sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Entrevista do mês: Paola Giraldo Herrera

Mica: Imaginem a cena - três mulheres sentadas numa cozinha minúscula, tomando café (colombiano) e falando, falando, falando... Foi assim que eu e a Kelly nos olhamos e tivemos a mesma ideia na hora - a gente precisa entrevistar essa mulher! A mulher, é a amiga Paola, uma colombiana que veio ao Brasil estudar na USP e tem tanta história para contar que deixa qualquer um sorrindo ouvindo seu portunhol deliciosamente cantado. Foi nesse clima que a entrevista correu, peguem suas xícaras e se deliciem. 

Mica: Vamos começar falando sobre o seu país? 

Paola: Colômbia é um país mestizo, e isso determina muito sua cultura e história. Ao contrário do que às vezes achamos, latinoamérica é bem diverso, apesar de falarmos todos espanhol. Vocês, os brasileiros, são também latinoamericanos, pra gente, porque tiveram algumas semelhanças mas também por causa das suas diferenças. Colômbia compartilha com Peru, Ecuador e Bolivia o fato de ser andino (esta assentado no final da cordilheira dos Andes) e entre dois litorais, o do Caribe e o do Ocêano Pacífico. Por isso é um país de climas diversos, desde desertos (litorâneo ou interior) até vulcões com neve perpétua. Nossa população, como em Venezuela, é maioritariamente mestiça de indígena, espanhol e afrodescendente. Antes da vinda dos espanhóis tínhamos muitos povos autóctones, os quais após a violenta conquista espanhola ficaram reduzidos a pouco mais de 60 etnias diferentes, com múltiplas línguas indígenas. Sendo um país localizado no cantinho do continente, Colômbia tem sido e é um caminho de contato cultural e comércio entre o sul e centro e norte do continente. Músicas, contrabando, comidas e toda classe de produtos passam desde a antiguidade por Colômbia, unindo as pontas do continente. Como no resto de hispanoamérica, nossa conformação como estado nacional ocorreu no século XIX após as guerras de independência, lideradas pelas elites ‘criollas’ (não crioulas), as quais eram descendentes de espanhóis nascidos no continente americano porém sem privilégios. As camadas mais exploradas, que nem sempre, foram os indígenas e afrodescendentes.

Cláudia: Cláudia está morrendo de vergonha, por não conhecer o Brasil assim.

Mica: E como é viver num país assim?

Paola: É igualzinho do Brasil: país do terceiro mundo, porém colonizado pelo sonho americano. O nível de vida é semelhante, com classes mais e menos favorecidas, com diversidade e alguns problemas (narcotráfico, conflito armado interno), mas também com esperança e ‘berraquera’, empreendorismo. Porém, as diferenças são muitas, porque meu país apenas tem 42 milhões de habitantes, é maioritariamente cristão (e pouco diverso em religiões porque houve poucas migrações internacionais), e seu governo, a diferencia do vosso, é centralizado, e não federal.

Mica: Como decidiu vir morar no Brasil?

Paola: Acontece que sou antropologa e estou fazendo um doutorado em sociologia na USP, porque o Brasil é o mais importante país latinoamericano em ciências sociais e teoria e pesquisa em sociales, junto com México. Mas com a vantagem de ter a oportunidade de aprender português!

Cláudia: Você fez graduação no seu país e doutorado aqui, é isso?

Paola: Pois é, graduação em antropologia e mestrado em literatura hispanoamericana na Colômbia, e o doutorado aqui.

Cláudia: Que bacana. E em relação as pessoas, os brasileiros são realmente receptivos? Foi bem acolhida por aqui? Sentiu muitas dificuldades?

Paola: Brasil e os brasileiros/as são MARAVILHOSOS! Devo confessar que chegar em Sampa foi bem difícil, porque é uma cidade enorme e dura se você não conhece ou tem redes sociais. Mas após entender a enormidade da cidade, o trânsito, a pressa permanente, você já se sente a vontade. Como em todo país, é a gente que constrói seu cantinho de felicidade. O meu esta em processo, e quero que ele seja de Canudos a Iguaçu, porque este país fantástico es gigante e esta cheio de surpresas, costumes, e coisas e pensamentos muito interessantes. E sua gente é o melhor patrimônio!

Kelly: Além do Brasil, quais outros países você teve contato? E como foi a experiência?

Paola: A minha viagem mais impactante e longa foi ao Egito, onde morei por uns meses, em varias temporadas. Foi numa das melhores experiências da minha vida. Aconteceu assim, em breve: fui convidada por uma editorial colombiana para escrever uma biografia de uma personagem internacional para uma coleção, e aproveitando minha amizade com um colega do mestrado que era egípcio, pesquisei sobre o ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, que independizou o país da colonização inglesa em 1952. Após o livro, tive a oportunidade de viajar e conhecer o país, e amei a incrível proximidade humana que os árabes têm com a gente, somos povos muuuuuito semelhantes, apesar das exagerações e distorções da mídia. É um país fantástico, pela sua história antiquíssima, mas também porque é colorido, cheio de pessoas do mundo todo, cheio de coisas novas e exóticas pra gente.... por exemplo, a gente acha que Egito é um deserto, e não é assim. O rio Nilo é a fonte de verde e vida que alimenta todo o país ao longo do seu percurso. Também tem estações, como Europa, por estar localizado no Mediterrâneo, porêm o inverno é mais suave, e não neva, embora seja frio! Igualmente, além de ‘toalhas’ na cabeça, os egípcios (como já ficou demostrado com a revolução que começou o ano passado) têm muitas coisas boas na cabeça! Sabem de filosofia, música, literatura (recomendo o prêmio nobel Nagib Mahfuz), pintura, e adoram a tecnologia e esse país de ao redor de 80 milhões de pessoas tem quase o dobro de celulares e o pessoal é louco enviando e recebendo torpedos, vivem grudados do iPhone e claro, no twitter! As mulheres, ao contrário do que é falado, não são submissas, e o islã é uma religião muito mais interessante e pacifica  do que nos é apresentado. Aí si daria pra outra longa conversa contar todo sobre o Egito, porque é um dos países que analiso no meu doutorado... mais recomendo uma menina óootima chamada Joumana Hadad, jornalista (libanesa) que conta sua vida no mundo árabe, como poeta erótica e feminista militante, e não é uma coitadinha senão todo o contrário!
Com Maged no Egito. 

Mica: Quando esteve aqui, comentou sobre a atuação que você e seu namorado tiveram nos acontecimentos no Egito em 2011. É possível nos contar algo disso? Como é participar de um momento histórico assim?

Paola: Na verdade André e eu fizemos apenas pouca coisa, nada demais: ficar postando no facebook, twittando e enviando emails aos amigos e a jornalistas sobre os acontecimentos, apenas fazendo eco aos egípcios que estavam lá. A gente tem este amigo egípcio, Maged, que estava no Cairo quando eclodiu a revolução. Desde 2005 (e antes inclusive, mas isso é outra longa história) os jovens egípcios estavam mobilizando-se, e Maged junto com eles. Assim que ele voltou pro Cairo (ele faz doutorado também aqui no Brasil), ele avisou à gente do que estava acontecendo, e repostamos suas mensagens e análises. Quando a internet foi cortada, a gente ligou pro Maged e ficamos em contato telefônico com ele o tempo todo, ajudando a conseguir entrevistas pra ele e outros egípcios com rádio e imprensa escrita latinoamericanas e brasileiras. Isso foi o único que a gente fez. Acompanhar aos verdaderos herois lá.
Dá alegria e orgulho apoiá-los, e raiva e decepção com nosso mundo, nossa história e o nossos esquecimentos e indiferencia com respeito às injustiças sociais e econômicas que aqui no Brasil, na minha Colombia e no Egito e em toda parte existem. É uma dor que nunca passa, e uma esperança que sobe e baixa, mas não acaba.

Cláudia: Paola, você acredita que o povo tem força pra mudar tudo isso? O que falta é coragem e iniciativa da população? 

Paola: Acredito, sim, que (como dizem os meninos do Occupy) somos o 99% contra um 1% 

Cláudia: Esse 1% é tão forte né? rs

Paola: Não acho, não. Esse 1% folgado apenas está se apropriando dos nossos direitos, do nossa ar e nosso espaço e nossas vidas e trabalhos, porque a gente o permite. Porque a gente elege políticos pela carinha e não pelo currículo e o programa, porque não estamos suficientemente informados... enfim, a gente está com a esperança de que pelo menos nossa cultura política aumente. E que coisas como a Veja e a Folha de SP, ou a Fox, deixem de ter valor e sejam os nossos interesses, os do 99% que têm votos e muitas, muitas pessoas, os que prevaleçam.

Cláudia: Você disse Paola, que a midia nem sempre passa a mensagem para as pessoas corretamente né? Eu vejo muito isso aqui no Brasil, eles manipulam as informações.

Paola: Desde que o mundo é mundo quem quer alguma coisa a defende e faz a sua própria publicidade. Não é um problema da mídia: somos nós que esquecemos de ler, de pensar, de criticar e refletir. Somos nós os que precisamos abrir mais os olhos ao mundo, aprender e lembrar da história, e renovar nosso espírito crítico e não acreditar nas coisas como vem, sem comparar, pesquisar, como a gente diz em espanhol: ‘não comer o peixe inteiro’. Manipulação acontece porque se faz, ou porque a gente se deixa...

Mica: Antropóloga, mestrado, doutorado, morou em três países, participou de revolução, escreveu um livro. O que falta para uma mulher que fez tudo isso?

Paola: Ah, Mica, obrigada, mas o segredo é só velhice, tudo aquilo já passou porque eu tenho 37 anos. Ainda faltam outros 50 para me lançar de paraquedas, aprender tango, curtir meu amado e as minhas amigas, comer, cozinhar e engordar, tomar o sol e beber a chuva... apenas abrir os braços para o que vier, e fazer pouco a pouco acontecer o pequeno minuto de cada dia. Quero terminar o doutorado, virar professora e passar o resto da vida lendo e viajando, e só. :)

Com papá, em Taganga, Colômbia.
Cláudia: E morar no Brasil pra sempre ? rs

Paola: Ay, Cláudia, como diz a ranchera mexicana: ‘si nos dejan.... nos vamos a querer toda la vida’! Brasil é formoso e delicioso, e morar aqui seria um sonho. Mas a gente pode morar em todo lugar e sempre ficar trocando...



*Para quem se interessar: "Gamal Abdel Nasser: El Faraon Rojo", Ed. Panamericana Pub Plc, 2005. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cine MSMJ - Antes do Amanhecer


"Acredito que se há algum Deus, ele não estaria em nenhum de nós. Não em você ou em mim, mas nesse espaço entre nós... Se há algum tipo de magia no mundo, ela deve estar na tentativa de compreender alguém e compartilhar algo."

Filme 'Antes do Amanhecer' [Before Sunrise], 1995. Dois jovens se conhecem por acaso num trem para Viena e começam a conversar. Porém, o rapaz tem que embarcar para os EUA no dia seguinte e ela segue rumo a Paris. Então, ele a convence a desembarcar em Viena e ambos tentam aproveitar ao máximo o pouco tempo que lhes resta.


Minha opinião: Este filme tem alguma coisa que me encanta. E acho que é justamente o fato de como encontrar uma pessoa do nada, pode simplesmente mudar toda a sua vida. Não qualquer pessoa, mas aquela com quem você consegue conversar por horas e horas sem enjoar e fica até abismado em como o papo flui tão bem, como se fossem velhos conhecidos. Mais do que uma amizade, amor. Histórias assim realmente acontecem na vida real... 
Este filme tem uma continuação, o 'Antes do Pôr-do-Sol', e há boatos de que haverá o 3º longa em breve. [estou no aguardo!!!]

*Ah, o filme é diálogo do início ao fim e ''talvez'' não seja do tipo que agrade muito o público masculino. Porém, é um diálogo bom, envolvente! Fica a dica. ;)




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Garçom, uma dose de simancol por favor!


Bom senso e internet não cabem mais na mesma frase. Ahhh, quem concordar compartilha.
Confesso que a internet nesses últimos meses tem sido mais motivo de stress do que de diversão. Você entra no facebook, pra relaxar e trocar uma ideia com os amigos, com o melhor bom humor do mundo, e se depara com um monte de compartilhamentos inúteis, todos os contatos compartilhando a mesma piada sem graça por semanas.
E em dia de jogo então, MY GOD, que inferno. Por conta dessas piadas, nós passamos a odiar o Neymar, o Corinthians e a libertadores do fundo da nossa alma (não usaremos a palavra coração, pois coração é burro e não tem memória, logo ele esqueceria).
[Enfim, voltemos a falar sobre os containers virtuais] 
Graças a opção cancelar a assinatura, podemos evitar esta poluição visual. Exagerou? Block neles. Mas esses inconvenientes não se contentam apenas em compartilhar essas porcarias nos murais DELES. NÃOOOOO, eles têm a pachorra de ir até o SEU mural, comentar as SUAS publicações, fazendo questão de explanar suas ideias e gritar ao mundo o quão inconveniente e chatos eles são.
É amigos do MSMJ, não fiquem desanimados com esses pequenos problemas virtuais, pois no facebook, temos o botão bloquear e excluir, é só clicar ali e pronto, tudo resolvido.
Mas e na vida real???? Tem como dar um block nesses malas sem alças? Acreditamos que não. Pois não importa o quanto a ciência evolua. Não vão nunca encontrar uma cura para gente mala.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

MSMJ FM e Pra esse eu tiro a saia juntos: Jonh Legend


Lindo, com cara de menino carente, daqueles que se apaixonam e sofrem e precisam de você (suspiros). Podia parar por aí, mas ele ainda canta. Já imaginaram a voz desse cara no ouvido? 
Canta e é bom nisso, como em compor e produzir. Desde que surgiu para o mundo em 2004 com o primeiro álbum "Get Lifted", o cara se enfiou em tudo que seja produção de black music. Trabalhou com Lauryn Hill, Kanye West, Andre 3000, Jay-Z... é o amigo dos caras! 
Uma coisa que pouca gente sabe é que a Estelle lançou um álbum que foi um fracasso, inglesa, trouxe uma classe não vista ainda nas cantoras black e não foi bem recebida pelo público. Então ele gravou com ela e produziu seu segundo álbum, além de bombar a garota por aí. Pronto, Estelle estourou! 
O último álbum de John Legend foi feito em parceria com o The Roots, Wake Up! (2010), mas para vocês eu trouxe uma das minhas preferidas PDA (We Just Don't Care), que além de toda amorzinho, foi gravada no Rio. 


Ah! Se esse pretinho me desse trela! 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ano novo, TV velha


Cláudia: É galera, o ano começou. Adeus 2011, Natal  e Ano Novo, agora é hora de esperar pelo próximo evento, né? Se você pensou no carnaval, ERROU, bebê. Como assim, você esqueceu do BBB???  


Mica: (toca a musiquinha no fundo, uma piscadinha brega daquela animação ridícula de robô-câmera e continuamos a falar). 

Kelly: Quem já tá de saco cheio de BBB, pode trocar ideia comigo. Temos algo em comum.

Cláudia: Nem começou ainda, nem sei quando vai começar, nem sei quem serão os participantes e nem quero saber. Não que eu tenha preconceito, só não curto, não torço e nem me importo.

Mica: Eu assisti uma edição e meia. A primeira assisti inteira. Aquela que tinha a Grazi eu assisti depois que a coisa começou a esquentar. O primeiro ainda tinha aquela cara de novidade e em uma república com mais duas garotas assistindo, jantando pós faculdade e falando merda era extremamente engraçado. O segundo tinha o Alan que era gato pra caramba e ponto. Mas em geral é uma novela das sete mal escrita que não convence. 

Kelly: Então, eu já acompanhei também. Assisti o 2, 3 e 4, acho, não lembro. De gostosinhos lembro daquele Emílio mergulhador [hahah] e o massagista-tesão [esqueci o nome dele]. Mas enfim, quando eu assistia, eu me irritava com quem vinha pagar de cult pro meu lado, falando mal do programa. Eu tava cagando pra isso aí. Pô, eu trabalhava o dia todo, me estressava. Quando eu chegava em casa, queria mais é dar risada, sabe?! Tava nem aí se tava me acrescentando algo ou não. Assistia para me divertir. Porém, pra mim já deu. Eu não aguento mais reality show, não tenho mais paciência pra nenhum. E pode ser falta de tolerância da minha parte [ok, deve ser mesmo], mas não entendo porque as outras pessoas não se cansaram ainda.

Cláudia: O que mais me irrita, não é nem o programa em si. São as pessoas, pseudo cults, falando mal, criticando: ‘ Nossa, vai começar essa merda’. ‘ Nossa isso’, ‘nossa aquilo’. Eu penso assim, o melhor que você pode fazer é não assistir, o controle remoto está aí para isso. Quem comenta a favor ou contra é tão chato quanto. Não gosta troca de canal e pronto. 

Mica: Eu concordo vocês - acho uma merda de uma novelinha mal feita - mas o que mais irrita mesmo é a saturação. Saturou o programa, saturaram as críticas, saturaram os defensores. Doze edições na mesma fórmula, acontecem as mesmas coisas e se escuta a mesma coisa. Sem contar que a febre é tão imediata que não é possível abrir um site sem ver estampado algo sobre o programa. Poluição enjoativa.

Kelly: Concordo com tudo o que a Mica disse aí. E assim, Claudinha, sabe qual o problema? Eu entendo o que vc diz sobre 'mudar de canal e pronto', mas o problema é que a gente não pode apertar o botão 'mute' pras pessoas ao redor. Porque se eu só não assistisse o programa, beleza. Mas não, você vai trabalhar e TODOS ficam comentando essa bosta o dia todo. Você entra num ônibus e todos estão falando 'quem foi pro paredão' e a porra toda. Isso me incomoda, porque sou obrigada a ouvir algo de um programa que não aguento mais, como se fosse o mais legal do mundo, sabe. É isso.

Cláudia: Então, isso realmente irrita e não tem como mandar as pessoas calarem a boca, né? Imagina se seu chefe adora o programa e vir falar com você sobre isso??? Imagina você mandando ele calar a boca? rs

Mica: Imaginei hehehe. Mas, eu passo tanto por isso gente. Não de mandar meu chefe calar a boca, não, mas de ouvir coisa chata e papos que preferia não ouvir. Eu só assisto o que gosto e mesmo que faça horrores de sucesso eu não assisto se não gosto. Exemplo: DETESTO muito Zorra Total! Assim com ódio no coração mesmo. Não me lembro quando foi a última vez que eu vi um segundo sequer dessa merda. E sempre tem um jargão sendo usado 24h por dia por todas as pessoas no Brasil e brasileiros com acesso a Globo pelo mundo. Sempre. Aí a chata aqui não ri. Então me explicam é a fulana de tal do zorra que fala assim. Eu desenvolvi um sistema super eficiente para esses momentos - faço cara de Regina Duarte. 

Kelly: hahahaha, eu passava pela mesma coisa no trabalho, Mica. Eu ODEIO Zorra Total também. E sempre tinha um babaca pra fazer piada desse programa perto de mim. Grrrrrrrrrr...

Cláudia: Ahh, lembrando que, não é só aguentar eles durante o programa. Depois temos que aguentar meses e meses, ex BBB na playboy, ex BBB no carnaval, ex BBB da pqp, ex BBB compra piercing íntimo não sei onde, ex BBB viaja para casa do chapéu e por ai vai. Não tá fácil pra ninguém, né? O negócio é virar subcelebridades e ganhar dinheiro.

Mica: Já somos tão baleadas pela vida das celebridades, agora temos que fugir dos tiros das subcelebridades... E é hilário a música ser do Paulo Ricardo, racho muito com isso. Porque ele se acha né, o músico, o que entende, e acabou vivendo de música feita pra abertura de reality show. Ah, as doces ironias da vida! 

Claudia: Mãs, quando você pensa que acabou, começa tudo de novo e lá vem o Bial com o 'vamos dar aquela espiadinha'.

Kelly: huaehuauhe... é gente, BBB e babaquices derivadas dessa bosta, como lidar? Taí uma tarefa pra 2012. =/

Cláudia: BBB diz: ‘I'll be back'