segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pra esse eu tiro a saia + MSMJ FM: Gavin Rossdale

O bonito e talentoso de hoje tá no meu top 5 de beleza masculina:

GAVIN ROSSDALE

Lindo demais, beleza que pra mim beira a perfeição! Sério, eu não consigo ver defeitos neste homem. Charmoso, estiloso, talentoso, mãos, corpo, pele, cabelo, socorro!!

Marido da nada boba Gwen Stefani,  Gavin é vocalista de uma banda de longa data: o Bush. De todas as bandas de rock 'grunge', Bush sempre foi minha banda preferida. E não, não gosto da banda porque o cara é bonito, esta foi apenas uma boa coincidência. =) 
Gavin também já atuou em alguns filmes, dentre eles 'Constantine', onde fazia o papel do demônio Balthazar...

Eeee pecado bom! =P

Tá, e além de todos os atributos, o cara tem esta voz que você confere aqui embaixo:


Uma voz dessa perto do meu ouvido, hummm... só sei de uma coisa: se eu começasse a semana com um cara desses do meu lado, eu sorriria até pra uma parede. (...)


> kelly pedreira mode ON.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Entrevista do mês: Paola Giraldo Herrera

Mica: Imaginem a cena - três mulheres sentadas numa cozinha minúscula, tomando café (colombiano) e falando, falando, falando... Foi assim que eu e a Kelly nos olhamos e tivemos a mesma ideia na hora - a gente precisa entrevistar essa mulher! A mulher, é a amiga Paola, uma colombiana que veio ao Brasil estudar na USP e tem tanta história para contar que deixa qualquer um sorrindo ouvindo seu portunhol deliciosamente cantado. Foi nesse clima que a entrevista correu, peguem suas xícaras e se deliciem. 

Mica: Vamos começar falando sobre o seu país? 

Paola: Colômbia é um país mestizo, e isso determina muito sua cultura e história. Ao contrário do que às vezes achamos, latinoamérica é bem diverso, apesar de falarmos todos espanhol. Vocês, os brasileiros, são também latinoamericanos, pra gente, porque tiveram algumas semelhanças mas também por causa das suas diferenças. Colômbia compartilha com Peru, Ecuador e Bolivia o fato de ser andino (esta assentado no final da cordilheira dos Andes) e entre dois litorais, o do Caribe e o do Ocêano Pacífico. Por isso é um país de climas diversos, desde desertos (litorâneo ou interior) até vulcões com neve perpétua. Nossa população, como em Venezuela, é maioritariamente mestiça de indígena, espanhol e afrodescendente. Antes da vinda dos espanhóis tínhamos muitos povos autóctones, os quais após a violenta conquista espanhola ficaram reduzidos a pouco mais de 60 etnias diferentes, com múltiplas línguas indígenas. Sendo um país localizado no cantinho do continente, Colômbia tem sido e é um caminho de contato cultural e comércio entre o sul e centro e norte do continente. Músicas, contrabando, comidas e toda classe de produtos passam desde a antiguidade por Colômbia, unindo as pontas do continente. Como no resto de hispanoamérica, nossa conformação como estado nacional ocorreu no século XIX após as guerras de independência, lideradas pelas elites ‘criollas’ (não crioulas), as quais eram descendentes de espanhóis nascidos no continente americano porém sem privilégios. As camadas mais exploradas, que nem sempre, foram os indígenas e afrodescendentes.

Cláudia: Cláudia está morrendo de vergonha, por não conhecer o Brasil assim.

Mica: E como é viver num país assim?

Paola: É igualzinho do Brasil: país do terceiro mundo, porém colonizado pelo sonho americano. O nível de vida é semelhante, com classes mais e menos favorecidas, com diversidade e alguns problemas (narcotráfico, conflito armado interno), mas também com esperança e ‘berraquera’, empreendorismo. Porém, as diferenças são muitas, porque meu país apenas tem 42 milhões de habitantes, é maioritariamente cristão (e pouco diverso em religiões porque houve poucas migrações internacionais), e seu governo, a diferencia do vosso, é centralizado, e não federal.

Mica: Como decidiu vir morar no Brasil?

Paola: Acontece que sou antropologa e estou fazendo um doutorado em sociologia na USP, porque o Brasil é o mais importante país latinoamericano em ciências sociais e teoria e pesquisa em sociales, junto com México. Mas com a vantagem de ter a oportunidade de aprender português!

Cláudia: Você fez graduação no seu país e doutorado aqui, é isso?

Paola: Pois é, graduação em antropologia e mestrado em literatura hispanoamericana na Colômbia, e o doutorado aqui.

Cláudia: Que bacana. E em relação as pessoas, os brasileiros são realmente receptivos? Foi bem acolhida por aqui? Sentiu muitas dificuldades?

Paola: Brasil e os brasileiros/as são MARAVILHOSOS! Devo confessar que chegar em Sampa foi bem difícil, porque é uma cidade enorme e dura se você não conhece ou tem redes sociais. Mas após entender a enormidade da cidade, o trânsito, a pressa permanente, você já se sente a vontade. Como em todo país, é a gente que constrói seu cantinho de felicidade. O meu esta em processo, e quero que ele seja de Canudos a Iguaçu, porque este país fantástico es gigante e esta cheio de surpresas, costumes, e coisas e pensamentos muito interessantes. E sua gente é o melhor patrimônio!

Kelly: Além do Brasil, quais outros países você teve contato? E como foi a experiência?

Paola: A minha viagem mais impactante e longa foi ao Egito, onde morei por uns meses, em varias temporadas. Foi numa das melhores experiências da minha vida. Aconteceu assim, em breve: fui convidada por uma editorial colombiana para escrever uma biografia de uma personagem internacional para uma coleção, e aproveitando minha amizade com um colega do mestrado que era egípcio, pesquisei sobre o ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, que independizou o país da colonização inglesa em 1952. Após o livro, tive a oportunidade de viajar e conhecer o país, e amei a incrível proximidade humana que os árabes têm com a gente, somos povos muuuuuito semelhantes, apesar das exagerações e distorções da mídia. É um país fantástico, pela sua história antiquíssima, mas também porque é colorido, cheio de pessoas do mundo todo, cheio de coisas novas e exóticas pra gente.... por exemplo, a gente acha que Egito é um deserto, e não é assim. O rio Nilo é a fonte de verde e vida que alimenta todo o país ao longo do seu percurso. Também tem estações, como Europa, por estar localizado no Mediterrâneo, porêm o inverno é mais suave, e não neva, embora seja frio! Igualmente, além de ‘toalhas’ na cabeça, os egípcios (como já ficou demostrado com a revolução que começou o ano passado) têm muitas coisas boas na cabeça! Sabem de filosofia, música, literatura (recomendo o prêmio nobel Nagib Mahfuz), pintura, e adoram a tecnologia e esse país de ao redor de 80 milhões de pessoas tem quase o dobro de celulares e o pessoal é louco enviando e recebendo torpedos, vivem grudados do iPhone e claro, no twitter! As mulheres, ao contrário do que é falado, não são submissas, e o islã é uma religião muito mais interessante e pacifica  do que nos é apresentado. Aí si daria pra outra longa conversa contar todo sobre o Egito, porque é um dos países que analiso no meu doutorado... mais recomendo uma menina óootima chamada Joumana Hadad, jornalista (libanesa) que conta sua vida no mundo árabe, como poeta erótica e feminista militante, e não é uma coitadinha senão todo o contrário!
Com Maged no Egito. 

Mica: Quando esteve aqui, comentou sobre a atuação que você e seu namorado tiveram nos acontecimentos no Egito em 2011. É possível nos contar algo disso? Como é participar de um momento histórico assim?

Paola: Na verdade André e eu fizemos apenas pouca coisa, nada demais: ficar postando no facebook, twittando e enviando emails aos amigos e a jornalistas sobre os acontecimentos, apenas fazendo eco aos egípcios que estavam lá. A gente tem este amigo egípcio, Maged, que estava no Cairo quando eclodiu a revolução. Desde 2005 (e antes inclusive, mas isso é outra longa história) os jovens egípcios estavam mobilizando-se, e Maged junto com eles. Assim que ele voltou pro Cairo (ele faz doutorado também aqui no Brasil), ele avisou à gente do que estava acontecendo, e repostamos suas mensagens e análises. Quando a internet foi cortada, a gente ligou pro Maged e ficamos em contato telefônico com ele o tempo todo, ajudando a conseguir entrevistas pra ele e outros egípcios com rádio e imprensa escrita latinoamericanas e brasileiras. Isso foi o único que a gente fez. Acompanhar aos verdaderos herois lá.
Dá alegria e orgulho apoiá-los, e raiva e decepção com nosso mundo, nossa história e o nossos esquecimentos e indiferencia com respeito às injustiças sociais e econômicas que aqui no Brasil, na minha Colombia e no Egito e em toda parte existem. É uma dor que nunca passa, e uma esperança que sobe e baixa, mas não acaba.

Cláudia: Paola, você acredita que o povo tem força pra mudar tudo isso? O que falta é coragem e iniciativa da população? 

Paola: Acredito, sim, que (como dizem os meninos do Occupy) somos o 99% contra um 1% 

Cláudia: Esse 1% é tão forte né? rs

Paola: Não acho, não. Esse 1% folgado apenas está se apropriando dos nossos direitos, do nossa ar e nosso espaço e nossas vidas e trabalhos, porque a gente o permite. Porque a gente elege políticos pela carinha e não pelo currículo e o programa, porque não estamos suficientemente informados... enfim, a gente está com a esperança de que pelo menos nossa cultura política aumente. E que coisas como a Veja e a Folha de SP, ou a Fox, deixem de ter valor e sejam os nossos interesses, os do 99% que têm votos e muitas, muitas pessoas, os que prevaleçam.

Cláudia: Você disse Paola, que a midia nem sempre passa a mensagem para as pessoas corretamente né? Eu vejo muito isso aqui no Brasil, eles manipulam as informações.

Paola: Desde que o mundo é mundo quem quer alguma coisa a defende e faz a sua própria publicidade. Não é um problema da mídia: somos nós que esquecemos de ler, de pensar, de criticar e refletir. Somos nós os que precisamos abrir mais os olhos ao mundo, aprender e lembrar da história, e renovar nosso espírito crítico e não acreditar nas coisas como vem, sem comparar, pesquisar, como a gente diz em espanhol: ‘não comer o peixe inteiro’. Manipulação acontece porque se faz, ou porque a gente se deixa...

Mica: Antropóloga, mestrado, doutorado, morou em três países, participou de revolução, escreveu um livro. O que falta para uma mulher que fez tudo isso?

Paola: Ah, Mica, obrigada, mas o segredo é só velhice, tudo aquilo já passou porque eu tenho 37 anos. Ainda faltam outros 50 para me lançar de paraquedas, aprender tango, curtir meu amado e as minhas amigas, comer, cozinhar e engordar, tomar o sol e beber a chuva... apenas abrir os braços para o que vier, e fazer pouco a pouco acontecer o pequeno minuto de cada dia. Quero terminar o doutorado, virar professora e passar o resto da vida lendo e viajando, e só. :)

Com papá, em Taganga, Colômbia.
Cláudia: E morar no Brasil pra sempre ? rs

Paola: Ay, Cláudia, como diz a ranchera mexicana: ‘si nos dejan.... nos vamos a querer toda la vida’! Brasil é formoso e delicioso, e morar aqui seria um sonho. Mas a gente pode morar em todo lugar e sempre ficar trocando...



*Para quem se interessar: "Gamal Abdel Nasser: El Faraon Rojo", Ed. Panamericana Pub Plc, 2005. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cine MSMJ - Antes do Amanhecer


"Acredito que se há algum Deus, ele não estaria em nenhum de nós. Não em você ou em mim, mas nesse espaço entre nós... Se há algum tipo de magia no mundo, ela deve estar na tentativa de compreender alguém e compartilhar algo."

Filme 'Antes do Amanhecer' [Before Sunrise], 1995. Dois jovens se conhecem por acaso num trem para Viena e começam a conversar. Porém, o rapaz tem que embarcar para os EUA no dia seguinte e ela segue rumo a Paris. Então, ele a convence a desembarcar em Viena e ambos tentam aproveitar ao máximo o pouco tempo que lhes resta.


Minha opinião: Este filme tem alguma coisa que me encanta. E acho que é justamente o fato de como encontrar uma pessoa do nada, pode simplesmente mudar toda a sua vida. Não qualquer pessoa, mas aquela com quem você consegue conversar por horas e horas sem enjoar e fica até abismado em como o papo flui tão bem, como se fossem velhos conhecidos. Mais do que uma amizade, amor. Histórias assim realmente acontecem na vida real... 
Este filme tem uma continuação, o 'Antes do Pôr-do-Sol', e há boatos de que haverá o 3º longa em breve. [estou no aguardo!!!]

*Ah, o filme é diálogo do início ao fim e ''talvez'' não seja do tipo que agrade muito o público masculino. Porém, é um diálogo bom, envolvente! Fica a dica. ;)




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Garçom, uma dose de simancol por favor!


Bom senso e internet não cabem mais na mesma frase. Ahhh, quem concordar compartilha.
Confesso que a internet nesses últimos meses tem sido mais motivo de stress do que de diversão. Você entra no facebook, pra relaxar e trocar uma ideia com os amigos, com o melhor bom humor do mundo, e se depara com um monte de compartilhamentos inúteis, todos os contatos compartilhando a mesma piada sem graça por semanas.
E em dia de jogo então, MY GOD, que inferno. Por conta dessas piadas, nós passamos a odiar o Neymar, o Corinthians e a libertadores do fundo da nossa alma (não usaremos a palavra coração, pois coração é burro e não tem memória, logo ele esqueceria).
[Enfim, voltemos a falar sobre os containers virtuais] 
Graças a opção cancelar a assinatura, podemos evitar esta poluição visual. Exagerou? Block neles. Mas esses inconvenientes não se contentam apenas em compartilhar essas porcarias nos murais DELES. NÃOOOOO, eles têm a pachorra de ir até o SEU mural, comentar as SUAS publicações, fazendo questão de explanar suas ideias e gritar ao mundo o quão inconveniente e chatos eles são.
É amigos do MSMJ, não fiquem desanimados com esses pequenos problemas virtuais, pois no facebook, temos o botão bloquear e excluir, é só clicar ali e pronto, tudo resolvido.
Mas e na vida real???? Tem como dar um block nesses malas sem alças? Acreditamos que não. Pois não importa o quanto a ciência evolua. Não vão nunca encontrar uma cura para gente mala.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MSMJ FM e Pra esse eu tiro a saia juntos: Jonh Legend


Lindo, com cara de menino carente, daqueles que se apaixonam e sofrem e precisam de você (suspiros). Podia parar por aí, mas ele ainda canta. Já imaginaram a voz desse cara no ouvido? 
Canta e é bom nisso, como em compor e produzir. Desde que surgiu para o mundo em 2004 com o primeiro álbum "Get Lifted", o cara se enfiou em tudo que seja produção de black music. Trabalhou com Lauryn Hill, Kanye West, Andre 3000, Jay-Z... é o amigo dos caras! 
Uma coisa que pouca gente sabe é que a Estelle lançou um álbum que foi um fracasso, inglesa, trouxe uma classe não vista ainda nas cantoras black e não foi bem recebida pelo público. Então ele gravou com ela e produziu seu segundo álbum, além de bombar a garota por aí. Pronto, Estelle estourou! 
O último álbum de John Legend foi feito em parceria com o The Roots, Wake Up! (2010), mas para vocês eu trouxe uma das minhas preferidas PDA (We Just Don't Care), que além de toda amorzinho, foi gravada no Rio. 


Ah! Se esse pretinho me desse trela!