terça-feira, 19 de junho de 2012

Mostra de Cinema de Paulínia


Apesar do cancelamento do Festival de Cinema da cidade, Paulínia manteve o projeto de cinema e uma pequena Mostra, vai apresentar gratuitamente alguns filmes financiados pelo projeto. 
A programação teve início hoje com a pré-estréia de "A última estação" de Marcio Cury e vai até dia 01 de julho, quando será a pré-estréia de "Colegas" de Marcelo Galvão. 


Nesse período todo, serão exibidos filmes lançados nos últimos 3 anos do projeto como Tropa de Elite 2, O Palhaço e O Homem do Futuro. A programação completa você confere no site Cultura Paulínia e corre sério risco de me encontrar lá ;)

domingo, 17 de junho de 2012

7º Episódio - Segundo dia de trabalho

Era um dia lindo. Céu azul, pássaros cantando, tão perfeitinho que só faltava uma música serelepe de fundo. Era o meu segundo dia de trabalho. Meu primeiro emprego. Estava feliz que só e o dia prometia. Prometia bosta no caso, mas eu não sabia...

Salto alto nada combina com trajetos longos feitos a pé. Salto alto combina com passarela não com calçada e rua. Eu devia saber...

O trajeto, na verdade, nem era tão longo assim. O ponto de ônibus ficava à 5 min da minha casa. Eu nunca fui lá muito pontual, logo, me atrasei um pouco. E como era o segundo dia, eu ainda não sabia direito o horário certo do ônibus e a palhaçada toda.
Com o coração na mão, lá fui eu. Andando rápido pra valer e eis que avisto um ônibus lá embaixo. Hora de pegar atalho: Cortei caminho, virei à direita, subida e comecei a correr feito louca! Eu correndo com cara de 'estou atrasada', por certo, já devia ser uma cena bem ridícula. Mas mais emocionante, foi sentir meu pé enroscando num buraco e eu ter literalmente voado! Sempre quis voar, mas o Universo entendeu errado o meu pedido e atendeu desse jeito. Só me lembro de ter colocado o braço na frente pra proteger o meu rosto, porque caí de cara pro chão. O tombo foi tão feio, que quando olhei ao redor, tinham crianças passando na rua e elas não estavam gargalhando, mas sim com cara de assustadas. Já viu criança não de rir de um tombo? Daí, vocês podem ter uma ideia. Fiquei com vergonha, mas o foco era o 'ônibus, o ônibus'!! Me levantei rapidamente e sim, vi o ônibus que eu queria ver, passando na rua à frente. Eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo comigo, eu não queria. No ponto, toda ralada e ofegante, perguntei para quem estava ali se era o meu ônibus e sim, eu o havia perdido! Por questão de segundos, SEGUNDOS! Tipo, se eu tivesse saído de casa uns 35 s mais cedo, não teria perdido! 

O problema em perder um ônibus é que, você sabe, não vai passar outro em 10 min. No caso ali, eu teria que esperar uns 40 min. Enfim, o que me restou de opção foi ir até um outro ponto que ficava à 30 min dali, na rodovia, onde passava ônibus toda hora e este fazia o percurso mais rápido. E lá fui eu, gente. Mancando, ralada, cotovelo sangrando, uma felicidade que não cabia em mim. Claro que o ônibus também não estaria vazio, porque, quando o dia pega pra ser uma merda, a desgraça vem completa. Enfim, a tensão não havia passado. Eu não sabia se ficava olhando pro relógio ou pro meu cotovelo. Passada a 'etapa ônibus', ainda tinha o metrô. Depois do metrô, ainda tinha que dar um rolê pra chegar no escritório. Só sei que quando cheguei [atrasei uns 10 ou 15 min, não lembro] a primeira pergunta da minha chefe foi 'O que aconteceu?'. Mas não era pelo atraso. Era porque eu devia estar muito bonita suada, ofegante e com cara de 'game over'. Restou da chefe ainda passar merthiolate em mim [que amor]. E assim foi o meu dia, que demorou horrores pra passar.




Só sei que, nos dias de hoje se eu caísse na rua, poderia ser o emprego dos sonhos, mas eu voltaria pra minha casa, cuidaria de mim e dane-se o resto! Só sei que, quando tenho que andar a pé por muito tempo, não uso salto alto, jamais! Só sei que, depois desse dia, eu não corro mais nem por esporte!!!

Fim.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cine MSMJ: O Balão Branco



Este é o filme mais ingênuo, simples e tenso que já assisti. Conta a história de um menina que, durante as festas do ano novo persa, deseja comemorar comprando um peixinho dourado. Seu pedido é negado, pois a família tinha peixinhos dourados na fonte do pátio e o valor era alto. Mas ela não se dá por vencida e tenta, como pode, satisfazer o seu desejo. 




Com a ajuda do irmão, Razieh passa o dia na saga de conseguir seu peixinho dourado. Durante toda sua busca, a sensação de que algo muito ruím acontecerá, de que alguma maldade será feita às crianças, vai crescendo. É um dia especial, crianças comuns com um desejo simples, a tensão entre o que poderá acontecer e o desejo de que ela apenas consiga seu peixinho e volte para casa domina quem assiste. 


A direção é de Jafar Panahi que fez um filme iraniano poético, contradizendo a fama do cinema iraniano de ser tão difícil de digerir que só super intelectuais ou estudantes universitários querendo pagar de inteligentes que aguentam assistir. Eu, como amo ouvir outras sonoridades, ainda considero o idioma persa um toque a mais neste conto. 


sexta-feira, 8 de junho de 2012

O dia dos namorados


Mica: Ele está chegando junto com a velha história: presentes, solidão, dor de cotovelo, promoções, “mimimis” e demonstrações de paixão explícita a todo momento. O MSMJ não ficou de fora do momento e para não dizer que só defendemos o lado feminino, hoje tem convidado!

Kelly: Eu não ligo pra quem fica feliz com o dia, o difícil é aguentar quem tá solteiro e começa com o excesso de 'mimimi'.

Fernando: Concordo, Kelly. Isso é chato. Gente pedindo namorado ou namorada só pra passar esse dia, que é um dia normal. Quem namora e gosta, faz de todo dia, dia dos namorados. Quem não namora, que aprenda a viver consigo mesmo (difícil).

Kelly: Quem fica mais insuportável nesta data? Homens ou mulheres?

Fernando: As mulheres. E, digo, fica fácil para nós, homens. Mercado comprador com mercadoria escassa. Mesmo se for só para passar a tal noite das promoções. Uni, duni, tê, a escolhida foi vo-cê.

Mica: Eu tenho uma teoria: o problema não é o dia dos namorados, o problema é essa ideia de que estar solteiro é quase uma vergonha. Mais uma regrinha de felicidade da sociedade perfeita. Pessoas felizes e realizadas pegam, namoram, pegam, casam, pegam. O pegar continua em todas as fases mas isso é outra história. O lance é que é NORMAL estar solteiro, sem peguete da vez, em qualquer época do ano. Isso pode até deixar a pessoa triste, cansada, sentido falta dessa coisa gostosa que é ter alguém. Mas o outro não é condição pra felicidade. Aliás tem uns que só pioram a vida viu...

Kelly: É, tipo, estar namorando não te torna necessariamente feliz e estar solteiro, não significa fracasso na vida amorosa. Eu, como mulher, fico envergonhada ao ver o tanto de publicações de mulheres crescidinhas compartilhando coisas relacionadas a casos com o seu próprio cobertor...

Fernando: Avisando que vai passar o dia 12 solteira. Um, dois, trezentos posts sugestivos. Pô, não funcionou até o terceiro, desiste. Ficar sozinho, e bem, é uma arte. Solidão incomoda. Mas, hoje em dia, e depois que comecei a assistir Criminal Minds, é ter preciso muita calma nessa hora.

Mica: Lembro que quando vi o primeiro post do “alugo-me para o dia dos namorados” rachei. Mas foi há uns dois anos atrás e foi um cara que publicou... Outro contexto, o da piada. De resto, dá uma preguiça... Igual aquela tal de passeata dos solteiros, total vergonha alheia... Vai curtir a vida e conhecer gente que uma hora rola!

Fernando: Quer resolver a vida por causa de uma data comercial. Se for assim, pense em namorar em fevereiro também, quando tem o dia de São Valentim, que só não vale aqui no Brasil, acho. Fica até mais chique. Internacional.

Mica: Eu desconfio que essa data foi inventada pra enlouquecer a mulherada. Pensa, inventa-se uma data para o casal comemorar. Cria-se a tradição de troca de presentes e, mais do que isso, de o homem demonstrar ~todo o seu amor~ pela garota. Aíiii, circo armado, a mulherada fica esperando ansiosamente! E o que acontece? Figth! Porque a maioria dos caras não sabe demonstrar nada! (leiam com ironia, please)

Kelly: Hahaha, neste ponto que a Mica citou, concordo. Mas, lembrei de certas atitudes e acho que, quando o cara se empolga muito, beira à breguice também. Acho que eu tenho a cabeça um tanto quanto 'masculina' pra isso. Porque, sei lá, gosto de praticidade, nada de  muito 'nhenhenhe e mimimi'.

Fernando: Kelly é minoria. Mas, para agradar, é preciso prestar atenção. Só isso. Mas a gente não tá falando de fazer a coisa certa, e sim de como isso, o dia dos namorados, não representa muito no geral.

Kelly: E quando ficam divulgando a tal da criatividade no youtube?! É cara colocando pista na casa inteira pra mulher achar o presente. Não é muito não?! Fernando, vocês homens, ficam sufocados quando nós mulheres tentamos agradar muito nas surpresas? Porque agora, estou fazendo uma auto análise e acho que já fui brega também.

Fernando: Sufoco, Kelly? Às vezes dá. Umas exageram, dá desespero. Outras, fazem tudo certo, e você não estava preparado para retribuir à altura, outro desespero. Cada caso é um caso. Mas uma coisa é certa. Quando você gosta mesmo, a coisa não é dolorida. Mesmo com exageros. Ame, e dê vexame. Tem um livro aí. Se você acha que foi brega, é mais um sentimento seu. Eu acho que você fêz o que deveria fazer, de acordo com o que sentia. Isso vale muito.

Mica: Eu sempre digo, quem gosta faz acontecer. Eu sou mais seca também, não exagero, não lido bem com exageros. Mas deixo isso claro também né!? Porque querer que o outro adivinhe as coisas é absurdo! É pedir pra se decepcionar.

Kelly: Momento vergonha compartilhada: quem aqui já passou vergonha? Exagerou ou recebeu algo exagerado?

Mica: Nunca exagerei e nunca exageraram comigo em dia dos namorados. Maaasss, de história de dia frustrado e presente ruím, faço coleção. 

Fernando: Nunca recebi, que me lembre, algo que me deixou embaraçado, mesmo que pudesse ter sido exagerado. O que dói é você achar que vai agradar, e não agrada. Ui! Sobre amor, só sei que nada sei. Só amo. Doa a quem doer. Eu, incluído.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Pra esse eu tiro a saia: Takeshi Kaneshiro

Pessoas queridas que acompanham este blog, hoje vou apresentar um dos caras que está no meu 'Top 10' de homens perfeitos: Takeshi Kaneshiro:

Ahhhhhhhhhhhhhhh! Eu TIRO TUDO! 

Para quem já assistiu o filme 'Clã das Adagas Voadoras', deve ter se recordado deste rosto. Foi a primeira vez que o vi e foi amor à primeira vista [mimimi]. Amei tanto, que esta foto abaixo foi meu papel de parede do meu computador por tempos, hahahah

Como não pirar?

E para encerrar, foto para sonhar um pouco: Takeshi, beijando alguma loooouca sortuda da vida aí. Mas o sonho é ele beijando eu, eu, eu!

Beija eu, meu amor me beija... 
Meu Santo Daime, me diz se tem asiático mais lindo neste universo??? 
Universo responde: - Não, não tem!