domingo, 30 de outubro de 2011

MSMJ FM: Casa - Lulu Santos


Esse final de semana fui show do Lulu Santos, posso dizer que tive uma volta ao passado, boa parte das músicas já foram trilhas sonoras de vários momentos da minha vida. 

O cara conseguiu transformar em música, momentos e sentimentos que vivi... 

Não tem como ouvir a música Casa e não lembrar dos meus BONS tempos de faculdade e da minha mãe dizendo:

-Minha filha, você pode andar o mundo, mas sempre terá uma casa pra voltar e alguém esperando por você.
  


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Entrevista do mês: Alexandre Pera

Depois de um texto que agradou a todas e a todos no MSMJ FM, ele volta ao blog. Desta vez para enfrentar a saia justa de nossas perguntas e mostrar seu jeito peculiar de ver o amor, o sexo e a liberdade.

Alex: Here I am, rock me like a hurricane, baby!
Cláudia: Boa Noite Alexandre, posso te chamar de Alê? pra me sentir mais íntima?
Alex - Mais íntima? UAU, acho que vou gostar disso. Me chame de Ale, ou Pera, ou fofo, ou amor... tanto faz... rs. Intimidade é uma bosta. quando a  gente namora, começa a ver a guria fazendo pipi, escovando os dentes... aff.
Mica: Por isso digo que só caso se puder ter meu banheiro.
Cláudia: É tem coisas que é preciso manter a privacidade.

“Brother, peguei tua mina”
Mica
: Mas você já foi casado né Ale?
Alex - Me meti em algumas frias... pode-se dizer que bati na trave algumas vezes...
Cláudia: O que é melhor? Se meter nas frias ou nas quentes?
Alex - Depende. O que importa é chegar  ao destino ou a aventura da viagem? Uma MUITO fria? Peguei (ou fui pego) por uma namorada de amigo. Papo vem, papo vai, olhares, a garota mexendo no cabelo, aquele sorrisinho, começou a demonstrar com o corpo que queria um ‘carinho’ e acabei não resistindo. Peguei a guria, dei a ela o que ela queria e uns 30 minutos depois, estava de volta comemorando a vida como ela é com amigos... era uma festa, vamos colocar assim, uma cerimônia onde familiares e amigos estavam presentes. Depois pensei, “porra, maldita pode estragar a amizade que tenho”... uns 10 dias depois, o casal estava separado. Em uma noite comendo um hamburguer, falei pro cara assim: “brother, peguei tua mulher”. O cara olhou pra mim, tomou um gole de cerveja, e falou “não acredito, ELA não faria isso comigo... você faria, mas ela não”. Ainda bem que a relação dos caras era uma merda.
Depois disso, nunca mais peguei mulher de amigo... Isso é uma PUTA fria.
Mica: Engraçado é o seu amigo ter certeza de que você faria algo assim... Credibilidade baixa?
Alex - Já participamos de umas ‘festas’, o cara conhece o amigo...

Ménage à trois
Cláudia
: Mas um passarinho me contou, que você já foi casado com duas mulheres ao mesmo tempo, como foi essa experiência?
Alex - Engraçado isso. Acho que a maior fantasia masculina é ter duas mulheres ao mesmo tempo, ali, na hora... a sensação de ‘tudo pra você’, ‘eu sou foda’ e tals... mas ninguém parou pra pensar no durante. Olha, se uma é complicada, imaginem DUAS...
Mica: Como isso aconteceu? Como um dia alguém disse “vamos morar os três juntos?”
Alex - Nãããããõ. Funcionou assim. Eu tinha uma amiga e de vez em quando a gente se encontrava... eu saía do trabalho, dava uma passada na casa dela, a gente conversava e tals. Aí ela começou a frequentar uns lugares mais ‘modernos’ e acabou ficando com uma garota. Elas meio que começaram a namorar, elas se viam mais do que eu a via. Aí um dia, lógico, ela pulou o muro e ficamos juntos. Um dia a ‘dona patroa’ chegou, e percebeu ‘e o ar estava frenético, espalhando sexo por todos os lados’ (Bukovsky!). Aí acabou acontecendo naturalmente, sem ciúmes nem nada. Na semana seguinte voltei, e foi como em um episódio de “tv pirata”: abri a porta e as duas estavam lá no bem bom, aí eu falei “pooooooooouhã, nem me esperaram!”
Mica: Mas moraram na mesma casa?
Alex - Praticamente... chegava lá, comia, COMIA, COOOOOOMIIIA, depois acabava ficando por lá. É como um namoro normal, você tem sua escova de dentes lá, algumas ‘peças íntimas’, bermudas, camisetas, camisas, calças, gravatas...Aí, um dia você vai até a sala e procura um cd seu. Pronto, você tem a certeza de que mora no pico... As questões cotidianas de um menage a trois é que são complicadas. Um triângulo amoroso nunca é certinho; sempre tem um lado que sempre acaba ficando pra trás... e pode ser qualquer um. Sabe uma coisa? Sabe aquela pequena confusão para pedir uma pizza? Você quer quatro queijos, ela quer queijo minas com rúcula? Então. Agora IMAGINA COM DUAS... Supermercado? Você precisa lembrar do que comprar: frutas (não gosto disso, não gosto daquilo...), cereais, massas... molho? tomate ou de creme de leite? churrasco com os amigos? Pqp, uma coisa simples acaba virando um pesadelo...
Mica: Seus amigos e familiares sabiam? Como as pessoas reagiam?
Alex - Os amigos da época viam a coisa de outra forma: eu apenas ia na casa da Srta X. Quando cheguei um dia, um sábado, encontrei uma galera e falei “estou meio exausto, comi duas ontem”, ninguém acreditou... rsrs Foi meio assim, acho que só um brother, daquela época, é que acabou meio que vendo um dia e fez a conexão toda. Minha família? Ninguém liga, as pessoas tem cabeça boa aqui. Cresci ouvindo Velvet Underground, meu pai colocava Beatles pra minha mãe quando eles brigavam... rsrsrsrsrs tudo tranquilo...
Cláudia: É… isso que eu chamo de pessoas com amor livre. Boa ideia essa, mas eu trocaria as duas mulheres por dois homens. Muita mulher junta não combina rs
Alex - “Muita” é quatro. Acho que até três é de boa...
Cláudia: Rolava sentimento?
Alex - Lógico. Como numa HQ de Guido Crepax, nós nos amávamos à nossa maneira. Eu as amava, elas se amavam, elas me amavam, a gente se amava... às vezes o dia inteiro... but whf, life is short...
Mica: E como acabou?
Alex - Foi murchando e eu conheci outra garota... eu sempre pulei de relacionamento, de um meio no final para outro novo. Com esse, não foi diferente...

Casamento e liberdade
Cláudia
: Alê, hoje em dia, o que mais as mulheres reclamam, é da falta de homens querendo um relacionamento sério e esse blá blá blá todo que você já sabe, os homens estão mesmo correndo de relacionamento ou é a mulherada que está desesperada, ou as duas coisas?
Alex - Todos os meus brother estão casados, ou bem encaminhados... eu sou a única ovelha negra da galera. Então eu acho que rola uma certa histeria por querer POSSUIR alguém, como se fossem objetos... eu ainda acredito no Sting, que disse  uma vez ‘if you love somebody, set them free’. Eu não vou ficar sufocando alguém em uma relação. Eu sinceramente prefiro um amorzinho como uma brisa de verão... daquelas que quando você percebe, “está pego”. A mulherada hoje tem essa coisa de querer ter alguém desesperadamente, como se isso fosse a solução para diversos problemas: sair de casa, se autoafirmar como alguém independente, ser boa nisso, naquilo, ser melhor que amigas, mães, tias, amigas ou outras figuras femininas análogas...
Cláudia: Mulher é tarada pela palavra casamento, não entendo isso também.
Alex - Mulher é tarada por SEGURANÇA, o que para muita gente significa casamento.
como eu disse antes, eu gosto da aventura da viagem; o destino? Quem sabe um dia eu chego...rsrsrs
Mica: Eu fico muito incomodada com essa ideia geral sobre mulher e casamento. Nunca me enquadrei nisso e todo aquele que não se enquadra é marginal. Só que eu nunca quis me enquadrar, não caibo no casamento.
Alex - Nem sempre... marginal é torcedor de um time aí de futebol... o resto é desajustado’...rsrsrs Brincadeiras à parte... todo mundo quer confiar em alguém. Todo mundo quer cuidar de alguém. Todo mundo também quer ser cuidado... quando a preguiça bate, aí algumas pessoas casam... eu já vi cada cagada, casamento com gente que conheceu na net, com gente que conheceu no swing... começou meio errado, não termina muito bem não. É bom enquanto dura... paixão é foda, dura pouco, mas é bom demais... já amor... bom, amor é ótimo, mas entre dirigir um carro à 80km/h e saltar de paraquedas à 200m/h, eu ainda fico com a segunda opção...rs

Paz , amor e muita sacanagem
Mica
: E sexo?
Alex - Sexo? Com camisinha... rsrsrsrs Acho que sexo é simplesmente a coisa com mais energia no mundo. Às vezes você fica a noite toda lá... e no dia seguinte vai pro trabalho depois de dormir duas horinhas (sim - dar uma antes do trabalho é essencial...), você produz mais, está bem humorado, essas coisas... sexo é foda - literalmente. Às vezes você extrapola um pouco... mas é bom demais. Não deveria ter lugar, nem hora pra fazer sexo...
Cláudia: Sintomas de estress agudo é falta de sexo, hoje mesmo, eu tive vontade de falar pra um cara, meu querido, que tanta amargura é essa, libera essa mixaria ai e para de me encher o sacooo. Gente assim é dificil de aguentar né?
Alex - Nossa, “libera essa mixaria aí”, sem nem pagar uma cervejinha antes, Claudinha? Ousada, você hein... rsrsrs
Cláudia: Nãooooo, pra mim não. Quis dizer pra ele liberar para alguém, não pra mim. Mas se o cara vale a pena, por que não ser ousada?
Alex - Pois é, eu acho que isso é uma coisa que as mulheres fazem muito... elas querem, tem vontade, DARIAM, mas parece que têm medo, ou receio... cara, se eu fosse mulher eu ia dar muito... rsrsrs eu sou homem e como quando posso, mas estou SEMPRE disponível...
Mica: Discordo. Eu sempre tomei atitude, mas não é todo cara que tem cú pra isso. Muitos correm, ficam com papinho de que se não foram eles que conquistaram, perde a graça.
As vezes é só uma bobeira, mas tem também o lance da sintonia... tem dias/fases em que eu estou mais pra ser pega do que pegar, acho que isso acontece com os caras também.
Alex - Como assim, “serem pegos”? Pqp, onde está o COMPARTILHAR? Por isso tem tanta gente por aí se lamentando...
Mica: É gíria Ale, não é literal...
Cláudia: Olha Alê, vou te contar um segredo. Homens tem medo de mulheres ousadas, morrem de medo. Claro que sempre tem uma exceção. Mas a grande maioria, corre de mulher de atitude
Alex - Vocês conhecem os caras errados... rsrsrs
Cláudia: Ahh disso eu não tenho dúvidas hahahaha

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Hoje é dia de festa, bebê!

Antes de começar a ler, dê um PLAY na música...





Deu? Entrou no clima?? Agora sim, lá vai:

No dia 31/07/2011 quando surgiu a ideia deste blog, jamais poderíamos pensar que chegaríamos a 10.000 visitações em menos de 3 meses!
Já nos emocionamos, nos estressamos, discutimos, choramos e lógico, demos muitas risadas. Isso aqui tornou-se uma terapia em grupo. Já faz parte da nossa rotina, até dos nossos sonhos... sim, nós sonhamos dar uma entrevista para a Marília Gabriela, ou até mesmo para o Saia Justa, imaginou??? Que sucesso????

Vocês podem pensar 'Ahhh, 10.000 visitações não é nada', mas É sim, pra NÓS é muito. Outros podem pensar 'Nossa, que exagero escrever um post para isso', mas e daí???? Temos orgulho deste nosso filho, A-DO-RA-MOS quando alguém vem nos dizer que leu o blog e curtiu.

Isso aqui, pode ser que nunca passe de um sonho, de um diário de 3 mulheres-meninas, que a Marília Gabriela nunca saiba que este blog exista e que o mais perto que chegaremos de uma entrevista, é a entrevista que fazemos todos os meses com algum amigo.

Mas nós não nos importamos... o que vamos levar disso tudo são as amizades que fizemos, as histórias que contamos, tudo que aprendemos  e o principal: Se conseguimos tirar de vocês um pequeno sorriso que seja, nosso objetivo foi cumprido.


Como diria Roberto Carlos, “se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi.....”



sábado, 22 de outubro de 2011

Contos da TPM


Mica: Sou uma gordinha que gosta de ser gordinha, mas nem sempre foi assim. Como 99,9% das mulheres eu já me martirizei com o sonho pelo corpo que não tenho. Em uma das minhas encanações em fazer dieta, coloquei como regra me pesar toda sexta. Louca, porque já estragava minhas sextas quando não emagrecia. Ficava frustada porque emagrecia em umas semanas e do nada, mesmo seguindo cardápio e fazendo caminhada ou academia, eu engordava uns dois quilos. Com isso eu tinha a sensação de que não estava adiantando nada. O mês tem 4 semanas, emagrecia 3 quilos em 3 semanas e aí engordava dois... tinha um saldo de um quilo só por mês... muito frustante. Comecei a ficar irritada com isso, chorava, me sentia incompetente. Até que conversando com uma amiga ela pergunta “Mas você se pesa até na TPM?” e eu orgulhosa respondo “Sim, toda semana!”. “Mas Mica, você incha! Toda mulher incha e dizem que o peso pode subir até 2kg...” Sim, isso mesmo: meses e meses de tpm mimimi atacando o chocolate e estragando a dieta por nada, era só não subir na balança.

Kelly: Eu nos dias de TPM como muito! Sinto uma fome absurda, quero comer qualquer coisa e toda hora! Logo, nestes dias pode somar aí o inchaço + extravagâncias. Resultado final: desgosto e culpa... e me sentindo triste, ao invés de sair pra correr, quero chocolate!
TPM só atrapalha nossas vidas, em tudo. Aliás, por que raios temos que ter essa maldita TPM? Grrrrr.

Mica: É minha ansiedade vai na lua! Eu também passo a comer mais do que o normal. Chocolate é um bálsamo, porque ele realmente alivia. E ainda pra piorar, na TPM tudo muda. Eu gosto do meu corpo. No dia a dia olho o sutiã que fica mais legal e vejo “grande e sexy”. Na TPM vejo “grande e vulgar”. Minha barriga também, não me incomoda. Mas na TPM eu me sinto uma barriga enorme andando pra lá e pra cá! Até meu cabelo que acho lindo, encano que é brega. E pior! As mulheres ficam lindas! Há lindas mulheres na TV. Lindas mulheres nas revistas. Fora que todas vem falar comigo - “a gostosa do trampo”, “a gostosa do bairro”, “a gostosa da turma”, “a gostosa da net” aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh é enlouquecedor!

Kelly: hauehauehuaehua Isso também acontece comigo! Autoestima cai lá embaixo. Encano com a minha pele e entro em reflexões profundas do tipo ''Caramba, tem fulano que vive se drogando, fumando e bebendo todo dia e tem uma pele melhor que a minha!''. Me olho no espelho e acho que tô ficando com cara de velha. E a parte pior, é quando tenho que sair na rua e 'enfrentar' as pessoas, porque tudo parece um ataque: A pessoa me olha, e eu interpreto como ''Nossa, essa menina engordou uns quilinhos, hein?'', ou então, se um cara me olha meio torto, eu penso ''Tô um bagaço mesmo, hein!! Toma, Kelly! mimimi...'' É um inferno astral.

Mica: O mais incrível é a mágica do fim da TPM. Um belo dia acordo e é como se o sol aparecesse. A vida volta a ter brilho, a cerveja volta a ser gostosa e eu também. O primeiro dia pós TPM parece pra mim como uma sexta ensolarada de férias no Rio!

Kelly: haha, Eu só percebo que minha TPM passou, quando eu deixo de falar palavrão 'porque um fio cabelo não para de cair na minha cara', por exemplo. Daí eu lembro dos dias anteriores e acho tudo meio estranho... Como se tivesse sido possuída e após a TPM sinto a leveza de uma pessoa que passou por um exorcismo. hauehuhaeuahue

Mica: Está na hora de alguém inventar um chip que inibe a TPM e me deixa viver mais sextas ensolaradas de férias no Rio!

Kelly: Concordo! E eu quero me sentir confiante todos os dias do mês, não quero mais ficar inchada e quero jogar o cabelo pra trás com muito charme, e não ficar xingando o coitado! haha

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

What´s Your Number?



Esta semana nos deparamos com a reportagem e o trailer de uma comédia romântica que entrou em cartaz. “Qual é o seu número?” conta a história de uma garota que descobre com as amigas uma pesquisa dizendo que a maioria das americanas que transou com mais de 20 caras, não se casou... OH WAITH! Como é que alguém tem a coragem de fazer um filme assim em pleno 3º milênio!?

Cláudia: O problema nem é ter coragem de fazer um filme desses, o problema é o falso moralismo, a nítida demonstração de que homem pode ter quantas parceiras julgar necessário, o quanto sua estima achar legal. E as mulheres não, essas vão ser sempre taxadas de vagabundas e afins. O filme poderia sim abordar o tema, mas mostrando o lado da mulher também, um visão mais feminista e moderna sobre o assunto.

Mica: Eu enxergo tanta coisa nisso que nem sei por onde começar. O estereótipo do comedor e da galinha é uma prisão ridícula e muitas mulheres e muitos homens caem neles e se escravizam tentando segui-los ou fugir deles. Pensa, se todos os caras têm obrigatoriamente que ser garanhões, o que acontece com os que não são? Suicídio? Se todas as mulheres devem evitar seus desejos para não ficarem “faladas”, o que acontece com sua satisfação?

Cláudia: Essa semana eu li uma coisa muito absurda no facebook, fui agora procurar para relembrar exatamente o que estava escrito, mas acho que o “muleque” apagou. Dizia mais ou menos assim: 'Como os homens vão dar valor em mulheres que saem na balada, bebem todas, voltam para casa, cada noite com um diferente e no outro dia acordam sozinhas e vazias?' E que fomos nós, as MULHERES, que fizemos eles se tornarem como são hoje, ou seja, somos culpadas por este molde torto de personalidade e hipocrisia que eles se transformaram, nós os tornamos homens cafas que usam as mulheres. É fácil, né? Colocar a culpa nos outros.

Mica: Isso é uma característica da maioria dos homens que já até comentamos outras vezes. Eles realmente são bons em jogar a culpa nas mulheres. Eu gostaria muito que eles começassem a assumir suas culpas, seus defeitos, suas limitações. Considero sábia a pessoa que é capaz disso. Agora quanto a sair, pegar balada, levar um o cara pra casa e acordar sozinha faço sim, com orgulho. Nunca serei desejada por “muleque”, graçasadeos. Acontece que o corpo é meu. Se eu saio com um cara, sinto tesão, porque eu tenho que negar isso? Fazer joguinho, segurar até o quinto encontro!? Não cabe isso na minha mente. É limitado demais. Se meu corpo tem fome, eu como. Se meu corpo tem sono, eu durmo. Se meu corpo tem tesão, eu transo. E, se não transei na primeira, é porque não valeu. Próximo!

Cláudia: Agora me fala, eu trabalho, sou independente financeira e emocionalmente, sou linda e loira, só que me falta ficar em casa esperando um zé ruela destes bater na porta da minha casa e falar QUERIDA AGORA ME SINTO SEGURO E PRONTO PARA UM RELACIONAMENTO, ah, vá a merda. Não preciso disso, não faz parte da minha personalidade e muito menos fui criada assim. Eu sou livre, meu corpo é livre. E ele é um tiranossauro rex, por ter uma mentalidade da época do homem das cavernas.

Mica: Exato! Fico muito decepcionada com as mulheres. Apesar de rolar um “até te entendo, você foi criada assim e não sabe o que diz”, mas fico decepcionada. Muitas mulheres são as primeiras a julgar, a atirar a pedra. É tão prazeiroso pra elas poder chamar a outra de puta, afinal, se fulana virou puta, significa que é menos do que eu! Está fora do páreo para arrumar um bom partido. Isso é tão, tão, tão...

Cláudia: Eu fico decepcionada com quem julga, independente do sexo.

Mica: Sim... é só que se ao menos as mulheres percebessem, seria mais fácil pressionar a mudança... eu não me canso de ser idealista.

Cláudia: Sabe outra coisa que me irrita, são esses livros de autoajuda, como manter a relação perfeita, como adestrar seu homem e blá blá blá. Meu, as pessoas têm que entender que não existe fórmula para um relacionamento perfeito, não existe ninguém perfeito. Acredito que uma parcela de culpa das mulheres, hoje em dia serem frustradas amorosamente, é culpa disso, desses moldes hipócritas, desses filmes românticos, desses padrões de relacionamento perfeito.

Mica: Concordo. Eu acho que a beleza está justamente na diferença. Na liberdade de sermos imperfeitos. Lembra um dia que falamos disso? De como as pessoas enxergam só nosso lado bom e quando veem algo que não gostam se afastam? Então, se o seu defeito não me faz mal, eu posso lidar com isso, porque o seu defeito faz você ser quem é. Um exemplo: minha irmã é muito muito grossa quando está de mau humor, de regime ou com sono. Antes eu sofria com isso. Hoje eu rio e rio com ela. Ela sempre foi assim, ninguém tem culpa e ela sai soltando os cachorros em todo mundo, mas eu a amo e amo o fato de ela ser assim tão bravinha.

Cláudia: Nossa essa sou eu também, nas mesmas situações que a sua irmã rs. Uma vez um ex namorado me disse isso, que pra ficar comigo tinha que amar muito, porque eu era sincera demais e falava sem trava na língua e isso as vezes magoava ele. Nem tudo são flores, mas nem tudo é ruim também né?

Mica: Ninguém é obrigado a viver mal do lado de uma pessoa, mas sonhar com a perfeição é viver mal consigo mesmo. E olha que eu sou virginiana! Em sexo também... as pessoas se preocupam demais onde vão se encaixar: galinha, santa, boa de cama, devassa e as versões masculinas... eu me perguntam se tanta preocupação assim deixa alguém chegar ao orgasmo...

Cláudia: Infelizmente as pessoas precisam de rótulos para viver, eu particularmente penso que se definir é se limitar, as pessoas tem que aprender a viver em constante mudança, não deu certo assim muda, muda de novo e de novo até achar um jeito que te faça feliz.

Mica: A mudança é liberdade. Não há instituições, igreja, governo, dinheiro, nada que possa mandar no que você escolhe para você internamente, principalmente se não faz o que eles esperam. Isso é escolher. Sabe o que eu acho Clau?

Cláudia: O que?

Mica: Esse nosso post não está muito engraçado, mas está inteiro recheado de “sabedoria de saia”.

Kelly: Eu concordo com tudo o que vocês falaram. E finalizo com o seguinte: Se a pessoa [independente de ser homem ou mulher] faz ou fez sexo uma ou 300 vezes na vida com parceiros diferentes, o problema é da pessoa e pronto. E como o preconceito quanto a isso, ainda se reserva para o time feminino [este que vem tanto por parte dos homens quanto de outras mulheres que não aceitam outras que são mais bem sexualmente resolvidas], eu diria algo bem clichê: o número de relações sexuais de uma mulher não a torna melhor nem pior!! Por favor!! 'Dar' não afeta o caráter, a inteligência e o bom senso. É isso.