, homem que chega assim, já demonstra que é faixa branca no item cantadas, paqueras e afins. Homem faixa preta, descobre de outro jeito.

Kelly: Também acho, Claudinha. Moleque que fala isso. Outra péssima é aquela 'O que uma garota bonita como você faz aqui sozinha?'. Muito dãaaaar. 

Cláudia: Uma vez em uma balada, passei por um cara, ele me parou e olhou bem no fundo dos meus olhos e disse: 'Sabia que eu beijo bem?', eu respondi 'Ah, é? Deixa eu ver se é verdade!' huahuahuahuahua. Gente se o beijo era bom eu não lembro, mas nós caímos no chão. Ele caiu de costas, sabe? E eu por cima dele. Xentem, que bafão, abriu uma roda e nós lá no meio. Minhas amigas onde estavam??? Do outro lado da balada morrendo de vergonha, ninguém me ajudou. 

Mica: Ui! Eu te ajudaria a cair, Clau! Quando minhas amigas caem em balada eu rio e caio junto, tentando levantá-las. Uma coisa comum, que escuto nas baladas, é o 'Eu estou te olhando a noite toda'. Em alguns casos é verdade, o cara estava por ali a noite toda. Em outros pode até ser, mas eu nem lembro do cara. Acabo sempre soltando um 'é? nossa nem te vi', mesmo quando é mentira. O engraçado é que a resposta é algo do tipo 'desde a fila' ou 'desde a entrada', sempre.

Cláudia: Essa daí não cola comigo não, eu já falo 'se olhou a noite inteira, porque só apareceu agora????' Ahh vá, né?!

Kelly: Uma coisa que também não gosto, é quando o cara já vem pegando em mim, me agarrando. Se for um Beto Lee da vida, ok, mas como nunca é, então sai fora! hahahaha 

Cláudia: Voltando da faculdade um dia, passou um bêbado de bicicleta e gritou assim 'Aoooo lá em casa na minha caminha de solteiro', nesse dia eu ri! hahahahhaha

Mica: Dessas eu já ouvi o velho “nossa você não anda, você desfila!” Achei gay.

Kelly: To lembrando de uma vez que eu tava dançando na formatura de uma amiga minha, ao som de Lady Gaga. O cara chegou na minha frente e começou a dançar também, daí falou no meu ouvido 'Olha, eu não tenho a mínima ideia de como dança isso aqui, mas se for pra ficar com você, eu danço'. Levou. hahahahahahhah

Cláudia: Tem umas que de tão ruins, acabam se tornando boas.

Mica: Achei o Lady Gaga fofo, me levava também!

Kelly: Pois é, foi corajoso e não teve medo do ridículo. Curti! Na verdade, to lembrando de outra situação que o cara começou a dançar junto e levou também. Óia só, to percebendo que eu caio nessa 'facin. hahaha não precisa nem falar muito. =P

Mica: Ah, dançar junto tem seu charme mesmo! 

Cláudia: Outro dia me falaram do meu perfume 'Nossa você tem cheiro de chocolate'… daí vocês já imaginam qual foi a sequência da cantada, né?? Que dava vontade de me comer todinha! hahahhahahaha

Mica: Pedreiragem detected! 

Cláudia: Mas era amigo, então não levamos na maldade.

Kelly: To lembrando de outra tão ruim, que dá até desânimo. Aquela que o cara não sabe o que falar e começa a fazer perguntas do tipo 'Você é de onde?' (???) Ai, o que leva um cara fazer perguntas desse tipo? Fica parecendo entrevista de emprego. Dá vontade de falar 'Cala a boca, porra!'. 

Mica: É questionário de crediário, né!? Oi, nome? onde mora? trabalha? estuda? o que? onde? legal. Acabou a conversa.

sábado, 5 de novembro de 2011

Os foras que eles nos dão

Kelly: Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Foras: você já deu ou já levou. Todo mundo tem uma história pra contar. Algumas tristes, e outras pra nos fazerem rir, e MUITO! Afinal, o ser humano surpreende na criatividade quando ao invés de falar a real, cria as maiores situações pra sair de um relacionamento.
Mica: Em 99% dos meus foras de fim de namoro eu ouvi a seguinte frase “Não é você! Você é perfeita: linda, inteligente, divertida... Eu é que não quero namorar”. De tanto ouvir, eu acabei acreditando: Eu sou foda!
Kelly: hahahaha, essa coisa do "É que agora eu não to pronto pra nós dois" é a clássica, né?! Uma vez eu li uma ótima resposta sobre isso, do tipo "Aham, tá, e se eu fosse a Angelina Jolie, você diria mesma coisa??"

Mica: Né!? O lance é que eles tentam usar uma frase padrão e que não magoe. Não tem jeito de não magoar um fora, por mais racional que se seja, rejeição sempre dói. Um amigo uma vez me disse “Mica, se serve de consolo, eu uso essa frase até quando é verdade”. Acho ótimo o ATÉ! Só que é isso mesmo, parece uma frase certa a se dizer.
Kelly: Além dessa, tem outra cena clássica de um fora: Aquela em que o cara simplesmente some, desaparece! Você só se toca que tomou esse fora, porque vê o cara falando com todo mundo, menos com você. E nem pro cara aparecer e falar "...olha, não é você, sou eu". hahaha...
Mica: Essa é mais usada em rolos fixos quase namoros, né!? Quando a coisa pode virar, o cara some! Eu acho que eles correm, amarelam, treeeeemeeeeem!
Kelly: hahah, isso! Você explicou bem: esta é a clássica pros casos que 'quase viraram namoros'. Fugir dá trabalho, rapazes... não é mais fácil falar logo "olha, pensei bem e não quero agora". Eu preferiria, viu... Se for para dar um fora, prefiro jogar a real, mesmo que machuque, mas acho mais digno.
Mica: Mas ser honesto pode fechar a porta pra sempre, né!? E acha que homem fecha alguma porta pra sempre? Eles preferem o velho e irritante banho-maria. Sempre se pode contornar e pegar de novo. Eu adoro dar fora em quem acha que me deixou na reserva.
Kelly: 'Deixar na reserva'- taí outro esquema tático super na moda.
Mica: Nesse lance de reserva, tem algo que me irrita: “o fora que não é fora, mas também não é dentro”. Tipo você lança uma cantadinha (o cara disse que ganhou um vinho e você) “e quando a gente vai beber esse vinho?” aí o cara responde “um dia desses” e você se pergunta “eu levei um picote ou tá rolando!?”. Porque um dia desses é sim, mas pode ser nunca...
Kelly: hahahahaha. A arte da enrolação - muitos homens dominam. E quando ao invés de sumirem, surgem os mil compromissos? De repente o cara passa a ser muito ocupado, e tem na agenda até 'jantar com a avó' [casos verídico]. Tuuudo para não ter que olhar pra sua cara e falar que não quer. Este é do tipo que só dá notícias da sua 'super agitada vida muito looouca'.
Mica: Acho que homem não sabe falar não. Como dissemos, ninguém é obrigado a gostar de ninguém e vai doer de qualquer jeito. Então pra que evitar e ficar criando artifícios? Eles acham mesmo que a gente não saca!?
Kelly: hahaha, boa pergunta! Na verdade, depois que eles conseguem se livrar da gente, acho que eles nem se importam se sacamos ou não, nos tornamos 'página virada' e pronto. OK, mal sabem eles os nomes que ganham depois por conta disso. Afinal, nós mulheres somos craques em xingar. Eu assumo que faço isso bem, nem que seja só na fofoca com as amigas, mas o cara ganha nomes que ele nunca nem imaginaria ou gostaria de ouvir, hahah
Mica: Nossa lembrei de mais um, o fora de 'playba na balada'. Tem cara que se acha né!? Muito, muito. Aí o cara é bonito, está ali expondo a figura na balada e tal. Olho. O cara vira a cara igual modelo quando chega no fim da passarela. Parece até que foi uma ofensa. Eu racho com Barbie assim. Porque cara que faz isso é muito Barbie.

Kelly: Tem o 'fora do cara que namora, mas que fica dando em cima de você'. Soa esquisito isso, mas o que tem de cara nessa situação que fica em cima! e daí, se você é legalzinha, ele já vem com o papo "ah, eu namoro, amo a minha namorada e bla bla bla", mas não sai do seu pé nunca!! Isso aí é filha da putagem das grossas.

Mica: Tem mesmo! Merecem uma voadora.
Kelly: Teve uma época, que mulher era muito criticada quando dava aquele fora "Eu sou legal, não to te dando mole". Revolta masculina justa. Porém, acho que eles aderiram a dar uma dessas também. É parecido com o lance do cara que namora, porém, a diferença é que este tipo NÃO namora. Ele fica em cima, e quando você dá bola, ele vem com o papo de que você confundiu as coisas... na maior linha 'Fui legal, pô, não tô a fim de você'. Dá nojinho.
Mica: Ah, o “você está confundindo as coisas” é clássico. Foi um dos primeiros que ouvi, quando não tinha muita prática e só cantava os caras mais próximos mesmo. Acho possível a confusão, mas em muitos casos eles se deliciam com a situação. Aquele velho prazerzinho de dar bola mesmo sem querer a garota e quando ela está no esquema, dar o fora. Sadismos. Trabalhamos. Mas quer saber? Acho que esses caras são gays. Porque é muito gay se deliciar em dar um fora numa mina. Dá para ouvir o pensamento do cara “sua mocréia”. E olha que já levei foras bem mais dignos de gays, tipo “ah se eu gostasse com certeza te pegaria, você é linda”!

Kelly: Tem também o 'fora-repassa' hahahah. Vou explicar: Você dá o fora primeiro, daí o cara fica tão puto que começa a agir como se fosse ELE quem tivesse dado o fora. Na cabeça dele, ele inverte a situação e começa a te tratar até com dó... Geeeente, este fora é maquiavélico! Você fica numa situação ridícula.

Mica: Nossa eu passei pelo contrário! Tomei o fora e até hoje o cara age como se ele tivesse tomado! Já ouvi até coisas do tipo “depois de tudo que você me falou, de tudo que você fez” EU!? Hilário. Pra não doer, temos só que lembrar, é sempre esse o espírito - “Vamos tomar um fora hoje?”.

sábado, 8 de outubro de 2011

Elas perguntam, ele responde - Rodrigo Marenghi


Cláudia: Gente, esse é o Rodrigo, não é o Santoro, mas é o Marenghi (Merengue para os íntimos).. Estou achando que ele está com medo... Nós não mordemos, só se você pedir, e vai ser com carinho.
Mica: É... 3... às vezes assusta...
Cláudia: Rodrigo, te assusta estar entre 3 mulheres????
Rodrigo: Assusta não, ficaria mais preocupado se tivesse cheio de homem aqui, boa noite.

Mica: Boa noite! Rodrigo, alguém já te explicou o que faremos com você hoje?
Rodrigo: Não, ninguém me falou nada não, rs..
Cláudia: Homem gosta do fator surpresa???
Rodrigo: Creio que sim, não sei no geral, mas pelo menos pra mim, agrada ;)
Mica: Essa é a idéia, vamos te sabatinar.

Cláudia: Por que, vocês homens, são iguais aqueles cachorros de rua, saem correndo atrás do carro latindo desesperados, daí quando o carro para, vocês se assustam colocando o rabo no meio das pernas e vão embora???? Pode isso produção?!
Rodrigo: Não sei se posso responder por todos no geral, mas pelo menos por mim, não sou igual cachorro de rua não, isso aí é coisa de homem 'arregão', chega na hora H, dá pra trás, literalmente.
Mica: Homem arregão! Categoria nova. Tem muito por aí?
Cláudia: Homem arregão, a gente vê por aqui!!!!
Rodrigo: Por aqui já vi alguns sim, Mica. É igual você pegar uma criança de 3 anos e ameaçar a por a chupeta na boca dela, hora que ela vim pra pegar, você tira.
Mica: Eu chamo isso de sadismo.

Kelly: Rodrigo, porque homem adora um 'joguinho amoroso'? Por que vocês adoram quando mulher faz doce?
Rodrigo: Meu, não sei, muito doce às vezes causa diabete, né? Se gostam? Acho que alguns sim, eu já não tenho muita paciência pra lambeção de saco não..
Mica: Fala mais, qual é a taxa que passa pra diabete?
Cláudia: Lembrete: Comprar um aparelho de medir o nível de diabete.
Rodrigo: Quando tá muito no frufru, cheio de amorzinho pra cá, pra lá, tanto o homem quanto a mulher fazendo cu doce, dizendo que faz e não faz, que vai e não vai, que dá e não dá, essas coisinhas.

Mica: Então, vamos a exemplos práticos: ligar no dia seguinte, pode?
Rodrigo: Dependendo da situação.. esse 'teu ligar no dia seguinte' seria após o quê?
Mica: Na verdade o meu eu sei quando ligar. Mas é que esse negócio de o cara ligar é uma dúvida enorme. Primeiro os caras não ligavam no dia seguinte, só lá pelo terceiro pra chamar pra algo e tal. Agora está um tal de ligar no dia seguinte que até me assusta... nem digeri a ficada e o cara já ligou. Mas já ouvi duas explicações: ligou porque tá a fim e, ligou porque isso é papel de homem, mesmo que nem esteja a fim.
Rodrigo: Vai ver que a pessoa tá marcando presença, antes que venha outro e já ligue. Ou o cara tá ligando ainda pra mostrar o devido interesse em certa coisa que ainda não conseguiu na noite anterior... aí já liga no dia seguinte com o plano na cabeça “deixa eu ligar pra ela hoje, quem sabe não rola a noite né, já que ontem não parti pro abate'’.
Mica: Então a teoria do quinto encontro tá certa?
Rodrigo: Não sei, não conheço essa teoria.

Kelly: Merengue.. os homens ainda avaliam negativamente a mulher que dá no primeiro ou segundo encontro?
Rodrigo: Tem homem que avalia tanto no primeiro já quanto no segundo, sei lá, devia ser tudo igual, se a gente pode, por que vocês não? É meio uma questão de cultura acho, não sei te dizer ao certo. Se a mulher acha que vale a pena tá ali com o cara e tudo mais, se estiver a fim realmente, tem mais que 'dá' e pronto.
Mica: Quanto no quinto? Essa é a teoria do quinto encontro: segure pelo menos até o quinto se quer que vire namoro (pessoalmente, acho besta).
Rodrigo: Ah sim, entendi, até o quinto encontro? Caralho hein...
Kelly: Por quê? É muito? huaehuha
Rodrigo: Ah, depende do quanto tá necessitado, se o cara só quer dar uma trepadinha ele não espera até o quinto não, já vai partir pra outra.
Mica: Então quem acredita na teoria tem razão, porque elas dizem que assim só vão ficar os caras “pra namorar”... mas isso numa visão super tradicional da coisa...
Rodrigo: Ou não Mica, o cara pode pensar, “essa vale a pena aguentar mais alguns encontros”
Mica: Eu sabia que não tinha defesa!

Kelly: Merengue, o que mais te irrita numa mulher que você está a fim? Quais são as piores atitudes dela?
Rodrigo: Kelly, não gosto muito de mulher enrolada, meio indecisa no que faz, no que quer, sabe?! Prefiro que vá direto ao ponto: sim ou não, e nada de eu acho, talvez...
Cláudia: Você gosta de mulher no controle da situação é isso?
Rodrigo: Às vezes.. gosto de mulher decidida.
Cláudia: Gosta daquela, mulher que chega e fala: 'Te quiero! Você me quer? É isso?
Rodrigo: Te quiero, puto! (lembrei da música do Rammstein)

Mica: Estou percebendo que pra você tudo tem várias possibilidades, nada é muito fechado. Mas em geral, o que enfrentamos por aí, Rô, é justamente o contrário. Muitos caras têm o discurso super liberal, só que no fundo continuam com os padrõezinhos “menina pra casar” e “menina pra comer”. O que acha?
Rodrigo: Isso é verdade mesmo, vejo muito disso, você vê aquela menina mais contida, mais quietinha e talz, as famosas de “família”, aí dizem que é pra casar. Pega uma mais “soltinha”, ahhh essa dá pra comer só, não dá pra levar nada a sério não, ou além disso.
Mica: Clau, somos mulheres, logo eles não sabem quem somos e enlouquecem tentando saber!
Rodrigo: Como dizem, nunca queira entender uma mulher, é isso, Mica?
Mica: Acho que é, é que categorias desse tipo são cruéis e injustas, não conheço quase nenhuma mulher que caiba nelas. Tenho dó dos caras que pensam assim e das minas também... O amor e o sexo têm tanto mais pra oferecer...

Mica: Essas faminhas que os caras laçam, ainda rola? Tipo 'a bêbada', 'a muito loca', 'a baladeira', 'a piriguete' (esse é o termo mais atual? sou da época da 'galinha')
Rodrigo: Fala ae, galinha é mais bonito que piriguete, não é? Não gosto da palavra piriguete. Mas ainda rola isso sim, a mina que chapa nas baladas, a piriguete.
Kelly: Mulher bêbada na balada: Motivo de vergonha ou você se diverte junto?
Rodrigo: Depende, se estiver chapadona, tirando a roupa, subindo na mesa, fazendo aquele escândalo, é vergonha se for amiga minha, se não for, a gente aproveita.
Mica: Eu nunca vi mina tirando a roupa de bêbada, mas já vi caras....
Rodrigo: Mica, você foi no clube das mulheres, não foi não?
Mica: Sim, mas esses estavam sóbrios, pra arrancar dinheiro das ricaças.
Rodrigo: Aháááá!

Kelly: Pra finalizar, dê 3 dicas para a gente 'não perder um homem em dez dias' [como diz aquele filme lá, auehuaheua]
Cláudia: Nossa ultimamente não dá tempo nem de chegar nos 10 dias hahahaha
Marenghi: Tranca o cara no quarto, de manhã vc leva pão e água, e depois volta à noite... rs.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Te Quiero


Kelly: Homens reclamam de não encontrar a pessoa certa; nós, Mulheres, idem. Mas daí, a gente para pra pensar e vem aquela frase '-Quer dizer, quem eu quero não me quer'. E por aí vai.. porque sabemos que sempre há alguém a fim, a gente é que nunca está a fim de quem tá a fim da gente.. o problema de todos.. pior que problema chato de matemática.


Cláudia: Exato. Quando aparece alguém que está a fim da gente, sempre procuramos achar defeitos para a pessoa. Ah, ele é meio estranho, ele é feio, tem barriginha. Dai vivemos naquela eterna busca, pelo príncipe encantando.


Kelly: Às vezes, tenho impressão de que esse é um problema do ser humano: afinal, uma das nossas buscas é encontrar ALGUÉM.. e quando a gente se depara com a solução, a gente bloqueia, porque entra aquele sentimento de '-Mas já?', como se fosse perder a graça depois disso.. Sério.. às vezes eu encuco com essas coisas. É algo meio contraditório: como se a gente gostasse dessa situação, sabe.


Cláudia: Então, homens e mulheres do meu Brasil, o problema não é a falta de pessoas do sexo oposto para se relacionar, o problema é a gente não querer quem quer a gente. Vai enteder, né?


Kelly: É o problema do 'timing' [que o povo costuma falar].. A pessoa gosta de você, você não. Daí a pessoa desiste e você se apaixona.. Poxa, porque tudo não podia acontecer no tempo certinho? Mas não..


Cláudia: Nãoooo.. a gente gosta das coisas sempre com muita emoção, nada de coisa fácil. Só é bom quando tem sofrimento hahahhahaha. Quando acontece assim muito simples a gente até estranha.


Kelly: É!! A gente reclama reclama da vida, mas quando a vida manda as coisas, a gente quer o 'sufoco' junto.. porque senão, não tem graça.. que coisa..


Cláudia: Mas fica aqui meu conselho, dê oportunidade para aquele menino feinho, estranho que senta lá na primeira carteira da sala. Vamos experimentar o novo, chega de padrões de beleza, chega de seguir essas regras idiotas que a sociedade nos impõe.


Kelly: hahahah.. Boa! Meu conselho seria: dê chance se você perceber que no fundo no fundo tem uma quedinha por aquele cara que tá tão a fim de você.. porque nunca se sabe.. os sentimentos surgem.. Ao mesmo passo que, às vezes, aquele cara que você ama, vocês ficam juntos e depois você desencana [ou vai falar que isso nunca te aconteceu?]. Ou seja, tudo pode acontecer nessa vida.


Cláudia: Se permitam, se libertem e sejam felizes!!!!