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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

9º Episódio - Capítulo de "Malhação" #FAIL

Época de cursinho: uma das melhores fases na vida de qualquer pessoa: Professores bem-humorados, aulas excelentes, pessoal da sala com super alto astral, uma maravilha. E claro que no fim do ano teríamos a festa de despedida da turma...

Eu, imatura e bobona, claro que nessa época estaria apaixonada pelo cara mais bonito da sala [era tipo um Bradley Cooper da vida]. E, por gostos musicais parecidos, havíamos nos tornado grandes amigos. Eu babava, mas em off. Era tímida pra caramba e tentava disfarçar o máximo que podia. Sempre.

Eis que o dia da festinha chegou. E sim, seria na casa do Bradley-adolescente-bonitão. Ele perguntando toda hora se eu iria e aquela coisa toda. Meus amigos de classe afirmando 'Ele tá a fim de você! Tá na cara! blablabla'... Eu tava com pé atrás - mas pensando 'vai que é verdade', né...
Como eu não sabia chegar até na casa dele, ele foi me buscar e tudo. Um doce, né? Tudo tão bonitinho que parecia um episódio "romântico" do seriado global Malhação. 
Chegando lá, vi que: muita gente do cursinho não tinha aparecido e que na festa tinha uma cambada de gente de fora - amigos dele, família e "amigas"...

Na real,  logo de cara a festa estava uma droga. Todo mundo meio disperso, não muito à vontade e sem ter o que fazer a não ser BEBER. E o 'Bradley' com uma das amigas, todo soltinho e aquelas coisas que quando a gente tá a fim do cara, não quer ver. Só me sobrava beber também pra ver se eu dava risada e 'fugia' daquele espetáculo angustiante.

E claro, para confirmar o fiasco, não é que ele começou a ficar com uma das tais "amigas"?!?!

Muito eu esta imagem. A diferença é que a cara já tinha mudado.
Como uma boa garota imatura, eu não soube lidar com a situação. Quanto mais ele beijava a garota, mais vinho eu mandava pra dentro... e comecei a perder a noção do quanto estava bebendo.
Tinha mais dois amigos do cursinho comigo. A gente tentando se divertir como podia, porque tava chato o negócio. Acabou o vinho? Cerveja pra dentro!
Por um momento, percebi que estava começando a ficar alegre demais... Mas no auge da alegria, apareceu um enviado do capeta [só pode] servindo uma tal de Baianinha. Coisa horrorosa, gente. Coisa de cachaceiro jogado no bar! Mas quis experimentar, porque a noção já tinha ido embora. =P

Bastaram dois copos e game over pra mim. O chão era uma linha diagonal. E para não cair, tive que andar me 'segurando' nas paredes, vai vendo. E ao ficar parada, tudo girava. Lembro de ter olhado pro céu e ter visto várias estrelas cadentes [hahaha] e que eu mostrava pros meus amigos, chamando todas elas de cometas [??!], tsc tsc. Imagine se fosse um meteorito, tal qual o da Rússia semana passada?!? Era capaz de eu achar que estava vivendo uma cena do filme Armageddon. Fiquei mal. Pensei que fosse morrer. Que vergonha, amigos, que vergonha. Tsc.


Daí lembro de flashes. Gente indo embora, pessoas vindo falar com a gente, risadas e as frases 'eu não tô bêbada, eu to ótima'... [AHAM]. Eu e mais dois amigos ficamos ali, esperando a noite virar. Eu tava começando a melhorar  e o "Bradley" veio falar comigo. (...)

* pausa para momentos tensos a seguir *

Sem pensar duas vezes, perguntei "Por que você ficou com aquela menina??? Eu gosto de você, poxa, mimimimi..." CADÊ a timidez? Sumiu!
Me declarei e ele soltou coisas do tipo 'Ah, eu até desconfiava que você gostasse de mim, mas não tinha certeza, blablabla..." CADÊ uma amiga pra me puxar de uma porra dessas? Já não tinha mais nenhuma. 
CADÊ os amigos que falavam 'ele gosta de você, vai lá!'. CADÊ, BRASIL?

Socorro.

Não ouvi nada do tipo 'te amo' não. Conversamos um pouco e ele pelo menos foi delicado ao ponto de só me deixar ir embora quando eu estivesse totalmente bem. E sim, com o passar do tempo fiquei sóbria. E pronto, hora de ir pra casa.

* se preparem para mais uma ceninha típica de Malhação:

No caminho, ele se vira pra mim e fala 'quero te dar um beijo'. [também não entendi]. E ok, nos beijamos.

...

Estão achando que foi a cena mais linda do mundo??? Não foi. O beijo simplesmente não encaixava. Depois de uma noite daquelas já não havia mais clima pra beijo algum.


No dia seguinte, tive uma ressaca monstra. E quando fiquei relembrando de tudo o que aconteceu, comecei a pegar raiva do cara. Raiva porque ele tinha ficado outra menina na minha frente, raiva porque ele ficava cheio de frescura comigo, raiva por causa daquele beijo-coxinha, raiva de ter ido naquela festa, e muita raiva de ter bebido tanto. Falei pra mim mesma que nunca mais na vida ia beber de novo [frase típica de bêbado-chapado].

Depois disso, nos vimos poucas vezes. Perdi totalmente o encanto.
Aquela noite me rendeu uma boa noite de choro. Hoje em dia, trocentos anos anos depois, acho até engraçado. Não vejo mais o cara como vilão, haha... Quem tava certo ou errado? Sei lá. Só sei que se todo adolescente passa por uma dessas na vida, aquela foi a minha vez.

E posso dizer que, em vez de final romântico de seriadinho 'Malhação', este dia esteve mais para seriado teen mexicano, hahaha... Paciência né, a vida real tem dessas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

8º Episódio: A mosca mutante



Eu já comentei algumas vezes por aqui sobre meus episódios de luta contra seres estranhos da natureza, mas há um deles que é digno de Oscar.
Foi no ano de 2002, 2003, acho. Faculdade, dividindo o apartamento com uma amiga. Numa das noites quentes de Marília, estamos lá falando, ouvindo música, a casa inteira aberta. Foi então que olhei na direção da janela da cozinha e notei algo brilhando. Uns minutos de silêncio interrompendo a conversa e a constatação: tem um bicho ali. 
Minha amiga se aproximou da janela: é enorme, brilha, tem asas, sei lá o que é isso, mas se a gente fechar a janela, fica para fora. Pronto! Tudo resolvido! Não, claro que não: o "sei lá o que é isso" entrou voando pela casa. O barulho das asas batendo era muito pior que abelha preta. Era um helicóptero sobrevoando a sala. Nossa reação? Clássica: aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh e corremos nos trancar no quarto. Ficamos muito tempo ouvindo o helicóptero voar e bater em tudo na sala. 
Quando enfim o silêncio dominou a sala, começamos a traçar nossos planos de ataque. Primeiro tentamos definir o que era o tal bicho. Só conseguimos classificar como "inseto enorme horrível que voa". Se é inseto, o inseticida deveria matá-lo. Então a Flávia sairia pela porta da lavanderia, pegaria o inseticida e me passaria pela janela do quarto. Aí ela ficaria protegidinha lá enquanto eu atacava o bicho. Ele morreria e fim. Ah tá...
Rolaram umas 3 tentativas da Flávia correr até a lavanderia, porque cada vez que abríamos a porta o helicóptero levantava voo. A cada tentativa nosso medo e nossos olhos aumentavam. E a pergunta era "o que é isso?". Enfim o bichinho decidiu ficar parado na janela da sala e muito lentamente consegui abrir a porta. Enquanto ela correu para lavanderia eu fiquei observando o invasor. Descobri o que era: uma mosca mutante. Deu pra ver o brilho esverdeado, o formato das asas, os olhos enormes. Uma mosca maior que uma barata. Uma mosca mutante. 
Fui então para minha parte do plano: matar a mosca mutante com inseticida de mosca comum. Abre a porta do quarto, mira e... 1º jato - ela saiu voando; 2º jato (um pouco maior) - novo voo; 3º jato - idem; 4º jato - consegui encurralar a mosca mutante num canto e dispensei meia lata de inseticida naquela fdp! Quando parei as asas estavam brancas e cheias de espuma. A mosca deu aquela mexidinha de mosca nas asas, limpou as patinhas e VOOU! Nova onda de gritos e daí pra frente a coisa virou um pandemônio: a Flavia entrou com uma vassoura, a mosca mutante voava, eu com o inseticida, todas gritando. Enfim o bicho foi abatido.  
Anos depois, estou eu na escola com as crianças, e uma vem correndo com a carcaça de um inseto na mão, rindo e assustando as outras. Eu reconheci a carcaça de mosca mutante de longe. Corri na direção da menina - O QUE É ISSO? ONDE VOCÊ PEGOU? - E ouvi uma sonora gargalhada da turma de cinco anos - Calma Prô, é pele de cigarra... Sim, minha mosca mutante era uma simplória cigarra que meus alunos pegavam na mão... 

domingo, 17 de junho de 2012

7º Episódio - Segundo dia de trabalho

Era um dia lindo. Céu azul, pássaros cantando, tão perfeitinho que só faltava uma música serelepe de fundo. Era o meu segundo dia de trabalho. Meu primeiro emprego. Estava feliz que só e o dia prometia. Prometia bosta no caso, mas eu não sabia...

Salto alto nada combina com trajetos longos feitos a pé. Salto alto combina com passarela não com calçada e rua. Eu devia saber...

O trajeto, na verdade, nem era tão longo assim. O ponto de ônibus ficava à 5 min da minha casa. Eu nunca fui lá muito pontual, logo, me atrasei um pouco. E como era o segundo dia, eu ainda não sabia direito o horário certo do ônibus e a palhaçada toda.
Com o coração na mão, lá fui eu. Andando rápido pra valer e eis que avisto um ônibus lá embaixo. Hora de pegar atalho: Cortei caminho, virei à direita, subida e comecei a correr feito louca! Eu correndo com cara de 'estou atrasada', por certo, já devia ser uma cena bem ridícula. Mas mais emocionante, foi sentir meu pé enroscando num buraco e eu ter literalmente voado! Sempre quis voar, mas o Universo entendeu errado o meu pedido e atendeu desse jeito. Só me lembro de ter colocado o braço na frente pra proteger o meu rosto, porque caí de cara pro chão. O tombo foi tão feio, que quando olhei ao redor, tinham crianças passando na rua e elas não estavam gargalhando, mas sim com cara de assustadas. Já viu criança não de rir de um tombo? Daí, vocês podem ter uma ideia. Fiquei com vergonha, mas o foco era o 'ônibus, o ônibus'!! Me levantei rapidamente e sim, vi o ônibus que eu queria ver, passando na rua à frente. Eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo comigo, eu não queria. No ponto, toda ralada e ofegante, perguntei para quem estava ali se era o meu ônibus e sim, eu o havia perdido! Por questão de segundos, SEGUNDOS! Tipo, se eu tivesse saído de casa uns 35 s mais cedo, não teria perdido! 

O problema em perder um ônibus é que, você sabe, não vai passar outro em 10 min. No caso ali, eu teria que esperar uns 40 min. Enfim, o que me restou de opção foi ir até um outro ponto que ficava à 30 min dali, na rodovia, onde passava ônibus toda hora e este fazia o percurso mais rápido. E lá fui eu, gente. Mancando, ralada, cotovelo sangrando, uma felicidade que não cabia em mim. Claro que o ônibus também não estaria vazio, porque, quando o dia pega pra ser uma merda, a desgraça vem completa. Enfim, a tensão não havia passado. Eu não sabia se ficava olhando pro relógio ou pro meu cotovelo. Passada a 'etapa ônibus', ainda tinha o metrô. Depois do metrô, ainda tinha que dar um rolê pra chegar no escritório. Só sei que quando cheguei [atrasei uns 10 ou 15 min, não lembro] a primeira pergunta da minha chefe foi 'O que aconteceu?'. Mas não era pelo atraso. Era porque eu devia estar muito bonita suada, ofegante e com cara de 'game over'. Restou da chefe ainda passar merthiolate em mim [que amor]. E assim foi o meu dia, que demorou horrores pra passar.




Só sei que, nos dias de hoje se eu caísse na rua, poderia ser o emprego dos sonhos, mas eu voltaria pra minha casa, cuidaria de mim e dane-se o resto! Só sei que, quando tenho que andar a pé por muito tempo, não uso salto alto, jamais! Só sei que, depois desse dia, eu não corro mais nem por esporte!!!

Fim.

domingo, 20 de maio de 2012

6º Episódio - Festa de despedida

Em 1998 morei numa das melhores repúblicas que morei na faculdade. Era o sonho feminista: eu e 2 amigos, eles num quarto, eu no meu sozinha, eles limpavam e cozinhavam, eu trabalhava.

Ela era mais conservada, tinha cor, o portão era branco e não
tinha essa grade aumentando o portão e o muro. Agradeço a
Tatiane Pimentel, que foi lá tirar a foto pra mim. 
A São Luís 15, como ficou conhecida, rendeu muitas boas histórias para todos nós. Mas não fazíamos festas daquelas festas de república. Só no meu aniversário rolou uma. Eu era louca por festas, queria uma por mês e olhe lá. Os meninos preferiam e faziam churrascos para os de sempre quase todos os dias. Eu chegava do trabalho e era recebida com uma surpresa: um copo de cerveja, ou um balde de água, ou a casa toda aberta e eles capotados pelos cantos, ou ninguém em casa com um bilhete para encontrá-los em algum boteco. Faculdade? Não naquele ano, para nenhum de nós...
Mas um sonho assim tem que chegar ao fim, né!? Alguém tinha que estudar, se formar, fazer algo da vida. E a república durou exatamente um ano. Quando chegou a semana de entregar a casa, eu estava sozinha nela. Os meninos só viriam no fim de semana. Então eu aprontei: F E S T A! 
Plena terça-feira, segundo dia de aula do ano, eu decido fazer uma festa de despedida e pra ter certeza que ia bombar, pedi pro organizador do trote anunciar a festa no microfone para toda a faculdade... 
Uma das melhores festas da minha vidaaaaa! Tinha tanta gente que nem cabia na casa! E eu totalmente estrela da festa! 
A primeira confusão foi quando eu cheguei em casa e dei de cara com o Rodolfo (um dos moradores) que resolveu voltar mais cedo. Ele odiava as minhas festas, mas foi um anjo. Disse que leu o aviso no mural da faculdade e só pensou "Não, Micaela, hoje não!". 
Mas a confusão mesmo rolou de madrugada, quando a polícia apareceu na festa pela segunda vez. Eu toda alegrinha "pode deixar, vou desligar o som" e o SEU guarda "não adianta mais, você vai pra delegacia". Eu fiquei uns dois minutos parada sem acreditar, achei que era piada, ameaça, algo pra me assustar. Mas o cara confirmou que a vizinha estava na delegacia dando queixa e eu tinha que ir pra lá - nessa hora ele até ficou envergonhado. 
A tal vizinha foi a única que eu não consegui avisar da festa, quando fui na casa dela, não tinha ninguém. 
Lógico que eu me recusei a entrar na viatura e pedi para uma amiga me levar. Quando o povo da festa entendeu o que estava acontecendo a reação foi linda: um cara ofereceu a casa dele para continuar a festa, a maioria foi pra lá e uns 20 seguiram comigo para delegacia, para dar apoio. Imaginem a cena de uma galera chegando na delegacia para me acompanhar... no final ficaram uns 5, não tinha jeito de ficar todo mundo sem dar merda. 
A primeira coisa que a vizinha fez foi dizer "mas é uma menina a dona da festa?" E eu "não, é uma professora, funcionária pública, que está fazendo a segunda e última festa na casa porque me mudo amanhã". Até o delegado abaixou a cabeça. 
Resultado: senhora que precisava dormir passou a noite na delegacia acordada porque a coisa demorou horrores e depois eu fui para a continuação da festa. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

5º Episódio - A Cabeleireira e a Escola


Toda mulher tem alguma história relacionada à cabeleireiro pra contar. E comigo, começou cedo...

Eu tinha 12 anos, meu cabelo era liso escorrido e não crescia muito. Resultado: meus cortes se resumiam ao 'chanel clássico'. Eu não aguentava mais. Queria algo diferente!! Ok. Folheando uma revista em casa, vi um cabelo lindo! O corte dava à modelo um ar rebelde! Daí coloquei na cabeça que era AQUELE.
Minha mãe sempre cortava o cabelo dela num tal salão e daí fomos juntas. Eu estava toda empolgada, seria uma mudança radical! Chegou minha hora de cortar, mostrei pra cabeleireira a revista e falei '- Olha, eu quero igual'.  Eis que a mulher corta daqui, corta de lá... e eu só olhando, tensa, trêmula... a minha cara já estava mudando...

Daí do nada a mulher para e fala '- Pronto! E aí, gostou? hehe'. Eu não acreditava no que eu estava vendo. Ela tinha feito uma franjinha e cortado o cabelo na altura do queixo, ou seja, CHANEL!!! Fiquei revoltada!!! Não consegui disfarçar e respondi de imediato '- NÃO, não gostei'. A mulher ficou desconcertada... Fiquei tão nervosa que não parava de falar pra ela '- Olha a revista, meu cabelo tá totalmente diferente do corte, não era isso, bla bla bla'. Eu só lembro que a mulher queria me convencer de todo jeito de que a diferença era o lado para o qual a modelo tinha penteado o cabelo [olha a desculpa esfarrapada]. Cansei, levantei da cadeira e falei pra minha mãe que ia embora.


Saí pisando duro e dos olhos foram escorrendo lágrimas. Eu tinha odiado MUITO tudo aquilo. E minha mãe atrás falando '- Você me mata de vergonha! Nunca mais vou conseguir voltar lá!'. E eu tentando engolir o choro, simplesmente não me conformava...

Mas o trauma não acaba aqui.

Fui para a escola, e do nada surge uma menina louca falando que eu tinha copiado o corte dela! Eu me esqueci que semanas antes ela havia cortado o cabelo. Pronto, ainda mais essa! Eu tentando explicar que a cabeleireira tinha cortado errado, mas quem ia acreditar?
Essa garota tinha duas vezes o meu tamanho, era briguenta, vivia tomando suspensão, era a garota-problema. E eu era a garota-bocó, que ainda engolia desaforo pra não piorar a situação. [O acontecimento com a cabeleireira foi uma exceção, tá]. Enfim, essa menina ainda completou dizendo que ia me pegar na rua.


Tempos difíceis... Eu passei aquele ano inteiro com medo de apanhar na rua e torcendo para o meu cabelo crescer o mais rápido possível.  No final das contas, a menina não me bateu. Mas fez da minha vida um inferno. A sorte só veio quando no ano seguinte ela mudou de escola.

Isso tudo realmente aconteceu... E daí vocês percebem que, nem tudo na infância é festa e 'ilari ilari-e o-o-o'.

sábado, 21 de janeiro de 2012

4 º Episódio - O MOTEL


Uma mulher sonha desde a infância com seu primeiro namorado e óbvio que comigo não seria diferente. Sou expert em criar expectativas e fazer planos de como seria o primeiro beijo, a primeira transa e o primeiro amor, que na minha inocência juvenil aconteceria com o mesmo cara (pensando bem agora, obrigada Deus por não ser assim). 
Conheci vários caras, beijei mais um tanto, até achar O CARA, aquele que provavelmente seria o meu príncipe encantado, a quem entregaria meu nobre coração e seriamos felizes para sempre. Depois de alguns desencontros O CARA apareceu, ele era lindo, engraçado e amoroso. Ele só tinha um pequeno defeito, era desprovido de inteligência, mas diante de tantas qualidades quem se importa, né?   


Nossa relação já estava séria e estável, praticamente um romance de filme água com açúcar. Foi então resolvemos passar para a segunda etapa, resolvemos fazer amor (sim, nessa época ainda falávamos fazer amor, eu pelo menos falava).
Chegado o grande dia, check list ok, dicas das amigas mais experientes decoradas, vamos nós para a tão aguardada noite de amor. Gatinho passa em casa, conversamos um pouco, aquele clima de sedução no ar e o negócio começa a esquentar, foi então que resolvemos ir para o tão famoso MOTEL. Chegando na porta do motel, aquele letreiro imenso piscando, uma fila para entrar e uma tabela de preços, eis que O CARA abre a boca e diz: 'amor você tem 20,00 para completar o pagamento do MOTEL?'
Subitamente aquela maionese que eu tinha comido no almoço do natal passado resolveu fazer mal justamente naquela hora.    
                                                  



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

3º Episódio - Aconteceu lá nas Minas Gerais



Meus 19 anos, recém tirado carta de habilitação. Todo empolgado que iria parar de dirigir na clandestinidade, resolvi chamar 2 amigos para irmos numa festa em outra cidade. Iríamos sair no sábado a noite e não tínhamos hora pra voltar. Algumas horas antes da grande viagem, estávamos bebendo conhaque com coca-cola... bom... não sabíamos, mas este era o início de todos os problemas.
Iniciamos então a aventura, já sem reflexos por culpa do conhaque e ainda naquelas estradas horríveis de Minas Gerais. Mas estava muito legal, estávamos rindo muito, escutando música. Na época o carro ainda era de "toca-fitas", colocamos o molejão pra cantar e pé na estrada.
Quando avistamos a placa avisando que faltavam 2km apenas pra chegar na tão cobiçada cidade da festa, havia uma curva bem fechada... entrei a 140km/h nela... não deu outra, fui direto no barranco! Foi uma cacetada daquelas...
Os amigos estavam apavorados falando e agora??? O que vamos fazer??? E o que EU estava fazendo?? RINDO... disparei a rir e não conseguia parar... Então saimos do carro pra avaliar os estragos. Opa! A parte da lataria conseguimos desamassar com a mão mesmo só ficou a roda totalmente torta pro lado de fora. Tentei ligar e o carro pegou:
- Gente... vamos colocar na estrada e simbora pra festa!!!
Mais uma vez toparam né... e fomos... imaginem um carro todo torto com a roda pra fora fazendo um barulho de carro de boi?! Éramos nós chegando.
Paramos bem em frente do local, todo mundo olhando (quem conhece cidade de interior sabe que estranhos não são muito bem recebidos), mas até aquele momento, tudo certo.
Entramos na festa e fomos até o salão onde tinha um "DJ" mixando Rick e Renner e Leandro & Leonardo... que festão!!! Logo na entrada 3 mulheres já vieram puxar assunto. Pensei "a sorte está mudando!!" ... Que nada!!! Talvez já tenham notado que alguns lugares parecem ter uma lei: a aversão que os caras sentirão por você é inversamente proporcional ao sucesso que fará com as meninas. 
Aquele era o início de um novo problema! O bambambam da cidade, estava de olho em uma delas e já rolou aquele ciúme por elas terem ido na nossa... pronto, estava armada a confusão! Em questão de segundos estavámos rodeados de peões carnívoros querendo nosso sangue... Um dos meus amigos, que era o maior da turma, bombado com quase 1.90m, saiu correndo em direção ao carro... dai olhei pro meu outro amigo e gritei...

 - Fujam para as montanhaaaasssss
Fomos pro carro e conseguimos fugir dali... rezando para que o carro deles nunca, alcançasse o nosso carro de boi.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

2º episódio - O Banheiro encantado


Eu e o Rodolfo resolvemos comemorar o nosso aniversário de casamento em um restaurante chiquetésimo de São Paulo. Dei o maior trato na pessoa, vestido, salto alto, cabelo preso, até parecia aquelas peruas que mostram a casa nas revistas de desocupadas. Um lugar lindo, mesinhas, talheres de tudo quanto é jeito, garçom puxa a cadeira pra sentar e toda purpurina necessária. E depois de traduzir o menu e conseguir pedir algo possível de comer, é lóóóóóógicoooo que, pobre que é pobre, tem que ir ao banheiro.

Não sei por quê, mas eu adoro chegar nos restaurantes fofos e ir ao banheiro acho que deve ser para ter certeza que o lugar é limpinho, porque “nóis” é pobre mas é limpo! Uma graça o banheiro, parede de água descendo, pia de madeira sobre a bancada e o sabonete líquido para lavar as mãos?! Ficava numa tinazinha de madeira com colherzinha para você colocar...uma GRAÇA!

Mas tinha uma pessoa usando o....o...o.....put´s procurei no Google uma tradução melhor mas não achei, então vai essa mesmo: tinha uma pessoa usando a cabine da privada (éca).

Enfim, a Fofa saiu da cabine da privada e quando eu vou entrar, caem TODOS os meus bobs, ELA não deu a descarga!!!! Não era o nº2, mas poxa, tinha feito xixi e não deu a DESACARGA? Como assim???? No meu banheiro encantado, aquela bruxa não deu a DESCARGA???

Virei pra ela na hora que ela estava abrindo a torneira da minha pia linda e perguntei:

- OI! Você não vai dar a descarga???

A VACA me mediu dos pés a cabeça e me disse um sonoro e único:

- Não. E saiu andando. Sim!! Sem lavar as mãos e sem dar a DESCARGA!!!!

Fiquei Puuuta, baixou a barraqueira, comecei a dar a descarga, falando sozinha...tipo..vaca, porca, como pode? Vem no banheiro lindo desses, blá, blá, blá... Coloquei DOIS protetores de vaso, imagine que euzinha ia sentar onde aquela porca sentou sem proteção dupla, fiz o meu xixizinho básico, DEI a descarga, lavei as mãos umas 30 vezes (o sabonete era muito cheiroso, cremoso, delicioso) e saí do banheiro.

No caminho para a minha mesa, eis que vejo, sentado na mesa linda, a Porca com um cara. Ela falando baixo, parecia a mulher mais fina desse mundo, tipo a Silvia Pfeifer...ah, mas não deu outra, nem pensei, nem respirei. Me dirigi a mesa, olhei para o cara que estava com ela e disse:

- Oi, Boa noite. Só para o seu conhecimento, essa mocinha que está te acompanhando é uma Porca. Ela Fez xixi, não deu a descarga e o PIOOOOOR (dois tons acima) ela não lavou essa mãozinha depois que fez o xixi. Enfim, é uma PORCONA(três tons acima)!

O cara começou a rir e ela começou a falar que eu era louca. Virei as costas e sai andado, aliás rebolando, quase pulandoooo...
O que aconteceu com o casal, não sei, nem sei se o cara era namorado, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.
O que me interessa é que aquele banheiro vai ser encantado sempre para mim!
Banheiro, Sua FOFA, adooorooo você, te garanto que aquela Porca nunca mais vai te deixar sujinho e sem DESCARGA!




Histórias engraçadas, absurdas acontecem todos os dias, e após o sucesso do 1º episódio do seriado, resolvemos ampliar a ideia, para que todos os nossos leitores, compartilhassem conosco esses momentos. E para preservar os personagens reais dessas histórias, criamos 2 personagens fictícios, Talita e Rodolfo.

E quem tiver interesse de contar sua história nos envie um e-mail msmj.blog@gmail.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

1º episódio - O presente de Natal


Para estrear o novo quadro do MSMJ …. Minha vida daria um seriado de TV. 

Um post sobre uma das "coisas engraçadas" que acontecem na minha vida, que na hora eu penso. “ Será que isso só acontece comigo?!?!?”.

Véspera de natal de 1900 e bolinha, eu e meu namorado da época, estávamos passeando no shopping, para escolhermos os presentes de natal.

Eis que entramos em uma dessas lojas de departamento, e na seção de acampamento, ele manda …

- Olha amor que legal.

Eu sem prestar atenção no que ele estava mostrando respondo.

- Nossa legal mesmo. E continuo olhando fixamente para alguma outra coisa interessante, que eu na minha santa ingenuidade, achei que ganharia de presente.

Chega o dia das trocas de presente. Ele chega em casa com um pacote de presente muito, muito grande.

Nossa imaginem minha cara? Fiquei toda frenética, comecei a abrir o presente, ansiosamente pois nem imaginava o que teria dentro daquele pacotão. Cada parte da embalagem do presente que aparecia, minha cara mudava. Eu pensava, calma, deve ser brincadeira, dentro da caixa, vai ter outro presente é pegadinha, me apeguei ao otimismo e continuei abrindo, quando enfim abro a caixa e dentro dela tinha????? Pasmem, um colchão de ar de casal. (alguém ai já ganhou um trem desses de presente de natal, aniversário????)

Vocês devem estar pensando, mas pra quem acampa é um presente legal.

Dai eu respondo: Sim, pra quem GOSTA de acampar, deve ser demais. Mas EU detesto acampar, nós nunca acampamos. Não sei de onde esse abençoado tirou essa idéia brilhante (mentira eu sei, foi do olha amor que legal isso).

Mas o pior, sim teve uma parte pior, ele pegando o colchão vazio de dentro da caixa e enchendo com aquela bombinha de ar, todo feliz me ensinando de como EU deveria fazer para encher o colchão. Imaginem a minha cara vendo aquele trambolho na minha sala. (Na hora eu só conseguia pensar " MY GOD no meu aniversário, ele vai dar a barraca, pra completar o kit acampamento")

Mas como eu sigo a filosofia de vida da Pollyana e o seu jogo do contente, eu falei:

- Amor que lindo, vamos ver se o colchão é tão resistente como diz na caixa,  depois você vai tirar o ar dele, dobrar direitinho e colocar dentro da caixa e trocar por outra coisa tá?