Posso dizer que 2013 foi um daqueles anos em que mais conheci bandas novas - o que me faz abrir um sorriso enorme, porque música é uma das minhas maiores paixões. E de todas estas que conheci, teve uma que ganhou meu coração em cheio: CHVRCHES!
CHVRCHES (pronuncia-se "churches") é formada por um trio escocês, vindos da 'ó terra abençoada' Glasgow, e fazem o que pode se chamar de Pop Eletrônico/Synthpop. A banda é recente: surgiu em 2011, mas só agora em setembro de 2013 foi lançado seu [maravilhoso e impecável] primeiro cd "The Bones of What You Believe" - o qual meu last.fm denuncia que foi o álbum que eu mais ouvi neste ano, sendo mais de 2.600 plays das músicas - isso em apenas 2 meses e meio!!! (comecei a ouvir em outubro.)
CHVRCHES, pra mim, tem uma vibe e um 'quê' de anos 80, só que de forma atualizada e moderna. (Não sei muito bem explicar como isso funciona, mas é assim que consigo descrevê-los.) É daquele tipo de música dançante, que te dá vontade de sair de balada mesmo que sejam 8h da manhã! Pontos extras para a voz doce e linda da vocalista Lauren Mayberry - que é tão linda quanto.
Se eu pudesse, postaria TODAS as músicas do cd aqui, mas daí o post fica enorme e blablablabla, não rola. Então, tive que fazer o ~sacrifício~ de escolher algumas. Espero que estas por si só convençam vocês da belezinha que a banda é.
#Night Sky
#Recover
#By the Throat
#Lies
> Quem quiser encontrar mais vídeos da banda, no Vimeo aparece uma lista mais organizada no campo de busca. Para facilitar, clique aqui.
Este mês decidimos juntar duas paixões para fazer nossas indicações por aqui: cinema e música. Aposto que não sou a única apaixonada por trilhas sonoras neste mundo. Um dos motivos principais: conhecer novas bandas e artistas. Por isso gosto quando além das músicas especialmente compostas para a trilha, os diretores incluem outras, nos fazendo ouvir músicas que gostamos ou nos apresentando novos artistas.
Nesta linha, meu preferido é Tarantino. Sou apaixonada pelo cinema que ele faz e pela sua escolha de trilhas. Já tive vontade de indicar seus filmes aqui, mas confesso que sua fama está tão alta que achei besteira: tenho a sensação de que TODO mundo conhece e gosta de Tarantino. Assim, a opção de indicar a trilha sonora junto foi perfeita, porque posso indicar tudo do cara.
Cronologicamente, trago pra vocês o filme e uma música adorada da trilha:
Reservoir Dogs (1992) - No Brasil "Cães de aluguel" é até hoje considerado o melhor filme independente já feito. Tarantino já mostrava sua tendência de fazer referências a filmes antigos e na época até se levantou uma ideia de plágio, mas nenhum cineasta ou autor processou. Parece que todo mundo entendeu qual era a proposta do cara e isso virou sua marca. Há cenas quase iguais e Tarantino entrega qual foi o filme inspiração. O filme mostra o antes e o depois de um roubo de diamantes realizado por cinco caras que não se conhecem e se tratam por codinomes de cores. Isso já dá o ar sarcástico que a narrativa traz. Outros elementos sempre presente na obra de Tarantino também aparecem, como violência e narrativa não linear. Ah, e a leve participação do diretor também!
O segundo filme dispensa muitos comentários, Pulp Fiction (1994) fez o diretor cair na graça de todo mundo que gosta um pouquinho mais de cinema e se arrisca a assistir um ou outro filme B. Cenas inesquecíveis como o discurso do personagem de Samuel L. Jackson (que até enjoou de tanto que o povo repetia) e John Travalta com Uma Thrumam dançando daquele jeitinho que todo mundo passou a dançar nos anos 90. Esta é com certeza a trilha mais conhecida de Tarantino.
Adaptado do romance Pum Punch de Elmore Leonard, Jackie Brown (1997) é um dos meus filmes preferidos de Tarantino. Tem todos os elementos comuns, mas com reviravoltas que envolvem dinheiro, armas, roubo, traição e tornam o filme intrigante até o final. A trilha sonora tem papel importante na história e pessoalmente recomendo as 17 faixas integrantes do álbum, com alguns bons diálogos do filme, claro. Mas, como tudo é bom, ficamos com a mais famosinha.
Chegamos então ao momento pop de Tarantino, naquele filme que todos assistiram, da minha sobrinha à minha mãe e aí você já sabe que seu diretor querido não é mais tão underground assim. Kill Bill Vol. I e II conseguiu mais que isso, conseguiu ser pop, assistido pela geral e manter o ar independente com os elementos tradicionais do cinema de Tarantino. O discurso final de Bill, sobre o superman é uma crítica tão forte e tão verdadeira que não tem como não ficar refletindo sobre isso depois. A trilha, que saiu como Kill Bill Vol. III é novamente impressionante e rolou uma dúvida aqui sobre qual escolher, mas fiquei com as rocks grrrls cantando descalças (no filme porque aqui elas estão em cima do salto).
Em 2007 o diretor participou do projeto Grindhouse junto com Roberto Rodriguez, onde foi responsável pelo filme Death Proof. A história de um ex-doublê que se considera a prova de morte até encontrar garotas que tão loucas quanto ele. Com muito foco nos clichês e nas cenas exageradas, é um filme irônico e divertido. A trilha sonora é até hoje um dos meus álbuns para se ouvir no carro, indo pra balada. Presente especial foi ter me apresentado Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich.
Aí o cara faz um filme redenção que nos permite a morte do tirano e você se vê torcendo muito por um grupo de psicopatas loucos que estão vingando todas as vítimas do nazismo com uma crueldade de igual nível. Com um plus de ter o Brad dando o seu habitual show de interpretação. Bastardos Inglórios (2009) é o líder de bilheteria entre os filmes de Tarantino, ganhou vários prêmios, teve 8 indicações ao Oscar e ainda levou a estatueta de melhor ator coadjuvante com Christoph Waltz no papel do nazista Hans Landa.
O aclamado Django Unchained (2012) eu ainda não assisti, não posso dizer nada. Mas olha só, isso é só dos filmes em que ele é o diretor, fora os que participou como produtor, roteirista, ator... Tem muito coisa boa em filme e música por aí.
Como havia dito, comecei a falar do último trabalho lançado e fui voltando no tempo. Hoje falarei sobre 1º e o 4º cd. E deixei ambos para a Parte I, por dois motivos:
- Primeiro álbum de estúdio, logo, tinha que fazer parte do 'começo' da série.
- Ambos os cds citados são mais próximos quanto ao estilo, do que os outros já mencionados.
O primeiro cd, o Room for Squares, foi lançado em 2001. Há quem o classifique como 'pop rock'... mas, opinião particular, está bem mais para o Pop... Particularmente não sou muito fã deste estilo, mas reconheço que o álbum e a sua "estréia", deve ter sido um tapa na cara de muitos cantores por aí. Ao ouvir Room for Squares, é fácil enxergar de longe todo o seu potencial como músico e compositor. E digo mais, uma das canções lhe rendeu um Grammy de cara. Enfim, se na época JM foi considerado uma promessa da música, sabemos hoje que ele não desapontou. ;)
She comes and goes, like no one can...
* sim, a letra é exatamente sobre isso que você está pensando. =P
And if you want love, we'll make it...
* sim, esta também. haha =P
Após o sucesso do Continuum (de 2006), John só foi lançar outro cd em 2009. E este, o Battle Studies, não lembraria muito o álbum anterior. Praticamente nada de blues, nada de canções como Gravity... o que acabou decepcionando muito fã que contava com uma continuação surpreendente. Em Battle Studies, ele volta para o pop - mas arrisco a dizer que BEM mais maduro.
Contendo letras pessoais, JM desabafa sobre amores, fim de relacionamento, indecisão, confusão, o que fazer da vida e todas aquelas coisas que só quem já passou por um fim de namoro, sabe como é.
God only knows how much I'd love you if you let me.
Friends, lovers or nothing. There can only be one.
***
Obs.: Neste "especial" JM, falei apenas dos 5 álbuns de estúdio. Para quem se interessar pela discografia completa, basta entrar aqui.
Nota: Ainda não haviam sido criados 3 posts sobre um mesmo músico no MSMJ FM. Achei que valia a pena tentar, porque, se vocês conseguiram notar, o cara até hoje não seguiu a mesma linha em todos os seus cds. Ele é vários em um só! E o melhor de tudo: fica muito BOM! Sou assumidamente fã do trabalho dele e sempre insistirei que, o cara nunca foi apenas um rosto bonito... pra quem gosta de música, sempre convidarei a dar uma chance à ele. É isso. ;)
Eu me apaixonei por essa banda escocesa em uma nota e me surpreendi quando descobri que ela existe desde 1996. Aos meus ouvidos seu som só chegou em 2009 e aos poucos fui descobrindo que é uma banda que não atingiu grande público no Brasil.
Por aí se encontra definições para o som da banda como indie-pop e semelhanças com Belle&Sebastian. Eu acho que é um som indie-redondinho-fofo. Definição super pessoal, mas que explica quase tudo que eu sinto ao escutar Camera. O redondinho principalmente porque é um som limpo, todo certinho. Impossível não balançar a cabeça pra lá e pra cá.
E por mais que você ache que nunca ouviu, essa aqui fez parte da trilha sonora de Greys Anatomy (episódio 4 da 3ª temporada).
O primeiro cd do John Mayer foi bem, beeeeeem pop [falarei sobre isso na parte I]. Porém, em meados de 2003 ele lança o seu segundo cd: Heavier Things - álbum que mostra uma pegada um pouco mais pro rock. Não chega a soar rock'n roll, bem longe disso, mas pode-se dizer que não foi uma continuação do seu 1º cd. Percebem-se novas e bem acertadas investidas, tanto que Daughters (uma das faixas) lhe rendeu o Grammy de melhor música do ano.
Heavier Things é uma delícia de ouvir, do início ao fim. Leve e com músicas que dá vontade de pegar o carro e sair por aí, sem rumo e feliz da vida. =)
Cause I'm bigger than my body gives me credit for...
...if you let me leave, I swear I never will.
Nos anos seguintes, JM começou a respirar novos ares... Como amigo-truta, ninguém menos do que Eric Clapton na lista. E fez participações em vários shows de grandes nomes do blues. Resultado: em 2005 formou o "John Mayer Trio", que contava com mais dois outros músicos e que tocavam uma combinação de blues e rock. Não deu outra: em 2006, ainda em sua carreira solo, ele lança o álbum Continuum, cd que traz o blues, o rock e uma pitada de pop.
Para mim, particularmente, Continuum é o melhor cd de toda a sua carreira musical. Entra fácil na minha lista de cds preferidos de todos os tempos. John esfrega na nossa cara todo o seu talento como compositor, músico e intérprete. Que letras! Que melodia! Quanto feeling!!!
Hoje resolvi radicalizar! A verdade é que o meu gosto é bem longe de agradar ecléticos e cultos. Já cansei de falar que rock é vida! E essa banda é definitivamente uma das melhores bandas do mundo! Atari Teenage Riot surgiu na Alemanha da década de 90, em resposta a proliferação de bandas neonazistas que explodia pelo país. Com letras politizadas, criaram um som que misturava música eletrônica (techno), guitarras distorcidas e vocal punk. O resultado foi o surgimento de um novo estilo que foi posteriormente chamado de Digital Hardcore. O som é tão inflamado, que a banda ficou famosa por arranjar confusão com a polícia e terminar os shows com brigas. Chegaram a ser presos num evento antinazista em que tocaram "Revolution Action", uma das minhas preferidas.
Conheci o Atari através de um amigo. Ele baixou várias e montou uma seleção que agitou muitas das nossas festas. Tenho o CD (isso mesmo CD) até hoje e sei a sequência de cor. O melhor desta seleção é que são todas super dançantes no estilo quebra tudo.
Lembro bem de uma sexta que cheguei, ele conversando com outro amigo nosso, uma coisa super tranquila. Aí um olha pro outro "então vamos trabalhar?" e as respostas foram imediatas. Atari tocando pra dar o clima e depois balada a noite inteira.
A banda se separou em 2001, após a morte de Carl Crack. Alec Empire e Hanin Elias seguiram com projetos solo, mantendo o estilo digital hardcore vivo. É bem verdade que muito pouco foi feito nessa linha depois do Atari. Em 2010 a banda se reuniu e lançou uma nova música, mais tarde um álbum inteiro e com nova formação. Hanin continuou em carreira solo, aliás o som dela já vale um próximo post.
No MSMJ FM de hoje, vou fazer diferente. Vou começar de trás pra frente.
Serão 3 posts sobre o cantor, guitarrista e compositor John Mayer. Mas como podem perceber, iniciei com o que seria a 'última parte' pelos seguintes motivos:
- Eu poderia apresentar por ordem crescente [início da carreira até os dias atuais]. Mas quero começar falando sobre como está o trabalho dele hoje. Os cds anteriores serão citados nas partes 2 e 1.
- John Mayer não se manteve preso a um único estilo musical. Em 5 álbuns lançados não existe apenas um John, existem vários. E é por isso que vou me atrever a dedicar 3 publicações com indicações sobre a música dele aqui. Não sei qual será o seu 'John preferido', mas a tentativa real é divulgar o que há de bom deste talentoso músico e quem sabe, você ter um preferido também.
> Quem é John Mayer?
Apresentação 1: Para quem gosta muito de música e está sempre ligado, certamente já ouviu falar. Mas caso haja alguém aqui que esteja perdido e queira ler algo detalhado, o wikipédia ajuda.
Apresentação 2: Quem acompanha o blog desde o início, talvez se lembre que o John Mayer já foi citado. Caso sua memória falhe, facilito sua vida AQUI!
Born & Raised é o seu último cd, lançado em maio deste ano. Este álbum se diferencia dos demais por mergulhar no universo do folk e ser um tanto quanto retrô. Ainda há o velho blues, mas surpreende com pitadas de country, o que aliás, este último o inspirou em sua mudança visual. E até mais do que isso, em uma entrevista recente à Rolling Stone, John diz querer que Born & Raised evoque nas pessoas o seu atual estado de espírito: o sentimento de um cowboy tranquilo sentado em um campo aberto tocando seu violão perto de uma fogueira.
O cabelo e as roupas mudaram. E digamos que suas músicas também.
Um cd autobiográfico, repleto de melodias cativantes. Letras que falam de superação, sobre deixar o que houve de ruim para trás. Agora, basta apenas fechar a porta do seu quarto, apertar o play, respirar fundo, se inspirar e viajar para longe, bem longe...
Goodbye sorrow and goodbye shame! Goodbye cold, goodbye rain.
It sucks to be honest and it hurts to be real...
'Cause when you're done with this world, you know the next is up to you.
De todas as cantoras brasileiras de MPB a única que realmente gosto é esta. Tive minha fase Marisa Monte na adolescência, mas enjoei. Tive a minha fase Cássia Eller, mas ela morreu e aí virou uma coisa insuportável de tanto que toca. Mas pra mim, mesmo tendo várias músicas bombantes e trilhas de novelas, Adriana é mais underground.
É bem verdade que muitas das músicas são super amorzinho mimimi quase emo de tanto que dói o coração, mas a poesia das letras e como as interpreta é simplesmente lindo! Minhas preferidas são dos dois primeiros álbuns da cantora, em especial essa "Inverno"
Em entrevista a Roberto Dávila, ela disse que não era punk, mas que achava a ideia de fazer música sem saber fazer música incrível. Tem como não gostar?
Infelizmente os vídeos dela na net são péssimos e fui obrigada a colocar estes porque eram os únicos com a versão das músicas no CD. Tem muito vídeo de show, mas na maioria as músicas estão mais lentas. Pra fechar, ela cantando Manu Chao
Ah eu nem tenho muito o que falar de Beth, além de que adoro o som, a atitude e a voz. Gosto do som que horas é super rock, horas é super pop. Acho que ela domina dos dois como ninguém, até porque o bom pop sempre tem um quê de rocker...
Outra coisa que acho o máximo em Beth é o fato de ela ter conseguido fazer o alto mundo da moda se apaixonar por ela. Queridinha de Stella Mccartney e Jean Paul Gaultier, de quem ela já abriu um desfile, é presença certa nos mais badalados eventos. Ela já lançou coleções de roupas e em junho lança sua linha de make com a MAC. Um dos momentos gloriosos foi vê-la com sua banda The Gossip, fechando o Fashion Rocks 2007.
Só mais uma pra fechar e só porque eu amo esta, Heavy Cross:
Um dos grandes nomes da música brasileira, começou sua carreira no início dos anos 60, inovando o cenário musical da época e sendo reconhecido até hoje por seu talento.
Adorado por muitos brasileiros e admirado por muita banda gringa. Não é a toa que você encontra na internet bandas cantando em suas apresentações sucessos do Jorge Ben Jor, principalmente quando estas vêm ao Brasil. Uma forma de homenagear nosso país, e, muito acertada.
Este cantor fez parte da minha infância. Meu pai gostava de ouvir e tocar suas músicas. Eu, criança, adorava aquela coisa que eu nem tinha ideia do que era direito, um tal de 'Taj-Mahal' pra cá e pra lá, 'sou flamengo e tenho uma nega chamada Tereza', 'fio maravilha, nós gostamos de você', achava tudo divertido e engraçado.
Em 2008 teve um show dele na minha cidade, em lugar aberto ao público. Eu fui e foi o máximo. Um dos shows que mais me diverti na vida, de sair com a alma lavada, sair mais leve, o único cansaço era de tanto dançar, olha que delícia? haha.
Eu recomendo o show dele. Se tiverem oportunidade, não percam! O alto astral do Jorge Ben é contagiante! E é por isso que o escolhi para esta semana no MSMJ FM... para quem está desanimado se animar e para quem está animado, entrar no clima ainda mais. =)
* São tantas músicas legais desse cara, que é super difícil fazer uma seleção. Quais são as preferidas de vocês? Vamos compartilhar nossos gostos! Boa semana!
Assistir ao show da Joan Jett no Lollapalooza me fez lembrar de todas as bandas de meninas que gosto. A maioria delas surgiu pós Joan e a consideram como um ícone. A grande mensagem de Joan ao mundo foi dizer aos 15 anos de idade eu posso tocar guitarra, meninas também sabem fazer rock`n roll. Isso inspirou muita menina a se aventurar e mais tarde, foi o grito de guerra do movimento Riot Grrrl - o movimento de meninas dentro do movimento punk. Em suma elas só queriam tocar também, ao invés de serem apenas as namoradas dos punks. Sim, o machismo está em todo lugar e no começo precisaram provar que eram capazes. Hoje, tem tanta banda de menina fazendo som e vendendo CD na barraquinha na hora do show, sendo aceitas e curtidas por todo mundo que curte rock alternativo, punk e underground, que dá até orgulho de ver. Por isso decidi mostrar algumas das minhas preferidas para vocês.
Banda As Mercenárias, música Santa Igreja. Na primeira formação tinham o Edgar Scandurra na banda e é delas um dos rits mais famosos que o Ira! gravou, "Me perco nesse tempo". Pós punk gritado e revoltado delicioso de pular e gritar.
L7 com Shitlist, famosa por ser trilha de "Natural Born killerers" (Assassinos por natureza). L7 surgiu junto com o Grunge, salve o Grunge! Se não fosse ele, o rock não teria se renovado. Estávamos numa época de pouca produção e as bandas grunge trouxeram o rock para a alta novamente.
Bikini Kill e uma de suas músicas mais famosas, Rebel Girl. Essa sim é A banda riot grrrl. Consideradas umas das precursoras do movimento, foram inspiração para quase tudo que veio de riot depois.
Pra fechar a banda que mais me faz dançar, presença certa nas festinhas em casa - Sleater Kinney. Na estrada desde 94, tiveram o diferencial de apresentar 3 vocais. Todas cantam e isso deu uma graça especial para suas músicas. É o começo de um rock alternativo mais lapidado, mas sem perder a veia punk que fez as riots gritarem "punk rock não é só para o seu namorado" e "meninas querem dar mosh e ter direito igual!" (de bandas nacionais da década de 90).
Não acho que as músicas vão agradar a todos, mas é algo que me define e por isso precisava dividir com vocês. O rock muda o mundo e é isso que faz dele muito mais especial pra mim que qualquer outro ritmo. Quem duvida, pesquise sobre a história do rock. Você vai descobrir no mínimo, que as roupas que gosta hoje, surgiram com os rockers de ontem. No mínimo.
Nouvelle não é uma banda nova, aliás nem é uma banda. É um coletivo de artistas franceses que decidiram se juntar para fazer covers de músicas punk e anos 80 com uma pegada de bossa nova. Conheci Nouvelle logo que surgiu e me apaixonei. Levei um tempo para descobrir que era um coletivo e que a voz adorável não era sempre a mesma porque várias vocalistas passaram por ali. Muitos dos músicos que fizeram parte do coletivo, ficaram famosos sozinhos, em outros trabalhos. O úlitmo álbum foi em 2010 e eles chegaram a passar 3 vezes por terras brasucas. Infelizmente, não se tem nada de Nouvelle desde então, mas os 5 álbuns lançados e mais uma coletânea, dão muita diversão.
O que mais gosto em Nouvelle é que eles mudam tanto a melodia que dá pra levar uns minutos tentando lembrar como era a original. Gosto de ouvir francês, idioma que aparece em algumas gravações e gosto mais ainda da fama de responsáveis pelo movimento de renovação da música francesa.
Acha que nunca ouviu Nouvelle? Pode ser, mas suas músicas se tornaram preferidinhas de trilhas sonoras de filmes e séries, além de muitas campanhas publicitárias. É bem possível que até goste e apenas não sabe que é Nouvelle Vague.
Em maio de de 2011, fiquei sabendo que uma banda gringa ia tocar em Campinas, Barão Geraldo. Não conhecia nada deles, mas arrisquei e fui. Fiquei pasma: '- Como uma banda TÃO BOA pode ser desconhecida ainda pelo público???'
Jarrah Thompson é uma banda australiana (com exceção do baixista, que é brasileiro). Acho um pouco difícil definir o som da banda... é ROCK, mas sai do 'pretinho básico'. É meio folk, meio psicodélico, tem pitada de blues no meio, enfim, misturando tudo resulta num som de qualidade, alto-astral, empolgante!
E porque estou falando deles? Porque eles estão fazendo turnê pelo Brasil novamente! Os shows por aqui começaram no sul, em Santa Catarina, passaram pelo Paraná, e nesta semana chegam ao interior de São Paulo. Yeah!
01/03 - São José do Rio Preto
02/03 - Limeira
03/03 - Campinas
04/03 - Ribeirão Preto
11/03 - Rio Claro
14/03 - São Carlos
15/03 - Bauru
17/03 - Bragança Paulista
Lembrando que, passarão também por Minas Gerais e Rio de Janeiro, então, para quem quiser ir, aqui está a agenda da banda.
Ia anexar os vídeos das músicas, mas o Youtube não está nos seus melhores dias e não 'reconheceu' vídeo algum. Damn it! Então, vou deixar os links aqui embaixo. Torço para que cliquem, porque a banda é bacana mesmo, vale a pena. ;)
Pra quem for e quiser trocar uma ideia com os caras, vai fundo! No ano passado, pelo menos, foram super simpáticos. Acredito eu que não mudaram em nada. Conversam numa boa, sem chilique, sem 'nhenhenhe'.
* A foto acima foi uma das que que tirei no show do ano passado. Não está nota 10, porque tava difícil não pegar a cabeça de alguém na frente, devido o meu tamanho. =P
Carnaval é igual o Lula: quem gosta AMA, quem não gosta ODEIA! Eu estou no segundo bloco. Já pulei carnaval bom, em baile cheio de marchinhas, mas isso não existe mais e o que existe me faz preferir cama, TV, net e amigos, como em qualquer outro dia de folga. No entanto, isso não significa que eu odeie samba, cresci ouvindo samba e alguns me conquistam, como a Paula Lima que faz um samba soul delicioso e super feminino.
Desde que começou na música, Paula fez várias coisas até se juntar ao Funk Como Le Gusta, que foi quando a conheci.
Em 2001 gravou seu primeiro CD solo, o "É isso aí" e bombou, ganhando muitos prêmios. Fez inúmeras parcerias, de DJ Hum à banda japonesa "Mondo Grosso".
A minha preferida é "Eu já notei", que até usei como bio no facebook, é uma daquelas músicas que eu penso "eu queria ter escrito isso!".
Leonard Delicious Albert Kravitz, para os íntimos Lenny Kravitz.
Cantor, multi-instrumentista, compositor, produtor e um dos maiores conquistadores de Hollywood, BUT, dizem as más línguas, que já sofreu de depressão por conta do término de seu relacionamento com uma top model brasileira. Ouwn ele é romântico e sofre por amor. [Momento Cláudia Nelson Rubens, fofoca bafônica. Segundo o site whiplash, Lenny há uns anos atrás se impôs um celibato alegando que não faria sexo, para ter mais prazer quando se casasse.]
Quando surgiu no mundo do rock, Lenny causou frisson, por ter um perfil um tanto quanto incomum no cenário do rock, negro, filho de judeu, com dreadlocks e fazendo uma mistura de Rock dos anos 70 com black music. Seu estilo "retrô", incorpora elementos de rock, soul, funk, reggae e hard rock.
Lindo, pra você eu tiro a saia, tiro tudo que você quiser e se pá até me caso, com direito a vestido de noiva, padrinhos e tudo mais. Minha única exigência será: Toque desse jeitinho pra mim todo dia.
Porque toda mulher merece um pretinho básico. Beijos Lenny
O bonito e talentoso de hoje tá no meu top 5 de beleza masculina:
GAVIN ROSSDALE
Lindo demais, beleza que pra mim beira a perfeição! Sério, eu não consigo ver defeitos neste homem. Charmoso, estiloso, talentoso, mãos, corpo, pele, cabelo, socorro!!
Marido da nada boba Gwen Stefani, Gavin é vocalista de uma banda de longa data: o Bush. De todas as bandas de rock 'grunge', Bush sempre foi minha banda preferida. E não, não gosto da banda porque o cara é bonito, esta foi apenas uma boa coincidência. =)
Gavin também já atuou em alguns filmes, dentre eles 'Constantine', onde fazia o papel do demônio Balthazar...
Eeee pecado bom! =P
Tá, e além de todos os atributos, o cara tem esta voz que você confere aqui embaixo:
Uma voz dessa perto do meu ouvido, hummm... só sei de uma coisa: se eu começasse a semana com um cara desses do meu lado, eu sorriria até pra uma parede. (...)
Lindo, com cara de menino carente, daqueles que se apaixonam e sofrem e precisam de você (suspiros). Podia parar por aí, mas ele ainda canta. Já imaginaram a voz desse cara no ouvido?
Canta e é bom nisso, como em compor e produzir. Desde que surgiu para o mundo em 2004 com o primeiro álbum "Get Lifted", o cara se enfiou em tudo que seja produção de black music. Trabalhou com Lauryn Hill, Kanye West, Andre 3000, Jay-Z... é o amigo dos caras!
Uma coisa que pouca gente sabe é que a Estelle lançou um álbum que foi um fracasso, inglesa, trouxe uma classe não vista ainda nas cantoras black e não foi bem recebida pelo público. Então ele gravou com ela e produziu seu segundo álbum, além de bombar a garota por aí. Pronto, Estelle estourou!
O último álbum de John Legend foi feito em parceria com o The Roots, Wake Up! (2010), mas para vocês eu trouxe uma das minhas preferidas PDA (We Just Don't Care), que além de toda amorzinho, foi gravada no Rio.
Hoje faz 10 anos que o beatle George Harrison se foi.
Eu, como muito fã da banda que sou, não poderia deixar de aproveitar este espaço do MSMJ FM, e falar (brevemente) de um dos nomes mais importantes que a música já teve.
Fama de quieto, fazia pouco caso do estrelato, apaixonado por jardinagem e automobilismo, praticante de ioga e meditação, George era no mínimo autêntico.
... George sempre foi o meu beatle preferido. Mas predileções a parte, vamos falar de suas músicas, que, sendo você fã ou não de Beatles, já deve ter ouvido:
"Something" - Preciso falar alguma coisa?! A segunda música mais regravada da banda e uma das canções de amor mais bonitas de todos os tempos, sem beirar o brega/cafona. O cara tinha 'as manhas'.
"My Sweet Lord" - O lado espiritual de George. Consegue ouvir esta música só uma vez??? Eu não. Quando a escuto, entra pro repeat sempre. Envolvente?! Hmmm, não sei qual seria a palavra perfeita para descrevê-la... mas mexe comigo em vários sentidos.
"Here Comes the Sun"- Quem nunca foi viajar ouvindo essa música? Ou cantou quando tava arrumando as malas no carro? Se não, aposto pelo menos que você dá um sorriso quando a escuta. =)
Poderia passar horas listando e postando vídeos, ou escrevendo um longo texto sobre a vida dele - o cara fez e tem história pra contar! Mas me dou por satisfeita e paro por aqui.
Finalizo somente dizendo que: Meus pais o ouviam. Eu o ouço. E se eu tiver filhos, estes o ouvirão e o "conhecerão"! E me atrevo até a dizer que, muito provavelmente meus netos também. Sua música é para sempre. George Harrison para todo o sempre. Amém.